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Estava escrito nos búzios

Consta nos astros, nos signos, nos búzios. Eu li num anúncio, eu vi no espelho. Tá lá no evangelho, garantem os orixás. Serás o meu amor, serás a minha paz! ” –  Sem dúvidas, quem mira para Búzios, vai encontrar o amor e a paz – ou paz e amor, como preferir. Nem é necessário jogar as conchinhas que levam o mesmo nome para saber da sorte grande que é conhecer a cidade.

Foi assim com a atriz francesa Brigitte Bardot, que da pequena cidade perdida e desconhecida, conheceu o que era felicidade. Foram 4 meses curtindo as praias selvagens, na companhia dos moradores, sem energia elétrica, sem luxo algum. Ela “fugiu” do Rio de Janeiro no verão de 1964, seguiu por onde é hoje a Ponte Rio-Niterói e a BR-101, em um furgão com o namorado da época. Viveu entre “galinhas e leitões pretos, alimentando-se da pesca, farofa, manga e muito sol“, como diz em entrevista concedida para “Radio France Internationale”, em 2017. A atriz protagonista da Nouvelle Vague – simplesmente, Nova Onda – apaixonou-se pela simplicidade de nadar nua no mar e de não ser perseguida pelos flashs dos fotógrafos. Uma pena que quando voltou no mesmo ano para a pequena cidade, não teve a mesma paz e não pôde reviver o amor àquelas águas. Podendo materializar a famosa frase de sua personagem do filme “E Deus criou a mulher” de 1956: “Eu não sabia que o amor era uma doença”. De fato, ela nunca mais voltou, porém sabe dizer que ali foi feliz.

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Depois de 1964, Búzios nunca mais foi a mesma. Também, depois dessa Nova Onda, da explosão que uma jovem fez nos costumes da época, de levar à tona um cenário quase amoral  e desestabilizar os alicerces de uma cidadezinha litorânea, que nem cidade era ainda, todos queriam saber o que tinha de tão especial que conquistou o coração do ícone sexual da época, a famosa BB. Até hoje, ela vive na batida de uma marchinha de carnaval, ecoada entre as janelas azuis da Rua das Pedras, na vida noturna dançante, no pôr-do-sol na Orla Bardot e na pergunta que não quer calar: por que todo mundo olha tanto para você?

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A resposta é que Búzios encanta. É um lugar que possui um recorte de praias plurais em formas e detalhes pitorescos. A sorte grande é saber que tem para todos os gostos. Aliás, quem dá conselho amigo é: não fique em apenas uma praia. Conheça o máximo que puder da beleza natural. Cada praia é singular, cada qual com sua especialidade.

Entrando no clima e conhecendo a história

O tempo ameno que sopra por aqueles lados oferece muito conforto na hora de aproveitar o sol. Mas, atenção, não se esqueça do protetor solar, porque ainda sim esse sol pode queimar. Não queremos que isso aconteça!

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Ainda sobre o tempo ameno, é sempre bom ter um agasalho na mala para se proteger do ventinho durante a noite, que por sinal, deve ser aproveitada curtindo a cidade. Afinal, nem tudo é praia e Búzios sempre está para lá de para frente em quesito charme e diversidade. A cidade oferece restaurantes para todos os bolsos e paladares, com uma excelente gastronomia, lojas de todos os preços e uma vida noturna que só se deita quando o sol se levanta.

Dica: Búzios também conta com uma boa infraestrutura com pousadas, alguns exemplos são a Pousada do Corsário, Pousada da Lua Cheia e Pousada dos Reis Hotel.  Clique aqui, acesse nosso site e confira!

Falando em sol, não tem como não pensar em praia, o motivo pelo qual todos atracam por esse cais. Muitos deixam a Cidade Maravilhosa para passar o sábado e domingo. Realmente é uma pequena península com variedades, essa é outra grande sorte!

São 20 praias com faixas de areia de até 20 metros, umas com tonalidades cor-de-rosa, outras recheadas de pedras. Imagine só, presenciar um tesouro escondido entre as badalações? Não tem nada a ver com tesouro de corsários franceses que viveram por lá no comecinho do Brasil, comercializando com os Tupinambás a madeira que daria nome à nação. A riqueza é a natureza.

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Um desses tesouros são as Poças, piscinas naturais fincadas entre um costão rochoso de 50 metros de altura e uma falésia composta de três tipos de rochas. O azul do mar capricha no cenário, além da vida que circula em formas de tartarugas marinhas e gaviões. Uma dica de um circuito mais off para quem quer busca paz interior e um lugar para chamar de seu.

Na Ponta da Lagoinha acontece um momento mágico, salvaguardado pelo tempo. Ali há a prova que Búzios foi formado por um acidente entre dois continentes. Da pressão, altas temperaturas e outros ingredientes, nasceram minerais que serviram de testemunhas do passar do tempo. São 520 milhões de anos que sustentam aquele ponto e você pode contemplá-lo. Dessa observação, prova-se mais uma vez que um dia a Terra foi toda unida e a gente fez parte do continente africano. O mais incrível é saber que Búzios é o “Himalaia brasileiro” composto pelo mesmo processo que o Himalaia original.

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E falando de rochas, algumas rolaram por lá, pelos idos dos anos 70. Mick Jagger, o eterno vocalista da banda de rock “Rolling Stones”, tocou seu violão na companhia de alguns bêbados na cidadezinha, curtindo aquela vibe rústica, sempre saboreando um feijão caseiro. Nesta época, Búzios já vivia a sua ascensão rumo ao estrelato das preferências de estrangeiros pelos seu tempo ameno e águas frias azuis.

Curiosidade: Antes de ser um local com disputas de guarda-sóis e espaço à beira-mar, principalmente aos fim de semanas, Búzios era um lugar simples que proporcionou à Brigitte Bardot um sabor a la Robinson Crusoé, perdidos numa praia deserta. Aliás, a sua economia era baseada em uma pesca de sobrevivência, mas antes disso, teve um período um pouco nebuloso para a sociedade atual. O nome completo da cidade é Armação de Búzios. Armação das estruturas utilizadas para levar à cabo a extração de óleo das baleia caçadas naquele mar. Aconteceu que com a modernidade, navios a vapor começaram a pipocar por aí e já não era preciso utilizar esse tipo de combustível. Ainda bem!

Aproveitando Búzios – de praia em praia, um experiência diferente

Tem a parte voltada ao continente, com águas cristalinas e calmaria perfeita para famílias com crianças. Tem a parte voltada para o Atlântico, com um mar mais agitado. Tem praias desertas e tem as mais badaladas. Tem piscinas naturais e lugares para tirar uma onda. Praticar esportes aquáticos é uma grande atrativo, vale a pena se jogar nas águas. Já falamos anteriormente das Poças e da Ponta da Lagoinha, agora vamos mergulhar nas outras opções.

O cartão-postal de Búzios é a Praia de Geribá. Movimentada por natureza, atrai pelas ondas que se contrapõem às características calmas das demais praias. Tem uma faixa larga de areia, redes de vôlei e uma turma jovem em busca de diversão.

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A João Fernandes e a João Fernandinho são outras bem frequentadas, principalmente por famílias e argentinos. Ali, você pode praticar stand up paddle, caiaque e snorkeling. Se prefere um pouco mais de sossego, a Azeda e Azedinha são bem interessantes. Estique a sua canga, peça um bom drink na Praia da Ferradura e na Praia da Ferradurinha. Não deixe de curtir o pôr-do-sol na Praia de Manguinhos, que aliás aglomera os apaixonados por esportes aquáticos e um bom complexo de restaurantes. Vale até aplaudir o sol!

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Areia cor-de-rosa é possível? É, sim senhor! Na Praia do Forno você pode se esbaldar nas águas mais quentes que a média e nos dias em que a cidade está amarrotada de gente. Uma praia quase não conhecida que pode entrar em seu roteiro off.

Um ponto de encontro é a Praia da Armação, também pudera, quem não quer percorrer a Orla Bardot e visualizar o mesmo mar que a musa? Você também pode sair de escuna em passeios marítimos deste ponto.

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Vizinha à Praia da Armação, está a Praia dos Ossos. Ela não é muito boa para banho devido o fluxo marítimo, como um ponto de encontro de embarcações e um ótimo lugar para pegar um táxi marítimo. Ao seu redor, você irá encontrar a Igreja destinada à Sant’Anna, datada o ano de 1740. Reza a lenda que a imagem foi encontrada por pescadores depois de um naufrágio de um navio de escravos. Ergueram uma igreja em sua homenagem, colocando-a no altar de direito. No dia seguinte, a imagem estava virada, voltada para o mar. Voltaram-na a posição inicial, contudo com o tempo, a primeira capela foi destruída, e no lugar foi construída a igreja atual. Para não contrariar a santa, deixaram-na voltada para o mar. Curiosamente, atrás da igrejinha ficava um antigo cemitério de escravos.

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Curiosidade: A Praia dos Ossos possui um nome um tanto peculiar, devido à caça das baleias. No período que compreende 1728 a 1768,  Búzios possuía uma importante  economia baseada na extração de óleo de baleia, e a Praia dos Ossos servia como um tipo de “cemitério” em que eram  enterrados os ossos das baleias.

Búzios além da natureza – arte que mistura com a realidade

Outra sorte grande para quem conhece Búzios é se surpreender com a arte. Ela está em várias partes da cidade, em lugares incomuns, mesclando com o dia a dia e as próprias pessoas.  A ideia é encarar a arte com um olhar diferente do entretenimento. Ela impacta, encanta, inspira e faz despertar vários sentidos.

Para sentir, é fácil! Em diversos pontos da cidade há algumas esculturas, criadas pela artista Christina Motta. São peças que se confundem com a realidade e deixam aquela sensação de estranhamento. Mas, calma, é um estranhamento bom, que leva a refletir ou apenas admirar!

Bora para o tour?

O nosso tour começa pela Orla Bardot, que como o próprio nome diz, tem a ver com a atriz que arrematou os corações durante gerações. De fato, ela foi imortalizada em uma escultura de bronze, com blusa listrada e calça jeans. As pessoas sentem a arte: sentam-se ao lado da Brigitte, tiram selfies e tentam entender o que se passa em seus pensamentos à beira mar.

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Ainda pela Orla Bardot, você pode até se confundir com uma imagem à beira mar: são “Os três pescadores”. Todos em tamanho real, prestando uma homenagem à vida bucólica. À noite, a instalação ganha iluminação e é mais um ponto para contemplar ao luar. Um fato interessante ainda sobre “Os três pescadores” é que ele venceu um concurso realizado pelo site artesinterface.org em 2015, cuja proposta era saber qual a intervenção mais incrível no mundo inteiro que tivesse esse propósito de mesclar com o ambiente.

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Seguindo pela Praia da Armação, você irá encontrar a escultura do ex-presidente Juscelino Kubitscheck sentando na Orla, observando o mar. Ele foi imortalizado aproveitando os dias de  férias, na década de 50.

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Seguindo pela cidade, na Travessa dos Arcos, você irá encontrar o “O gato no telhado”, “O menino no poste” e a “Menina na fonte”. Todos inspirados em pessoas reais, levando esse ar lúdico misturado com o sentimento mais brasileiro de todos, a saudade. Mas aquela de um tempo bom e bem gostoso de lembrar. Na região da Praia dos Ossos  duas esculturas vão lhe chamar atenção: as “Crianças nos Ossos” e a “Garota dos Ossos”, ambas na Praça dos Ossos.

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Búzios é plural e não seria diferente que seu povo não fosse representado. Outra escultura é a “Homenagem ao Quilombo” no Trevo da Rasa. É importante ressaltar a importância desse ponto. Búzios passou por muita coisa, incluindo ser um porto de desembarque de tráfico de escravos do Atlântico.

Ainda no bairro da Rasa, na Praia Gorda, é possível encontrar o busto de uma mulher da etnia banto, criada pelo artista Gilmário Santana. Este ponto é um marco da história afro-brasileira e uma forma de preservar a história, bem como ela é. A escultura é a primeira dentre as que vão constituir o projeto “Museu a Céu Aberto”, que demarcará a rota da escravatura em Búzios e também o primeiro monumento a constar no “Inventário dos Lugares de Memória do Tráfico Atlântico de Escravos e da História dos Africanos Escravizados no Brasil”, idealizado pela UNESCO a fim de preservar o patrimônio histórico-cultural.

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Todas essas representações artísticas reverberam a vida como ela realmente é: múltipla em formas, entrelaçadas em histórias que não deixam de ser bonitas!

Convidamos nossos associados a também passar um tempo por essas praias, revivendo histórias de piratas, rock star, naufrágios e da eterna musa francesa, ao som da marchinha de carnaval: “BB, BB, BB porque todo mundo olha tanto para você?” Conheça as opções de hotéis-parceiros em Búzios em nosso site e boa viagem!

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