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As melhores festas juninas do Brasil para você conhecer e aproveitar

Atenção aos sinos das catedrais, sei que não é manhã de domingo, mas já anunciam os seus sinais. Os sinais que falo tem sabor, tem aroma, tem dança, tem história e muita alegria. Pegue seu par, chame a sua família, vamos todos para uma das maiores – e talvez – uma das melhores comemorações desse Brasil. É semana de São João à São Pedro, meu amor, e de Norte a Sul, só se fala de uma coisa: Festa Junina.

Desde que o mundo é mundo, os festejos fizeram parte da humanidade como marco da vida pulsante. Muitas dessas comemorações eram ligadas à natureza. Fazia-se festa para brindar o tempo, as estações e tudo que ditava como seria a vida a partir daquele momento. Esse aspecto orgânico e íntimo que a humanidade tem com o tempo, deu-se devido ao desenvolvimento da agricultura e a vida no campo, e se perpetuou até os dias de hoje.

Aqui no Brasil, essa tradição veio com os jesuítas, que incorporavam algumas comemorações como forma de catequização dos indígenas. Porém, essas comemorações juninas não eram muito estranhas aos índios, visto que neste período eles costumavam celebrar à agricultura, mesmo com o início do inverno. Daí, foi unir o útil ao agradável: a história dos santos portugueses e a variedade de alimentos nativos dos índios. Com o tempo, a festa foi ganhando sua própria representação, cheio de folclore e um lindo imaginário que transparece o que é o povo dessa nação. E como se é de esperar, são inúmeros festejos, com inúmeros jeitos e inúmeras caras. Contudo, uma coisa é certa, o fio condutor é o mesmo: reviver o campo.

Pronto para embarcar nessa emocionante viagem pelas festas que colorem o país, que enche os olhos e a boca dessas gostosuras e que faz reviver e re- significar o que somos? Por aqui, o que não falta é alegria! Bora colocar seu melhor traje, porque a quadrilha já vai começar!

Campina Grande – Paraíba

Uma coisa que brasileiro sabe de cor e salteado é ser grande. Não existe uma simples festa de São João em uma capelinha de melão, mas sim a maior festa de São João desse mundão. Embora Campina Grande seja cravada no agreste paraibano, e a secura castigue o sertanejo que vive da terra seca, a festa e a fé são alicerces imprescindíveis para se ter uma vida mais leve, mesmo com tanto trabalho e espera.

Durante um mês inteiro, Campina Grande se transforma e se fantasia. Milhares de bandeirinhas compõem o cenário onde há batalhas de quadrilhas e até mesmo casamento coletivo. Ah, uma coisa importante está no sabor: renda-se à comida nordestina e vivencie essa alegria contagiante do São João.

Aproveite as suas diárias e se hospede no Garden Hotel Campina Grande Resort.

 

São Luís – Maranhão

Se você acredita piamente que em São Luís o único ritmo permitido é o reggae, você tem que visitar a cidade no mês de junho. Durante esse mês, os pandeirões começam a tocar por lá e as fogueiras crepitam pelos arraias. Já é quase São João e as maracas contam um pouco das lendas e tradições.

 Desde o século 18, a narrativa do Bumba-Meu-Boi arrasta multidões pelas ruas da cidade, com a história de Catirina, de seu marido e de um boi o qual precisam ressuscitá-lo. Uma história de vida e morte que se inicia no dia de Santo Antônio e vai até o dia 30 de junho. Em São Luís, a festa ocorre na Praça Nauro Machado e Praça dos Catraeiros, bem no Centro Histórico.

É um grande festival traçado por danças, ritmos e muita cultura. O Boi Bumbá é o auge da festividade, com danças, lendas e representatividade. Ah, claro, não pode se esquecer da famosa torta de camarão e o arroz de cuxá.

Use as suas diárias em nossos hotéis parceiros e desfrute do melhor de São Luís em junho!

 

Caruaru, Pernambuco

Se em Campina Grande existe a maior festa de São João do mundo, em Caruaru existe muito forró. Bem-vindos à Capital do Forró, e repare só no som da sanfona, do triângulo e no arrasta pé no Pavilhão Luiz Gonzaga, que abençoa toda festança.

Lá, no agreste pernambucano, São João é coisa séria. Tudo deve sair como os conformes. A decoração conta com inúmeras bandeirinhas coloridas e xilogravuras de J. Borges que, neste ano de 2019, produziu obras exclusivas para a festa, contando um pouco da vida de lá, com o retrato da Feira de Caruaru, Monte Bom Jesus e uma banda de pífanos.

E para quem é forrozeiro com fevor, não se avexe, tem um mês inteirinho de muita animação e até mesmo o Festival de Comidas Gigantes, com tudo que não pode faltar: cuscuz, cangica e a grande figura desse mês: o milho.

CURIOSIDADE: o milho foi e é a base da alimentação do brasileiro desde que o Brasil ainda engatinhava. De ascendência indígena, o milho se incorporou à cadeia alimentar dos portugueses e de todos os outros povos que vieram para terras brasilis encontrar um lugar para chamar de lar. E é no mês de junho que ocorre a sua colheita. Então, bora comemorar, não é mesmo?

 

Mossoró – Rio Grande do Norte

A poucas horas de Natal, Mossoró comanda uma grande festa, que se inicia no dia 10 de junho com o bloco Pingo da Mei Noite. A partir daí você pode esperar folia até dia 1 de julho. Mas, não fica só nisso não, tem até encenação, como do auto de Páscoa, mas contando a história de outro salvador: dos mossorenenses que expulsaram da cidade o famoso Lampião, em 1927.

Uma festa dessas, merece ser celebrada por você também! Utilize suas diárias e se hospede no Villaoeste Hotel!

 

Capela – Sergipe

Bom, nem somente de quadrilha, forró ou bumba-meu-boi vive uma festa junina, pode também ter a festa do mastro, em que várias pessoas sujas de lama carregam um enorme troco de árvore ao som da zabumba.

Mas, calma, tudo tem uma trajetória, no mínimo interessante. Antes de ser junho, um grupo folclórico sai às ruas para acordar São João e arrecadar prendas que serão colocadas no topo do mastro. No dia 29, dia de São Pedro, uma multidão percorre cerca de 10 km até a Mata do Junco, onde são saudados pelos bacamarteiros. Escolhem uma árvore e a derrubam a machadas. No lugar, plantam uma muda para renovar a natureza. Na sequencia, os foliões seguem até a Praça São Pedro, onde amarram as prendas recolhidas anteriormente em seu galhos. A noite, com o mastro fincado no chão, ergue-se uma fogueira em seu redor, a qual é derrubada pelo fogo. A brincadeira está em alcançar os prêmios por meio de uma guerra de busca-pé que são lançados ao chão.

Parintins – Amazonas

E o boi novamente figura mais um festejo de junho. Dessa vez na floresta. Sim, estamos no Amazonas e aqui o Boi tem lado. Você pode torcer para o Boi Caprichoso ou para o Boi Garantido, em um espetáculo que se conta as lendas e rituais de origem indígena da região amazonense. São encenações que levam milhares de pessoas às arenas para torcer e, principalmente, festejar de vermelho e azul.

 

Corumbá – Mato Grosso

Estar em Corumbá em época de São João é ser perguntado se festejou muito. Aliás, quem estiver por essas bandas, tem por obrigação participar do Arraial do Banho de São João, que de tão alegre parece até Réveillon. Ela extrapola para todos os lados, ao ponto de se espalhar pela cidade inteira com festas pagas e gratuitas, para todos os gostos. Aliás, vem gente de outros lugares, devota do santo, para agradecer e, claro, festejar com alegria.

Tem comidas típicas, shows de artistas populares e o grande ápice: a procissão que segue até o Rio Paraguai, cuja imagem se banhará na praia de Porto Geral. O significado remete ao batismo de Jesus e começa no topo da ladeiras, com andadores adornados e muita fé. Porque fé aqui no Brasil é sinônimo de festa e de muita alegria.

Para conferir de perto essa grande festa, hospede-se no Nacional Palace Hotel, utilizando as suas diárias do Plano!

 

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