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Experiências de viagens ou experiências de vida?

No céu, um balão colorido leva você a bordo. A vista é esplêndida. Você tem medo de altura, mas arriscou – não podia ir à Capadócia e deixar de viver essa experiência. Esquecer? Jamais. Você compartilha. Envia fotos. Guarda fotos. Mostra fotos. Escreve. Faz novas amizades. Cada vez que tem a oportunidade de falar sobre a experiência, revive a emoção. É como se estivesse lá novamente. Emociona-se sempre. E olha que já se passaram 10 anos!

O que diferencia essa viagem de outras? Todas se baseiam no deslocamento origem-destino, têm sempre os mesmos momentos: a partida, o percurso e a esperança de chegar. Porém, não é o destino que faz a diferença, nem o hotel escolhido ou as pessoas com as quais viajou. Mas sim as coisas que você escolheu fazer lá, nos lugares que desejou estar.

Em outras palavras, a diferença está em você, na experiência que deseja ter, nas coisas que deseja fazer. Então você pesquisa, planeja passeios, busca referências. Começa a viajar antes mesmo de sair em viagem. Uma delícia. Apesar de viajar em grupo, de todos partirem para o mesmo destino, cada um tem uma expectativa diferente da viagem. Cada pessoa vive uma experiência diferente, mesmo fazendo as mesmas coisas. E a viagem continuará acontecendo na volta, na forma de lembranças das coisas feitas. Até mesmo as inesperadas, não desejadas, terão seu lugar nas histórias que serão contadas.

As experiências de viagem tornam-se experiências de vida quando acrescentam algo na vida da pessoa. Quando emocionam, mesmo ao fazer as coisas mais simples. Por exemplo, ao aproveitar a viagem para fazer as mesmas coisas de sempre, mas de forma diferente. Para tirar o cérebro do automático, não é preciso escolher destinos exóticos ou fazer coisas arriscadas. Para sair da rotina, por exemplo, usar cartões-postais, ao invés de enviar mensagens pelo celular. Escrever cartas.  Comer algo que nunca provou antes. Tirar mais fotos de pessoas do lugar do que de você mesmo. Avistar um ponto turístico de um ângulo totalmente inusitado. A novidade ativará novos circuitos do cérebro. E isso por si só já é revigorante, melhora o humor, inspira a criatividade. A mente registra, ajuda a criar lembranças.

Muitas vezes temos medo do novo. Queremos o mesmo hotel, a mesma praia, os mesmos passeios porque fomos felizes naquele destino, não desejamos surpresas. Esquecemos que jamais vivenciaremos da mesma forma a mesma experiência de viagem, porque até nós não somos mais os mesmos.

Como exercitar um jeito novo de viajar? Como descobrir a experiência que desejamos viver?  A resposta é uma pergunta.

O que faz você feliz?

Talvez você tenha ouvido essa pergunta sentado no sofá de casa frente à televisão. Ela ganhou dimensões de “varejo” na forma de jingle de publicidade num comercial de uma rede de supermercados. Pessoas andando de bicicleta, brincando ao ar livre, famílias se divertindo. Mesmo que, eventualmente, o objetivo não tenha sido tão nobre como o de nos levar à reflexão, antes de nos estimular a ir às compras, podemos afirmar que muitos de nós já nos questionamos a respeito alguma vez.

De qualquer forma, a pergunta esconde uma verdade: será que perdemos a noção do que é felicidade? Sabemos que cada um tem seu próprio conceito. Para o Pequeno Príncipe, do livro de Saint-Exupéry, considerando as circunstâncias, ela poderia estar presente num simples copo d’água.  Assim como a alegria de alguém ao comprar um celular novo poderia não ser diferente da felicidade de outro ao ganhar um aparelho usado. Para alguém abonado, o sonho de guiar um Jaguar poderia ter encanto semelhante ao de dirigir um velho carro usado por aquele que sonha com a liberdade de ir e vir sem depender do transporte coletivo. De qualquer forma, quando nos sentimos felizes, queremos perpetuar a sensação. Mas, até que ponto as “coisas” que compramos são capazes de nos deixar felizes todas as vezes que as usamos?   Certamente, por pouquíssimo tempo.

No livro Stuffocation, o escritor britânico James Wallman apoia-se em antropólogos, historiadores, economistas e psicólogos para provar que a humanidade confunde a efêmera sensação de felicidade ao adquirir coisas com o duradouro prazer de fazer coisas. Analisa o crescente excesso de consumo ao longo dos séculos até os dias atuais, culminado com o que chama de “compulsão dos indivíduos pelos holofotes sobre si mesmos”, ou seja, o uso das mídias sociais para a autopromoção, o culto ao ego que oprime, desgasta emocionalmente e causa estresse. Ainda com relação à busca da felicidade por meio da compra de bens materiais, uma pesquisa do psicólogo Thomas Gilovich prova cientificamente que viajar traz mais felicidade do que o prazer de comprar coisas.

Pergunte o que as férias podem fazer por você

O Clube de Férias RDC vem direcionando a oferta dos seus serviços no sentido de auxiliar o associado a praticar o seu jeito de viajar baseado em experiências. Primeiramente, a flexibilidade dos Planos de Férias ampliam para o associado as possibilidades de construir roteiros de acordo com o seu estilo de viagem e conforme a experiência que deseja vivenciar no lugar escolhido. Se antes, os hotéis definiam o estilo de férias, hoje as experiências que o viajante deseja ter no destino escolhido são determinantes. Experiência a dois, aconchego na serra, passeios em família, aventura, turismo urbano são alguns estilos de viagem apresentados nos novos materiais de divulgação do Clube e, para cada um deles, sugestões de destinos e hospedagens à disposição dos associados.

A RDC Férias não deseja simplesmente que o associado viaje. Enquanto o Clube de Férias oferece os Planos com diárias de hospedagem nacionais e internacionais em diferentes perfis de hotéis, a agência RDC Viagens estimula o associado a usar toda a flexibilidade oferecida pelos Planos. Não entrega roteiro prontos, apresenta formas de viajar, de trocar diárias do Plano por outros produtos turísticos, oferece promoções exclusivas, tickets para parques nacionais e internacionais, cria oportunidades de viagens.

O associado é convidado a “sair da caixa” ao solicitar a sua hospedagem. Na área restrita do associado, o sistema destaca primeiramente os destinos, para só depois apresentar as opções de hospedagens, estimulando o associado a pesquisar antecipadamente os locais e o que eles oferecem, para então definir as três opções de cidade e de hospedagem para as experiências de viagem que deseja vivenciar.

Ao permitir o uso fracionado das diárias, o Plano de Férias permite viagens curtas, de final de semana, escapadas de lazer para a quebra da rotina. E vai mais longe ao possibilitar que o associado viaje o ano todo, na alta ou na baixa temporada, sem limite de hospedagem, utilizando os descontos da tarifa exclusiva.

Sabemos que não é preciso viajar para vivenciar experiências, mas unir as duas coisas tem o poder de transformar a vida.

Razões para investir em experiências de viagens:

As experiências individuais que temos quando viajamos são, de longe, mais duradouras do que qualquer coisa que compramos. Diárias nacionais do seu Plano valem diárias internacionais em vários destinos, como Orlando, Buenos Aires, Montevideo, Lisboa, Porto, Caribe…

Não dá para comparar a experiência de viagem que você vivenciou com qualquer coisa que você comprou. Elas ajudam a abrir a cabeça. Enriquecem a vida. Nenhuma viagem é igual a outra, independentemente do valor investido nela. Quem disse que alguém passou as férias numa pousada charmosa no Sul brasileiro foi menos feliz do que aquele outro que passou as férias em Orlando?

Viajar aproxima as pessoas. Mesmo que viaje sozinho, nunca estará só. Montanhas, caminhadas, banhos medicinais. Um jantar romântico naquele hotel para festejar uma data especial.

Maria Lucia Capella Botana é jornalista especializada em marketing de negócios. Há dez anos atua no segmento de turismo, acompanhando especialmente a atuação dos Clube de Viagens, as tendências desse mercado e o comportamento do consumidor.

* Texto publicado na revista RDC Férias&Lazer. Ed.48

Imagem: Shutterstock

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