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Da Barra ao Porto Maravilha. Tão longe, tão perto

Novos cartões-postais da cidade revelam novos ângulos do Rio e estão mais próximos de moradores e de visitantes

O Rio cresceu por dentro e para oeste. De um lado, a maior praia do Rio, com 18 km de extensão, que ainda conserva seu lado selvagem, parques temáticos, reservas ecológicas, bares, restaurantes, shoppings, gastronomia e o jeito Miami de viver da Barra da Tijuca.  De outro, uma fênix ressurgida das cinzas do Elevado da Perimetral, um grande Boulevard que devolveu a vista da Baía da Guanabara àquela paisagem, conectou a zona portuária ao centro da cidade, incentivou a caminhada sobre deques, calçadas arborizadas, pedaladas nas ciclovias, criou um corredor cultural e acrescentou novas atrações, como o Museu de Arte do Rio (MAR), o Museu do Amanhã e o AquaRio.

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Para unir tudo isso, desenvolveu um sistema de transporte integrando metrô, BRT (Bus Rapid Transit), VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), barcas, trens e teleféricos, aproximando os visitantes e moradores locais dos tradicionais cartões-postais e das novas atrações da Cidade Maravilhosa. Encurtou também as distâncias entre os bairros. A Barra da Tijuca, considerada pelos cariocas “distante de todo o resto do Rio de Janeiro”, ficou a apenas 13 minutos de Ipanema. Basta embarcar na estação Nossa Senhora da Paz, da linha 4 do metrô, e descer na estação Jardim Oceânico, na praia da Barra da Tijuca. Ônibus do sistema BRT TransOeste percorrem os 21 quilômetros da Avenida das Américas, cortando os bairros da Barra e do Recreio, enquanto a Transolímpica, em corredor exclusivo, liga Deodoro ao Recreio. A Transcarioca, a Transbrasil, as várias estações e conexões garantem o acesso e a integração da Barra ao “resto do Rio”, inclusive os aeroportos, sendo o do Galeão o mais próximo da Barra.

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Explorando as belezas da Barra

Se a dobradinha mar e montanha é a marca registrada do Rio, saiba que o cenário não é privilégio da Zona Sul. A Barra da Tijuca, na Zona Oeste, tem o Maciço da Tijuca de um lado, divisor natural entre a Zona Sul, Zona Norte e a Barra da Tijuca e, do outro lado, o Maciço da Pedra Branca, localizado no Parque Estadual da Pedra Branca, considerado um dos maiores parques naturais urbanos do mundo, onde se encontra o Pico da Pedra Branca, o ponto mais alto da cidade com 1.024 metros de altitude. Trilhas guiadas por guardas florestais levam a cachoeiras, represas, açudes e a outras belezas naturais. Em parques como o Chico Mendes, também é possível fazer trilhas em meio à vegetação de restinga e observar o jacaré-de-papo-amarelo um dos principais moradores do local. Pensou fazer um piquenique? No Bosque da Barra é possível estender uma toalha xadrez sobre o gramado à beira do lago, à sombra de amendoeiras, e também fazer trilhas e avistar animais como preguiças, capivaras e vários tipos de aves.

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Lagoas urbanas estão presentes e fazem parte do cotidiano da Barra, como a Lagoa da Tijuca, Lagoa de Jacarepaguá, a Lagoa do Camorim e a Lagoa de Marapendi. Um complexo carinhosamente apelidado de “Pantanal Carioca”, graças à variedade de flora e fauna, com jacarés, capivaras, diversas espécies de garças e aves. Um passeio de barco, saindo de um canal no Jardim Oceânico, permite curtir a diversidade de uma paisagem natural diferente no Rio, navegando pela grandiosa Lagoa de Marapendi, estreitando-se por canais, passando por pequenas ilhas, como a Gigía, um pequeno oásis escondido atrás dos grandes prédios da Barra, com abertura para cenários, como da Pedra da Gávea, num passeio de 26 km, da Barra até a Reserva.

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Um novo cenário de praias do Rio? Vale um tour pelas praias selvagens da Barra, seguindo em direção ao Recreio ao encontro de Grumari e Prainha, com a naturalista Praia de Abricó no meio. Localizadas na Reserva Ambiental de Grumari, as praias foram tombadas pelo Patrimônio Artístico e Cultural do município. Mesmo as praias urbanas ainda conservam o charme selvagem, como a extensa praia da Barra, com mar de águas verdes, larga faixa de areia branca e um desfile permanente de praticantes de surfe, windsurfe, kitesurfe e de bodyboarding até a badalada praia do Pepê, ponto de encontro de jovens, artistas e famosos.

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Vivenciando o Porto Maravilha

Da Barra até o centro do Rio, na Estação Carioca, são apenas 34 minutos. Depois, é seguir até a Praça XV, para então começar o passeio pelo Boulevard Olímpico, ou Orla Conde, um calçadão arborizado de 3,5 quilômetros de extensão, que vai da Praça Marechal Âncora ao lado da Praça XV, até o Armazém 8, na Avenida Rodrigues Alves, um verdadeiro corredor cultural que leva ao encontro de 27 centros culturais e das novas atrações do Porto Maravilha.

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O Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR), dedicado à arte e à cultura visual, é bem fácil de ser localizado. Basta olhar para o alto e avistar uma extensa cobertura em formato de ondas unindo dois prédios arquitetonicamente bem distintos.  De um lado, o histórico Palacete D. João VI, construído em 1910 e, do outro, um edifício com formas modernistas, onde já funcionou um terminal rodoviário. Em 15 metros quadros de área, essa diversidade pode ser conferida também no acervo que contempla desde a escultura barroca de Aleijadinho a pinturas modernistas.

O Museu do Amanhã virou cartão-postal da cidade, assim que foi inaugurado em 2015. Sua construção arrojada, projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, avança sobre a Baía de Guanabara. É um museu experimental, que instiga e convida à reflexão, mistura ciência, comunicação, arte e tem a tecnologia como suporte para apresentar os conteúdos de forma sensorial, interativa, conduzidos sempre por uma narrativa.

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Em frente ao armazém 4 do Cais do Porto, o mural “Etnias”, uma obra de 170 metros de largura e 15 metros de altura, do artista Eduardo Kobra, impacta pela grandiosidade e beleza dos cinco rostos indígenas retratados, como forma de celebrar a união dos cinco continentes pelas diferentes etnias: Tapajó (América), Huli (Nova Guiné, Oceania), Kayin (Tailândia, Ásia), Mursi (Etiópia) e Supi (Europa). Vale fotos, muitas fotos.

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AquaRio é a mais nova atração do Porto Maravilha localizada na Orla Conde, entre os armazéns 6 e 8. Um espetáculo mergulhado em 4,5 milhões de litros de água, 26 mil m² de área construída, que conta com a beleza de mais de 8 mil animais de 350 espécies diferentes e um Recinto Oceânico, com 3,5 milhões de litros de água, previsto para permitir mergulhar com peixes, raias e tubarões.

Aproveitando que a Barra Tijuca e o Porto Maravilha ficaram mais próximos, e o Rio ficou ainda mais lindo, que tal sair do óbvio e programar um roteiro diferente para a sua próxima viagem ao Rio de Janeiro? Associados RDC podem contar com hospedagens na Barra e em outros locais da cidade, e com o apoio da sua agência preferencial, a RDC Viagens.

Texto Publicado na Revista Férias e Lazer – Edição 54

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