Carregando...
''
grande01-destaquevinhos01

Argentina e Chile: caminhos do vinho para viagens deliciosas

Mendoza, na Argentina, e os arredores de Santiago, no Chile, são os destinos preferidos de brasileiros que desejam percorrer a rota dos vinhos na América do Sul. É o chamado enoturismo. Aquele tipo de viagem que “harmoniza” belas paisagens com visitas a vinícolas com direito a conhecer processos de fabricação da bebida e, é claro, degustação de bons rótulos de vinhos. São muitas as atrações nas duas regiões em todas as estações do ano, entre mudanças de temperaturas, cenários de neve, montanhas e flores que se misturam à gastronomia, cultura, arte, arquitetura.

O cenário de Mendoza é fantástico: aos pés da Cordilheira dos Andes, na região centro oeste da Argentina. É chamada de “A capital do Sol”. A cidade nasceu numa região de clima seco, com variação ampla de temperatura: dias quentes e noites frias. Um antigo deserto transformado numa área com vinhas, pomares, olivais, graças a um engenhoso trabalho de sistema hídrico de várias gerações, com represas, canais, desvio do Rio Mendoza com suas águas de degelo também para zonas rurais, o que auxiliou na irrigação das plantações.

01-post-viniculas-mendoza

Dica: A represa de Potrerillos, a 65 km do centro de Mendoza, está encravada no Vale de Potrerillos, um grande lago artificial formado pelas águas do Rio Mendoza, de bela cor turquesa que entra em contraste com as montanhas. Aproveite para conhecer a Villa de Potrerillos às margens do lago. O lugarejo é conhecido pelas comidas caseiras típicas.

A região de Mendoza é responsável por mais de 70% da fabricação dos vinhos argentinos, com cerca de 1.200 vinhedos, dos quais 130 “bodegas”, como são chamadas as vinícolas por lá, abertas para o turismo e distribuídas em três grandes regiões: Luján de Cuyo, Maipu e Valle de Uco. 

Dica: Além de Mendoza, outras regiões da Argentina como de San Juan, La Rioja, Salta e Patagônia, bem como a província de Catamarca, integram a rota mundial do vinho, com atrações, bons vinhos e paisagens espetaculares.  

Luján de Cuyo é a “terra dos Malbecs”. Reconhecida como uma das melhores regiões do mundo produtoras desse tipo de vinho. É um dos distritos mais tradicionais de Mendoza, localizado a 20 quilômetros da cidade, na parte alta do Rio Mendoza. Seus vinhedos estão localizados de 800 a 1200 metros de altitude, onde se encontram bodegas famosas como Catena Zapata, Luigi Bosca e Norton.

06-post-lujan-de-cuyo

Dica: Viña Cobos é uma vinícola boutique que produz apenas 900 mil garrafas/ano, sendo 80% destinada à exportação para os Estados Unidos, Canadá e Brasil. O Cabernet Sauvignon Cobo Voturno é o carro chefe.

A região de Maipu, localizada a apenas 15 quilômetros do centro de Mendoza, é conhecida como “primeira zona” dos vinhos argentinos, com “vinhas velhas”, que produzem vinhos aromáticos de sabor intenso.  Seus vinhedos estão numa altitude baixa, entre 600 e 760 metros, pertencentes a famílias tradicionais como Família ZuccardiFinca FlichmanLa Rural (Rutini) Trapiche. A cidade vem se reinventando, além integrar a rota dos vinhos, vem se diferenciando por passeios em vinícolas familiares, muitas delas dedicadas à produção de vinhos orgânicos e por passeios na rota verde-oliva, dedicada ao cultivo da azeitona e dos produtos derivados, como o azeite de oliva.

05-post-maipu-la-rural

Dica: Na Bodega La Rural, fundada em 1885 além de degustar o rótulo Rutini, o mais tradicional, também cabe uma visita ao Museu do Vinho, com objetos que contam a história da produção do vinho em Mendoza.

 

Vale de Uco, localizado a 100 quilômetros do centro de Mendoza, é uma região reconhecida mundialmente pela produção de vinhos de alta altitude (seus vinhedos são os mais altos do mundo) e oferece uma das visões mais deslumbrantes da Cordilheira dos Andes. No Vale encontram-se vinícolas como Salentein,  localizada a 1200 metros de altitude, com 800 hectares de plantação e um excelente cenário para degustar rótulos como Chardonnay, Malbec, Merlot e Pinot Noir. Uma galeria de arte e uma cavalgada aos pés dos Andes fazem parte das atrações.

04-post-vale-de-uco

As diversas experiências em Mendoza incluem a arte de fazer o seu próprio vinho, pedalar ou galopar pelos vinhedos, descobrir tudo a bordo de um carro antigo ou simplesmente caminhar e sentir de perto os aromas das uvas e da terra.

Dica: Para saborear cada etapa dos passeios é bacana saber que o viticultor é responsável pela plantação das videiras, desde a preparação do solo, cultivo e colheita da uva. O vinicultor é responsável por transformar a uva em vinho. O seu trabalho compreende todas as etapas de elaboração após a colheita das uvas, do seu transporte ao engarrafamento do produto final até a comercialização.

Quem deseja vivenciar integralmente a vitivinicultura, curtindo as festas tradicionais do campo, deve programar sua viagem na América do Sul para os meses de fevereiro e março, época da colheita. O Festival da Vindima de Mendoza, por exemplo, é comparado ao Carnaval do Rio de Janeiro, no sentido de grandiosidade e envolvimento popular. É um dos mais importantes festivais de colheita do mundo.

Dica: O Festival de Vindima de Mendoza ocorre desde 1936, no mês de março, para celebrar o fruto, resultado de um ano de esforço. Inclui atrações como a “bênção dos frutos” e se estende até a Festa Central da cidade, com apresentações atisticas como a encenação no teatro grego Frank Romero Day, com jogos de luz, danças e música ao vivo, fantasias, fogos de artifício e a eleição da rainha. As festividades são realizadas em cada um dos 18 departamentos em que Mendoza está dividida.

03-post-vinhos-02

Todos os passeios em Mendoza devem ser previamente marcados. Para aproveitar bem o dia, distribua assim: não visite mais do que três vinícolas por dia. Por exemplo, reserve uma delas para almoçar no local e, portanto, deixe para visita-la por último. Assim, você faz tranquilamente as degustações e se prepara para o almoço harmonizado.

Dica: Almoço em Ruca Malém, uma bodega que tem um menu degustação com cinco etapas de harmonização e oferece uma vista magnífica das plantações de videiras.

 

De Mendoza a Santiago, no Chile, são apenas 360 quilômetros. Vale a pena fazer um tour pelas montanhas para curtir experiências diferentes na rota de vinhos chilenos, como cruzar os vales a bordo do “trem de sabores”, pegar um teleférico numa vinícola para chegar até a morada de povos andinos que deram origem ao povo chileno, pedalar num passeio bike &wine e encontrar gravações rupestres pelo caminho ou até se aventurar nas paradas em centros esquis.

02-post-vinhos

Então, que tal sentir o sabor da Argentina numa viagem temática com vinhos e muitas paisagens andinas pelo caminho? Conte com a infraestrutura e a experiência da RDC Viagens, a agência preferencial do associado RDC Férias. Faça uma cotação através dos telefones (11) 2172-0270/4096-0270, de 2ª a 6ª feira, das 9h às 19h ou pelo e-mail agencia@rdcviagens.com.br. Conheça também as flexibilidades e vantagens oferecidas pelo seu plano de férias. Não deixe de conferir a opção de utilizar seus pontos do Indique e Ganhe.

Mirele Mazzardo

Gostaria de saber quanto aos valores e datas disponíveis para esse tour dos vinhos pela américa do sul.

16 de novembro de 2016 | Responder
    Redação RDC

    Olá, Mirele! Roteiro bem interessante, não é? Quer saber mais informações? Nossa equipe da RDC Viagens, agência preferencial do associado, poderá orientá-la. Envie um pedido de cotação para o e-mail agencia@rdcviagens.com.br, informando a quantidade de pessoas e o período da sua viagem. Se preferir, entre em contato pelo telefone (11) 2172-0270, 2ª a 6ª feira, das 9h às 19h. Vale lembrar que você pode solicitar também a cotação de outros produtos turísticos com a RDC Viagens. Bom planejamento! :)

    16 de novembro de 2016 | Responder

Deixe um comentário