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Diversidade à mesa, o sabor do Natal brasileiro

Final de ano. Em todo o mundo as pessoas reservam um momento de confraternização com a família ao redor de uma mesa farta. No Brasil, “viajar” por essas mesas é passear pelas diferentes regiões do país em cada prato típico posto à mesa. Com influências do mundo todo, a mesa do brasileiro se divide entre pratos tradicionais como peru, lombo, tender, panetone, rabanada e castanhas até ingredientes bem regionais substituindo ou protagonizando o cardápio, como os peixes amazônicos e frutas regionais, como cupuaçu, na composição de sobremesas, sorvetes, mousses, pudins, além de sucos e drinques.

drinque-de-cupuacu

Na Amazônia, por exemplo, o pirarucu, o maior peixe de escama de água doce do mundo, exclusivo da bacia amazônica, é preparado no lugar do bacalhau, como no tradicional “pirarucu casaca”, que leva farinha do Uarini e banana pacovã. No Natal, o pirarucu ganha sofisticação preparado em postas ao pesto de castanhas-do-pará, servido com arroz de tucumã e passas e farofa de banana pacovã. Folhas de jambu, alface e fatias de manga compõem a salada, junto com pedaços de queijo coalho, regada com vinagrete de tucumã.  De sobremesa, pudim de tapioca, sorvete de açaí ou mousse de cupuaçu.

pirarucu

O Nordeste contribuiu muito para compor a mesa de Natal em todo Brasil com o único ingrediente genuinamente brasileiro colocado ao lado de gringos perus e lombos agridoces tão tradicionais em nossas ceias natalinas: a farofa. Afinal, muito antes da chegada dos portugueses nossos índios já usavam a preparavam a mandioca de várias maneiras. Os engenhos instalados no Nordeste no século 16 nos deram produtos como a farinha da mandioca, daí até a farofa foi um pulo. No Natal, a farofa vira um belo farofão misturado com outras especialidades tipicamente nordestinas como cuscuz, manteiga de garrafa, jaca e o queijo do reino – tradição natalina em Pernambuco, desde os tempos coloniais, quando os nobres portugueses trouxeram esse tipo de queijo na bagagem. Como prato principal não pode faltar bode, que no Natal recebe corte de pernil levado ao forno para assar e dourar coberto de mel de engenho. Além da farofa, acompanha purê de queijo coalho.

farofa-de-cuscuz

Na Região Centro-Oeste, a sobremesa típica está garantida com as frutas do cerrado – sorvetes de pequi, de mangaba, de cagaita. O de castanha de baru é o preferido e ganha doce de leite na versão natalina. Para brindar, suco de buriti. O frango caipira ganha o lugar do peru no centro da mesa em versão mais sofisticada, com molho de açafrão-da-terra e pequi cozido na manteiga, servido com paçoca de carne seca; enquanto o empadão goiano fica mais rico, recheado com ingredientes como o frango na versão defumada, cozido e desfiado, linguiças em pedaços, cubos de queijo minas artesanal do cerrado, azeitonas, fatias de palmito da guariroba e castanha de baru.

empadao-goiano-tradicional

A mesa de Natal na Região Sudeste recebe influências dos imigrantes europeus, da cultura americana e de cozinhas regionais como a mineira. O famoso peru entrou na ceia de Natal por aqui por meio de filmes americanos, nas cenas de comemoração do Dia de Ação de Graças. O chester entrou pela mesma porta, desta vez como uma alternativa mais barata. Mas é a carne de porco que mais ocupa o centro da mesa de Natal do sudeste, seja o lombo de porco recheado com farofa coberto de frutas ou o pernil de porco assado bem temperado, dourado no próprio caldo, ladeado por frutas, ambos servidos com arroz branco, molhos e farofa úmida.  À mineira entra o leitão à pururuca, com angu mineiro, acompanhado de couve ou o combinado de orapronobis, taioba e chuchu. A versão light é feita com medalhões de peito de frango, de chester ou de peru. De sobremesa, torta à base de queijo coberta com calda de goiabada ou o clássico Romeu e Julieta (queijo fresco com goiabada) na versão chique, com calda quente preparada com goiabada cascão e creme de leite fresco, servido com uma bola de sorvete de creme.

pernil

A culinária da Região Sul tem forte influência europeia, italiana, alemã e portuguesa, marcada pelo tempero brasileiro e a utilização de ingredientes nativos, como o pinhão, fruto das araucárias, árvore em grande número na região. No Natal, ele aparece dando crocância à brasileiríssima farofa que acompanha pratos como a paleta de porco dourada ao forno. Os gaúchos podem ir de paçoca de pinhão com carne assada ou de matambre recheado de salsa picada, fatias de cenoura, pimenta e pimentão moído e ovos cozidos duros. Seguindo a inspiração dos pampas brasileiro, argentinos e uruguaio, o Natal no Sul também tem churrasco e arroz carreteiro.

matambe

A variedade é grande e não termina aqui. O tradicional pastel polonês, pierogi, ganha recheio de linguiça. O peru é recheado com farofa de linguiça e abacaxi. O pernil é assado com batatas bolinhas temperadas com alecrim.  Massas, arroz e tortas complementam a ceia. De sobremesa não podem faltar o bolo cuca, a torta strudel e variações de doces clássicos como a ambrosia, feita com leite, ovos e açúcar ou o sagu com creme.

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