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Chapada dos Guimarães,para quem ama a natureza

Imagine explorar visualmente uma área que já foi fundo do mar há pelo menos 500 milhões de anos. Com conchas fossilizadas provando essa teoria é verdadeira, ossos de dinossauros desencavados, formações rochosas em que cada sedimento conta geologicamente a história da Terra, além de pinturas e gravações feitas nas rochas pelos povos que habitavam a área há milhões de anos. Pois é possível viver essa aventura na Chapada dos Guimarães, a 67 km de Cuiabá, capital de Mato Grosso.

A Chapada dos Guimarães surpreende especialmente pela energia que rodeia o lugar: vegetação de cerrado, flores perfumadas como orquídeas e bromélias, ervas medicinais, dezenas de cachoeiras, cânions que chegam a 350 metros de queda, grutas, 46 sítios arqueológicos catalogados e uma aura mística. A Chapada está assentada sobre uma das mais antigas placas tectônicas do planeta e equidistante 1600 km dos oceanos Atlântico e Pacífico, no coração da América do Sul.

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Por tudo isso, a Chapada dos Guimarães é para aqueles que desejam viajar para estar intimamente ligados à natureza. E o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, com 327 7 km ², criado em 1989 para  proteger  os recursos naturais e os sítios arqueológicos ali existentes, também é palco das principais atrações da Chapada.

Dica: Há passeios de todos os níveis de dificuldade no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães e também fora dele. Como estão localizados em Área de Proteção Ambiental (APA), muitos deles exigem a contratação de guia autorizado, que pode ser feita nas agência da região ou quando chegar ao local.

Um passeio autoguiado é a trilha rústica, de apenas 550 metros de extensão, que leva até o mirante da Cachoeira Véu de Noiva, para a vista que se tornou o cartão-postal da Chapada: uma espetacular queda d’água de 86 metros de altura que acaba num poço de águas cristalinas, em meio aos paredões de arenito, ao verde da mata, e com direito a barulhentas  revoadas de araras vermelhas que habitam o local. Horário do Parque: das 9 às 16 horas.

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Outro passeio autoguiado, pertinho da Véu de Noiva, é a visita à Cachoeira dos Namorados e à Cachoeirinha. O local está liberado para banho e também para piquenique, cujos comes e bebes (não alcoólicos) o próprio visitante deve providenciar. No entanto, é preciso preencher um Termo de Conhecimento de Risco na portaria ou fazer a reserva antecipadamente.

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Dica: Horário de entrada para o passeio: das 9 às 12 horas e saída até às 16 horas.

Uma boa pedida para dar “uma geral” na maior atração da Chapada é fazer o “Circuito das Cachoeiras” sugerido pelo Parque. É preciso utilizar os guias ou condutores cadastrados do Parque. Com 6 km de extensão (ida e volta), em aproximadamente 5 horas é possível percorrer uma trilha de fácil e média dificuldade para ter acesso a seis cachoeiras icônicas do parque, exceto a Véu de Noiva, além de duas piscinas naturais pelo caminho.

Dica: Use roupas leves, calçado para caminhadas, com meias grossas e absorventes, porque pode s passar em locais molhados e para não dar bolhas nos pés. Ah! não deixe de levar repelente. Na época de chuva, de outubro a maio, leve capa de chuva (de outubro a maio), agasalho (sempre esfria à noite, principalmente de maio a setembro). Leve também uma pequena mochila para lanche e água durante as caminhadas. Não se esqueça dos binóculos, pois há vistas quilométricas, e máquina fotográfica, é claro!

A Cachoeira Sete de Setembro dá as boas-vindas com queda de dois metros e águas rasas para facilitar o banho relaxante – sentado num banco de pedras localizado bem embaixo da queda, com os pés balançando no rio Independência.

A Cachoeira do Pulo, com quase três metros de queda, apesar de ser um convite para saltar lá do alto, como o nome propõe, hoje por questão de segurança, não é mais permitido. Mas dá para chegar perto da queda d’água para curtir uma ducha natural, pois o banho é permitido.

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A beleza cênica da Cachoeira do Degrau, como o nome sugere, são suas águas descendo como numa escadaria, degrau a degrau, formando um pequeno poço de águas cristalinas no final, com profundidade, de cerca de 2 metros, suficiente para nadadores mais entusiasmados aproveitarem para dar algumas braçadas. Aproveite o “ofurô natural” que a cachoeira forma no seu canto esquerdo. o buraco permite a um adulto ficar em pé e curtir a massagem, com água até a cintura.

A cachoeira da “Prainha” tem a menor queda d’água do circuito, mas ganha fãs pela maior área de banhos e pela faixa de areia formada à beira da piscina natural rodeada de verde. Aproveite para relaxar num momento “piquenique”.

Alguns poços incríveis e piscinas naturais pelo caminho até chegar à Cachoeira das Andorinhas. Parada obrigatória pela beleza da paisagem à sua volta e por sua grandeza: é considerada a mais majestosa da Chapada, com 30 metros de queda, com direito à massagem natural sob suas águas e um poço fantástico, ótimo para nadar.

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A última cachoeira do circuito é para ser apenas contemplada: a Cachoeira da Independência é de difícil acesso e não está aberta para banhos.  Vale a pena sentir no rosto a brisa molhada que chega com o vento forte provocado pela queda d’água de 50 metros de altura. Aqui, a máquina fotográfica em mãos para registrar o visual incrível.

No passeio de volta das cachoeiras há uma trilha que passa por nascentes de rios, vales cobertos de vegetação verde e de cerrado, que leva até a Cidade de Pedra para ver como a natureza esculpiu durante milhões de anos formações rochosas avermelhadas, com escarpas de 350 metros de altura, que lembram as torres de uma cidade medieval em ruínas. É de arrepiar.

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Agências acrescentam outras atrações à trilha das cachoeiras, vários momentos surpreendentes, como a Casa de Pedra, uma caverna de arenito esculpida pelas águas do rio, que apresenta inscrições rupestres e atualmente é morada de animais silvestres. Ou outras águas, como as da Cachoeira Sonrisal que, como o nome diz, formam espumas brancas quando caem, convidando para um gostoso banho de hidromassagem.

Há muito mais a ser visto dentro do Parque, como Mirante do Centro Geodésico da América do Sul, lugar que dá para avistar a planície pantaneira e a cidade Cuiabá, onde se encontra o obelisco de 20 metros de altura, que marca o exato local onde se situa o centro geodésico – a parte mais central da América do Sul, localização determinada em 1909 pelo Marechal Cândido Mariano Rondon, conhecida no passado como Campo d’Ourique.

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Ou passeios na região, fora da área do parque, em áreas particulares como à fantástica Caverna Aroe Jari, de 10 metros de altura e 60 metros de largura , que apresenta inscrições rupestres, além da Lagoa Azul no local. Trekking ao Morro São Jerônimo, com 836 metros de altitude, o mais alto da região. Passeios de bike em ciclovias e estradas de terra para locais como o Horto Florestal, por exemplo, ou trilhas, como a do Vale do Rio Claro, a 36 km do parque que contempla visita à formação Crista de Galo, para um visual 360 graus da Chapada

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