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Doces praias manauaras

Com mais de uma dezena de praias de água doce, Manaus oferece uma forma diferente de vivenciar o verão amazônico às margens do Rio Negro.

Manaus lembra experiências na Floresta Amazônica, passeios para ver o Encontro das Águas, visitas ao histórico Teatro Amazonas, comunidades indígenas, delícias como saborear a gastronomia de forte influência indígena, pratos à base de peixes como tambaqui, tucunaré, pirarucu; frutas como teperebá, camu-camu, buriti e produtos da natureza como macaxeira, pupunha, tucumã, mas raramente as praias da cidade. Exceto a famosa praia urbana de Ponta Negra, as demais, localizadas nas duas margens do Rio Negro e acessíveis por barco ou por estrada, dificilmente fazem parte do roteiro de viagem dos turistas. Talvez porque, diferente de Ponta Negra, algumas aparecem e desaparecem. Surgem como ilhas em meio ao rio apenas no período de vazante, com largas faixas de areia branca, contrastando com as águas escuras do Rio Negro.

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Desde 2011, com a construção da Ponte Rio Negro, hoje Ponte Phelippe Daou, que liga a cidade de Manaus ao município de Iranduba, na região metropolitana, o acesso às praias da margem direita do Rio Negro e esquerda do Solimões foi definitivamente facilitado e vem sendo amplamente aproveitado tanto pelos locais, economicamente e para lazer, quanto pelos turistas que desejam explorar todas as formas de curtir o verão amazônico. Além de uma visão panorâmica espetacular do rio, a cerca de 180 metros de altura, basta cruzar os 3,5 km da ponte para chegar à rodovia AM-070, explorar as saídas, e então chegar às praias em localidades com atrações diferenciadas, como uma comunidade indígena, por exemplo, da etnia Dessana, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS), estruturada para receber os visitantes da exuberante Praia do Tupé.

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De forma geral, não faltam atrações dos dois lados do rio Negro, praias com os famosos bares flutuantes à beira dos igarapés, restaurantes típicos, águas boas para a prática de Stand Up Paddle (SUP), praia com visão em terra firme do Encontro das Águas e até com sítios arqueológicos – opções para experiências únicas.

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Para aproveitar bem a viagem, fazer um bom roteiro, é preciso primeiramente definir o que deseja fazer e como espera curtir o verão amazônico. Podemos dividi-lo em estações. Entre junho e agosto é a estação de seca de águas altas, quando é possível aproveitar para “navegar” na floresta ainda inundada pelas chuvas, remar por entre as copas das árvores, pois as águas ainda não baixaram totalmente. Entre agosto e setembro, ainda com bom nível de água e boas faixas de areias, as praias estão perfeitas para banhos e mergulhos no rio. Entre outubro e novembro, é a estação da seca de águas baixas, que significa praias plenas, mas que merecem atenção com os banhos no rio. É o auge da época de cauixi – substância que se aglomera nas raízes das árvores à beira do rio e se desprende, provocando coceira em contato com a pele dos banhistas. Basta se informar com os locais sobre as condições do banho e como evitar esse tipo de desconforto.  É também o período perfeito para fazer trilhas pela floresta.

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Portanto, vale saber mais sobre algumas praias de Manaus, desde as mais acessíveis, como Ponta Negra, Praia Dourada, Praia da Lua e Praia do Tupé até as mais distantes, como do Escondidinho, Prainha, do Japonês e a belíssima Açutuba, na outra margem do rio. Importante saber que a Marina do Davi, localizada no bairro de Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, funciona como um terminal portuário de lanchas que transportam passageiros para várias praias, além de servir como terminal de ônibus.

A urbaníssima Praia de Ponta Negra

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Presente todos os dias do ano, está localizada no bairro nobre de Ponta Negra, a 13 km do Centro de Manaus. Oferece uma extensa orla com mirantes, jardins, calçadão, anfiteatro, quadras poliesportivas, tudo com vista espetacular do Rio Negro. Fica próxima ao Shopping Ponta Negra e de bares, restaurantes e sorveterias como a Glacial, famosa pela qualidade dos sorvetes de frutas da região.

Ponta das Lajes e o Encontro das Águas

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Localizada no Bairro Colônia Antônio Aleixo, zona leste de Manaus, a praia é acessível por carro e surge na vazante do rio. É o único ponto em terra onde é possível apreciar o famoso encontro das águas escuras do Rio Negro com as claras do Rio Solimões, para formar o Rio Amazonas. Outra atração é o Sítio Arqueológico de Ponta das Lajes, com marcas feitas nas pedras pelos primeiros habitantes da Amazônia, do período pré-colombiano.

Praia Dourada

O endereço certo para quem deseja conhecer os famosos bares e restaurantes flutuantes instalados em plataformas à beira dos igarapés. Eles fazem a alegria da moçada com baladas, shows, muita música, além de comidas regionais maravilhosas. Também há espaço para banhos de rio, mergulhos e até aluguel pranchas de SUP (stand up paddle) para quem quiser se divertir remando sobre as águas escuras. A praia é banhada pelo igarapé do Tarumã e pelo Rio Negro e fica a 20 km do centro de Manaus, na Zona Oeste da cidade. O acesso é feito pela Avenida do Turismo.

Praia do Açutuba, do outro lado da ponte 

Além de um belo passeio na ida e na volta(o pôr do sol visto da ponte é magnífico), a praia é acessada de um ramal asfaltado no km 28 da rodovia AM-070, no município de Iranduba. Visível na vazante, oferece um espetáculo da natureza: com os raios de sol, as águas escuras do Rio Negro ganham tom azulado e contrastam com as larga faixa de areias brancas que aparece na seca. No caminho, no km 24, vale pegar uma saída para curtir a Cachoeira do Castanho, uma queda d’água que fica submersa na cheia e surge esplendorosa na vazante, apresentando quedas de até 6 metros de altura, além de piscinas naturais que se formam ao longo do rio que corre lentamente.

Praia da Lua e Museu do Seringal

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No final da Praia de Ponta Negra, na Marina do Davi, saem os barcos que levam até a Praia da Lua, a preferida dos manauaras. Seu formato de lua em quarto crescente, com extensa faixa de areia branca, especialmente em outubro, banhada por águas quentes e calmas de diferentes tons de amarelo e cercada por uma vegetação de rara beleza natural. Alguns barcos fazem a rota das comunidades indígenas, parando na Vila Paraíso para uma visita ao museu do Seringal, uma recriação do modo de vida nos seringais no período áureo da borracha.

Leia mais no post “Dez praias de Manaus em nosso blog.

Texto Publicado na Revista Férias&Lazer – Ed. 57

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