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Encontre Machu Picchu – a cidade perdida dos Incas

Albert Einstein foi um importante físico alemão que estudou o tempo. Um de seus postulados sobre essa grandeza foi dizer que a percepção do tempo é diferente para cada referencial, ou seja, cada um tem seu próprio tempo. Em relação às estrelas, o tempo é como um foguete, passa incrivelmente mais rápido em comparação para quem tem os pés calçados na Terra, onde uma tarde pode ser uma eternidade. A ciência é um fato que muitas vezes causa espantos, assim como Machu Picchu e seus segredos. Venha conhecer a cidade perdida de Machu Picchu neste texto, e, quem sabe, encontrar seu próximo destino.

A descoberta da cidadela

Alguns dizem que o tempo é rei, outros que é a solução para todos os problemas. Independente do que ele significa, para Machu Picchu foi e é um dos seus grandes mistérios. Para nós, um motivo para descobrir respostas em suas ruínas e nas lacunas perdidas, de uma história que virou mito ou para perceber o quão insignificantes somos perante a uma cidade que deixou de existir e foi reencontrada no ano de 1911.

No dia 24 de julho de 1911, o arqueólogo americano, com cara de Indiana Jones (e a inspiração para o personagem aventureiro), Hiram Bingham, encontrou as ruínas de uma cidade inca. Não era o que queria, buscava insensatamente por uma cidade banhada a ouro e encontrou apenas aparentemente abandono, além de questões que até hoje não puderam ser respondidas. Ninguém sabe ao certo qual foi o pretexto de erguer em meio a altitude e granito uma cidade. Há quem afirme que ali era uma importante localização para adoração ao deus sol; já outros dizem que era um ponto estratégico para estudar as estrelas. Entretanto, há pelo menos um consenso ao reconhecer que ela nunca teve vocação para a guerra do homem branco, o qual corrobora para entender os porquês que se manteve em silêncio durante todos esses anos. Principalmente quando os espanhóis dizimaram o povo inca. Talvez quisessem estar mais próximos do céu e assim poder desacelerar o tempo.

Diferente do que muitos acreditam, o Império Inca viveu apenas 100 anos dentro de um contexto de 5 mil anos das civilizações pré-colombianas. Machu Picchu, que em quéchua significa “Montanha Velha”, é a atração principal de quem vai ao Peru, porém não é a única. Há outras marcas históricas e deslumbrantes como esse sítio arqueológico, que desafiam a lógica ocidental entre prédios em pedra e inscrições de línguas estranhas, cuja rota podemos tratar em outro texto. O foco de hoje é sobre a cidadela que está a 74 quilômetros de Cusco e a 2350 metros de altitude.

Quando ir a Machu Picchu?

Quem vai se aventurar por terras peruanas, Lima é uma boa escolha o ano inteiro. Diferente de Cuzco e Machu Picchu que possuem um período desaconselhável: o verão. As chuvas intensas podem deixar as principais vias de acesso interditadas ou molhar um pouco os visitantes. Agora, anote aí a melhor época: entre abril e setembro, destacando os meses de maio e setembro por serem mais tranquilos – ideal para quem não suporta aquela agitação de turistas e filas imensas. Tempo firme, mas com temperaturas que podem chegar abaixo dos 10°C à noite e pela manhãzinha. De dia, o sol conquista os céus, elevando as temperaturas em até 20°C.

Alta temporada: julho e agosto.

Preparativos para ida

O planejamento é essência para qualquer viagem, seja ela qual for. No caso de Machu Picchu é importante comprar seu ingresso com antecedência. Desde o ano de 2011, a UNESCO determinou a entrada de até 2500 visitantes por dia no sítio arqueológico, e por essa razão, as datas disponíveis para conhecer o local será seu referencial para preparar a sua viagem. Acesse o site machupicchu.gob.pe e escolha entre os 9 horários estipulados, entre às 6h e 14h. Lembrando que o tempo de permanência dentro do parque são de aproximadamente de 4 horas.

ATENÇÃO: A agência da RDC já garante em seu pacote as entradas ao parque arqueológico de Machu Picchu, o transfer e o guia. O viajante RDC não precisa se preocupar, pois é garantido muita comodidade e segurança para embarcar nesta viagem.

Qual moeda levar?

A moeda oficial do Peru é o sol, contudo, para os brasileiros em visita ao país,  é mais válido levar o dólar e trocá-lo nas casas de câmbio de lá. Embora o real tenha mais poder em comparação ao sol, o dólar tem mais força na hora do câmbio. O uso de cartões de crédito tem suas vantagens, por garantir um câmbio mais justo na conversão da moeda peruana para o dólar. O cartão pré-pago também é uma alternativa que traz mais segurança.

Qual o caminho para Machu Picchu?

Alcançar a cidadela de Machu Picchu não é uma das tarefas mais fáceis, porém a recompensa é valiosa. Por essa razão, muitas pessoas incluem outras cidades ao roteiro para otimizar ao máximo esse tipo de viagem. Sabe aquela história de que o trajeto é melhor que o destino final, neste destino, o trajeto vale a pena. O caminho até Machu Picchu é tão impressionante quanto a cidade sagrada.

O primeiro passo é voar do Brasil até Lima, embora Cuzco seja a maior centro urbano mais próxima a Machu Picchu, não existem voos diretos com o Brasil. A LATAM realiza esse trajeto, com duração aproximada de 5 horas de voo. Em terras peruanas, o próximo passo é decolar de Lima até Cuzco.

Atenção: este voo tem duração em média de uma hora e essa opção é a mais recomendada, pois uma viagem de ônibus é bem demorada e pode desperdiçar até 24 horas de estrada.

Em Cuzco, recomenda-se aproveitar um pouco a antiga capital do Império Inca. Por lá, é fácil perder o fôlego devido a sua altitude e o que irá encontrar na cidade. Já estamos na espinha dorsal das Américas, a Cordilheira dos Andes, o ar fica mais pesado e o passado se confunde com o presente. É um bom momento para começar a se habituar com o clima, aprendendo a respirar como um andino para não ter problemas com o mal causado pelas grandes altitudes. É interessante se atentar em não consumir alimentos muito pesados antes de viajar para Cuzco e beber muita água antes e durante a estadia na cidade. No hotel, descanse um pouco e aproveite para tomar um chá de coca oferecido gratuitamente nas recepções dos estabelecimentos. Não corra, aproveite com calma cada centímetro do local.

OBSERVAÇÃO: O consumo de folhas de coca ou chá de coca é algo habitual no Peru, além dessa prática ser mais antiga que a própria civilização inca. Ela ajuda a aliviar os males causados pela altitude, como enjoos e dor de cabeça. Lembrando que a prática do consumo da coca in natura não é proibida e muito menos deve ser associada a algo ilícito.

DICA: Há algo de mágico em todo o Peru, inclusive em Cuzco. Em sua redondeza há alguns sítios arqueológicos, os quais formam o Valle Sagrado, como Saqsaywamán, Q’enqo e Puka Pukara. O centro histórico é bem interessante, assim como o Museu de Arte Pré-Colombiana.

A região que antecede Machu Picchu é o Valle Sagrado. São vários sítios arqueológicos e povoados indígenas, recortadas pelo rio Urubamba. Os incas tiveram uma relação com a agricultura bem desenvolvida, e esse aspecto é bem visível em suas ruínas e na escolha do lugar para ser o centro de seu império. Ali é cultivado o melhor milho do Peru e feito o melhor choclo con queso – especialidade peruana de origem inca.

Como Machu Picchu é o destino final dessa incrível viagem, para se chegar praticamente aos céus, é preciso passar por Ollantaytambo e embarcar a bordo de um trem até Aguas Calientes, o penúltimo ponto do Valle Sagrado. Mas antes de qualquer coisa, a cidade de Ollantaytambo é encantadora, e seu nome significa “lugar de descanso de onde se pode observar desde o alto”. Ela está a 80 km de Cuzco e a 40 km de Machu Picchu. Dizem que sua serventia era estrategicamente pensada para o descanso dos viajantes que vinham de Cuzco, nada mais justo para um local que está a 2.792 m de altitude.

CURIOSIDADE: A cidade de Ollantaytambo, ao contrário de outras como Moras e Moray, Pisac ou a própria Machu Picchu, nunca foi desocupada, mesmo com a colonização espanhola. O interessante é o lapso temporal representada em suas construções, ora da época dos incas, ora construções mais contemporâneas.

DICA: Um dos pontos imperdíveis de Ollantaytambo é o portal dos deuses. Ele foi construído antes mesmo dos incas surgirem por lá, por uma civilização já extinta. Estima-se que esse portal tenha alguns milhares de anos.

Finalmente, o trem – Ollanta a Aguas Calientes

Viajar de trem até Machu Picchu é o mais clássico dos trajetos. Não é uma das formas mais baratas, mas é com certeza a mais bonita. O trajeto é operado por duas companhias:  Peru Rail e Inca Rail, com duração de cerca de 1h40min até o lugar base para se conhecer Machu Picchu. É uma descida, acompanhada pelo rio Urubamba e uma vegetação verde-intensa. Diferente de outros pontos anteriores, como Cuzco, Aguas Calientes não possui vestígios incas. Ela foi erguida pelos andarilhos que queriam conhecer Machu Picchu e precisavam de um lugar para pernoitar. Embora não tenha um planejamento aparente de suas construções, é um lugar muito animado e com uma energia incrível. Não se esqueça de aproveitar as águas termais do lugar!

Machu Picchu – um lugar para descobrir a si mesmo

De Aguas Calientes até a Montanha Sagrada são 30 minutos de  micro-van – ou para quem tiver disposição e bons pulmões, há a possibilidade de subir a pé. Essa opção segue praticamente a mesma trilha que Hiram Bingham utilizou em 1911. Finalmente, chegou o grande dia, que aliás começa bem cedo, às 5h30 da manhã. Recomenda-se começar o dia assim, praticamente antes do sol se levantar, para aproveitar toda a beleza do lugar. Esteja munido de agasalhos, uma blusa mais fina por baixo e protetor solar.

OBSERVAÇÃO: Para entrar no ônibus é preciso apresentar além de suas passagens, o bilhete para entrar em Machu Picchu válido para aquele dia. Já no  no parque, é preciso estar com um guia ou contratar um ali mesmo. Desta forma você irá perceber aquele lugar de um modo diferente, atentando-se aos detalhes que passariam despercebidos se fosse sozinho.

Não existe um consenso sobre as histórias de Machu Picchu. Ainda restam muitas perguntas para serem respondidas, realmente é um grande enigma. Por essa razão, cada guia conta de um jeito a história do lugar e não é um problema. Antes de entrar na cidadela, na recepção do parque, pegue um mapa do local, que o ajudará a conhecer os caminhos da cidade.

OBSERVAÇÃO: Leve seu cantil ou squeeze com água. Não são permitidos a entrada de garrafas de água descartáveis no parque. O guarda-volumes está lá para deixar o peso esperando por você  enquanto conhece o local, lembre-se que é um sobe e desce intenso e tudo é feito a pé. Leve apenas o essencial.

Neste ponto, você está no topo de uma montanha a 2400 metros de altitude, com abismos que chegam a 400 metros de profundidade. É um local que impressiona pelas pedras esculpidas e milimetricamente posicionadas, unidas sem nenhum tipo de material, o que possibilita a criação de inúmeras teorias de como conseguiram construir uma cidade de um quilometro quadrado nas alturas.

São três tipos de ingressos para conhecer a montanha sagrada, compreendidos para quem quer conhecer o sítio arqueológico sem muito esforço, e outras duas mais intensas: para conhecer a montanha Huayna Picchu, aquela que aparece nas tradicionais fotos de Machu Picchu e é uma alternativa para quem quer fugir da mesma paisagem, porém necessita ser adquirido com muita antecedência, por possui a restrição de visitas, de no máximo, 400 pessoas por dia; e o combo Machu Picchu e a montanha Huayna Picchu, que garante aquela fotografia clássica da zona agrícola com a famosa montanha.

Independente de qual passeio será optado, adentrar na cidadela é como viajar no tempo. Ou como dizem alguns viajantes, um tipo de solstício particular. Ali, você irá encontrará muros, templos e mais silêncio. Para quem escolher o passeio por dentro do centro urbano de Machu Picchu, o itinerário segue pelas peças-chave que a compõem: Praça dos Templos, Templo Principal, Templo do Sol, Relógio de Sol,  e setor da Rocha Sagrada. Aproveite as suas horas para conhecer esse Patrimônio da Humanidade e se conhecer também. Afinal, o passado circula em forma de ruínas e silêncio, e serve para lembrá-lo que a apesar de tantos anos, o lugar ainda encanta e fascina. Talvez seja pela energia dos antigos incas ou pelos seus mistérios que nem a ciência conseguiu desvendar. De fato, o tempo ali passa diferente.

Na volta, não se esqueça de passar na recepção do parque e garantir o carimbo em seu passaporte de Machu Picchu.

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