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Colônia de Sacramento, Romântica e Histórica

Localizada no Uruguai, a cerca de 180 km de Montevidéu e 52 km de Buenos Aires, Colônia de Sacramento é daquelas cidadezinhas que parecem nos transportar para o passado. Ela tem aquele jeito romântico-histórico de Paraty, com ruas calçadas de pedras e construções em estilo colonial português do século 17. Ambas podem ser vistas da água, com uma diferença: enquanto Paraty tem o mar à sua frente, Colônia é margeada pelo Rio da Prata, na verdade, um estuário a caminho do oceano.

São apenas referências para você entrar no clima da cidade, já que as atrações são bem diferentes.

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Partindo de Montevidéu, uma das formas mais comuns de chegar à Colônia de Sacramento é numa viagem de cerca de 2 horas de carro, ou por ônibus como da empresa COT. De Buenos Aires, é mais prático e rápido cruzar o Rio da Prata em confortáveis embarcações das companhias Buquebus, Colonia Express ou Seacat, uma viagem que dura em média 1h30, dependendo da embarcação. O trâmite de imigração é rápido e prático. É feito cerca de uma hora antes do embarque, no próprio terminal. Basta apresentar o RG ou o passaporte ao fiscal que faz processo de saída da Argentina enquanto o outro fiscal ao lado carimba o visto de entrada ao Uruguai. No desembarque, apenas uma passagem pelos Raios-X.

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Fundada por portugueses em 1680, Colônia de Sacramento é a cidade mais antiga do Uruguai. Durante quase cem anos alternou entre o domínio português e o espanhol. Em 1778, passou a pertencer à Espanha, até que em 1825 foi declarada a Independência do Uruguai. Todo esse vai-e-vem histórico pode ser visto nas ruas, na arquitetura das construções por ruas como Calle de los Suspiros, localizada próximo à entrada do Centro Histórico, que representa bem a influência portuguesa da época, pavimentada com pedras colônia e pontuada por casas coloniais. Conta a lenda que a rua recebeu o nome de Rua dos Suspiros porque teria servido de passagem para prisioneiros que seguiam rumo ao Rio da Prata, onde seriam executados.

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Somente essa história não é bonita, porque Calle de los Suspiros recompensa com cenários bucólicos, carros antigos estrategicamente estacionados e ateliês como do artista uruguaio Fernando Fraga, localizado numa antiga casa colonial portuguesa feita de tijolo, coberta com telhas de barro, muro de pedra e quintal nos fundos com exuberante jardim. No interior, uma galeria de arte, onde é possível comprar também artesanato local.

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Adentre ao Bairro Histórico pela Puerta del Campo ou Puerta de la Ciudadela, antiga entrada da cidade murada, construída em 1745 pelos portugueses com ponte, fosso, muros e pilares de pedra, tudo várias vezes restaurados. Caminhe pelas ruas ao encontro dos vestígios arquitetônicos e históricos dos colonizadores portugueses e espanhóis – casas construídas com pedra, cal, argila e barro; lanternas amarelas penduradas pela rua; imagens sacras expostas nas paredes e a beleza dos clássicos azulejos portugueses, azuis e brancos, enfeitando muros e pátios. Iluminado e seguro, vale visitar o Bairro Histórico também à noite. O Centro Histórico foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1995.

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Dica: Caminhando rumo sul, rente ao muro de pedra, chega-se ao Bastion de San Miguel, um dos baluartes da fortificação da cidade e que ainda preserva boa parte da construção e dos canhões do século 18. Um cenário que rende belas fotos.

Aproveite a caminhada pelo Bairro Histórico para visitar alguns museus instalados em construções originais, como o Museu Naval e, em especial, o Museu do Azulejo, que apresenta diferentes coleções de azulejos – portugueses, espanhóis, franceses e os primeiros uruguaios, de 1840.

Plaza Mayor é o coração do Bairro Histórico e principal ponto de referência da antiga Colônia, com marcos históricos ao seu redor e atrações, como o Museu Municipal e o Museu Português. Vale relaxar em um banco da praça para fazer piquenique, admirar a enorme bandeira do Uruguai tremulando sobre as árvores ou aproveitar para conhecer os restaurantes, tomar mate e café numa das cafeterias e então descobrir, do outro lado da praça, as ruínas do Convento de São Francisco Javier, tendo ao fundo um dos cartões postais da cidade, o famoso Farol de Colônia de Sacramento.

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O Farol, uma torre branca de 27 metros de altura e a 34 metros do nível do mar, inaugurada em 1857, parece desabrochar por entre as ruínas de pedras do convento. Uma escada caracol de 118 degraus leva ao ponto mais alto da torre para uma vista 360 graus da cidade e do Rio da Prata. Mais um cenário fotogênico e único.

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Dica: O farol está em plena atividade. Pertinho dele fica a Casa Nacarello, uma construção do século 18 transformada em museu, que guarda objetos, móveis, cerâmicas e utensílios de cozinha usados na época da colonização portuguesa.

Reserve algumas horas para percorrer a Rambla de Colônia, um belo percurso beira-rio de 5 km que permite ir do extremo sul do Bairro Histórico até a Rambla Costanera, do outro lado da cidade, para curtir um desfile de cenários e de atrações ao ar livre, em passeios de bike, de moto, caminhando, praticando exercícios – como fazem os residentes – ou, como a maioria dos turistas, pilotando um carrinho de golfe.

A maior atração da Rambla Costera é apreciar a vista espetacular do Rio da Prata, o brilho do sol sobre as águas ao entardecer até o anoitecer, quando as luzes da vizinha Buenos Aires surgem no horizonte, do outro lado do rio, criando um novo e maravilhoso cenário no estuário do Prata.

Dica: No verão, vale curtir as praias de água doce da costa do Rio da Prata, como a tranquila Playa Ferrando, situada ao leste do Centro Histórico, uma paisagem com lagos, um pequeno bosque, barcos e velas ao fundo.

Já que a pegada é histórica, vale conferir também a gastronomia uruguaia oferecida em Colônia, em meio ao seu cenário bucólico, como saborear um sorvete artesanal de doce de leite na Helateria Freddo, em frente a Plaza Mayor, admirando o Farol de Colônia; ou sentar num dos decks ao longo da Rambla para ver o pôr do sol como um local: bebendo mate e degustando um clássico chivito – sanduíche com bife de carne de lombo bovino, alface, tomate, presunto, queijo, bacon e ovo, que também é servido no prato, acompanhado de papas fritas e de um bom vinho da região. Vale também provar um refrescante clericot para abrir o apetite – mistura de vinho branco com frutas.

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Dica: Devido à semelhança com o clima da região de Bordeaux, na França, a uva Tannat é a principal casta da região de Colônia de Sacramento. Uma uva emblemática uruguaia, para a produção de vinhos tintos que harmonizam muito bem com as carnes da parrilha uruguaia. A região também favorece a produção de derivados do leite, como queijos e doces. Aliás, não saia de Colônia sem doce de leite na bagagem. Aos domingos, pela manhã, acontece feira com produtores locais.

Se você ama cidades históricas, belas paisagens e deseja curtir tudo isso num destino internacional charmoso, pertinho do Brasil, então sua próxima viagem é dois em um: Colônia de Sacramento, no Uruguai, pertinho demais de Buenos Aires, Argentina. Conte com as opções de hospedagem nos hotéis parceiros internacionais da RDC. Entre em contato com a RDC Viagens, agência preferencial do Associado RDC Férias, e confira toda a flexibilidade do seu Plano de Férias.

RDC Viagens
Segunda a sexta-feira das 8h às 19h30
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