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Florianópolis – um roteiro de 5 dias pela Ilha da Magia

Florianópolis é a capital do estado de Santa Catarina, na região sul do país, formada por uma ilha principal – a Ilha de Santa Catarina – e a parte continental, além de outras ilhas circundantes. Recebeu vários nomes ao longo de sua trajetória, como Porto dos Patos,  Desterro, Floripa ou Ilha da Magia. Aliás, o nome Ilha da Magia tem uma história interessante e aconteceu numa noite de sexta-feira, na praia de Itaguaçu, em uma festa entre várias criaturas mágicas.

Já era uma tradição das bruxas se reunirem na Praia de Itaguaçu para festejar sob o luar das sextas-feiras.  Um dia, no entanto, resolveram imitar as grandes festas da elite da cidade e convidaram toda sorte de seres místicos: Caiporas, Mulas Sem Cabeça, Boitatás. A festa prometia ser grandiosa, só não contaram com uma coisa. Não convidaram o Diabo, o qual se sentiu profundamente traído, resolvendo se vingar.

Pois bem, o tinhoso não economizou no castigo e transformou todas as bruxas em pedras. Hoje, elas estão lá, no meio do mar, no chamado “Salão de Festas das Bruxas”. Florianópolis carrega em si essa e outras histórias que provam o seu apelido de Ilha da Magia. Contudo, a magia vai além do imaginário local, expressado em suas paisagens (são mais de 40 praias), Mata Atlântica, dunas e o vai-e-vem de pessoas bonitas – sem contar do clima jovial que paira em suas terras.

 

Florianópolis: quando ir?

Quando se fala em planejamento de viagem, é importante ter em mente o quando ir. Claro que se você for à Floripa em qualquer época do ano, a sua beleza será a mesma, contudo, é melhor ainda quando tudo converge para você aproveitar ao máximo o que a ilha tem a oferecer.

Florianópolis é um destino de praia, e como tal, depende de duas variáveis: clima e fluxo de turistas. O período entre dezembro a março é o mais movimentado (leia-se: concorrido) por coincidir com as férias escolares, verão e o tempo firme. As temperaturas mesclam entre as casas de 30 a 25°C durante esses meses, com chuvas oscilando de mês a mês – mas nada que vá atrapalhar a estadia. É a hora de sair e colocar a cara no sol, não é mesmo?

Para quem quer aproveitar com mais sossego as praias, circular pela cidade sem aquele trânsito caótico que ocorrem no litoral em alta temporada, além de aproveitar o clima perfeito, recomenda-se viajar após o Carnaval. Porém, se o que busca é realmente todo agito da cidade, a alta temporada é um banquete de festas, galera bonita e burburinho nas praias mais desejadas do Brasil.

 

Florianópolis: onde ficar?

A cidade é separada entre a parte continental e a ilha, sendo que o território insular – a área composta pelas ilhas – é o point. Quem é Associado da RDC, pode contar com opções de hotéis no Centro da cidade ou na Praia do Santinho e na Praia Brava. Essas duas regiões encontram-se na parte norte da ilha – ou seja, a parte mais cobiçada de quem busca a Ilha da Magia pela estrutura, águas calmas e mais quentes. A concentração das praias fica na parte leste e sul da ilha, e são menos urbanizadas que as da parte norte, somado ao aspecto rústico.

A dica é saber qual é o seu tipo de viagem ideal. Se quer aproveitar ao máximo uma praia específica, se quer explorar a ilha por inteiro ou apenas desfrutar de momentos de agito ou descanso. Para quem for escolher os hotéis da área central da cidade, uma notícia boa: facilidade para se locomover para as demais regiões. Agora, os que querem ficar do ladinho das praias, também não ficarão na mão. Ambas opções na Praia Brava quanto na Praia do Santinho estão fincadas na parte norte, onde todo frenesi acontece.

 

Florianópolis: como chegar?

O Brasil é um país continental. Isso significa que o que se tem por ‘terras brasileiras’ é MUITO chão.

Aéreo – Há a possibilidade de voos diretos saindo de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília. Do exterior, saindo de Buenos Aires. O aeroporto de Floripa fica na parte sul da ilha, a 12 km do centro da cidade. Nada longe, porém em épocas de alta temporada, é possível haver algum congestionamento.

Terrestre – Para quem não dispensa uma viagem pela estrada, também vale se programar antes. As distâncias dentro do Brasil são grandes, mas há a possibilidade de pegar a estrada sem muitos problemas. De Curitiba, são 297 km, de Porto Alegre, 472 km, São Paulo, 693 km, Rio de Janeiro, 1144 e Brasília, 1684 km.

Para quem vem de ônibus, o Terminal Rita Maria fica no centro da cidade, com fácil acesso. Quem vem com seu próprio carro ou alugado, é essencial se informar sobre a estrada e possíveis paradas e até mesmo hotéis na beira da estrada para descansar.

DICA: Alugar um carro para se locomover pela cidade é bem vantajoso, ainda mais se você gosta de ter liberdade. Aproveite a flexibilidade do seu Plano de Férias e veja como fazer a conversão de diárias para locação de autos com a RDC.

 

Florianópolis: o que fazer em 5 dias?

Um conselho: não subestime as distâncias dentro da ilha. Os bairros são afastados entre si e levam um tempinho para poder chegar de um ponto ao outro – ainda mais em épocas de alta temporada. Interessante é combinar passeios próximo para poder otimizar seu tempo e aproveitar com muito mais conforto vários passeios.

Há um consenso de atrações que devem ser experimentados em uma viagem à Florianópolis, ainda mais se for a primeira vez. Este roteiro servirá de base para a sua viagem, permitindo que você tire ou acrescente mais locais de acordo com o seu estilo de viajante e suas descobertas. Só não se esqueça de compartilhar nos comentários no final deste poste o que você descobrir de novo na apaixonante Floripa!

 

1° dia – Praia do Norte ( sugestão: Jurerê Internacional) + Fortaleza de São José da Ponta Grossa + Santo Antônio de Lisboa.

As praias ao norte são bem mais estruturadas, inclusive a Jurerê é a que faz qualquer coração baladeiro pulsar diante de seu cardápio de entretenimento. A praia tem uma extensão de areia pequena e o mar pacato, praticamente sem ondas em dias sem muito vento – o que a torna ideal para um banho despreocupado. Além de aproveitar o sol, é bom também conhecer as beach clubs, como o Donna, 300 Cosmo Beach Club e Cafe de La Musique, que ficam próximas aos bolsões de estacionamento e se oferecem como restaurantes sofisticados durante o dia, enquanto à noite, são baladas requisitadas para quem curte esse agito. Ainda há aquelas famosas baladas que atraem jovens de todas as partes, porém são mais recorrentes durante a alta temporada.

Coladinha à Jurerê está a Fortaleza de São José da Ponta Grossa, no caminho à Praia do Forte. O lugar faz parte do complexo de defesa construído no século XVIII, e hoje está aberto à visitação, incluindo o seu interior. É interessante por conter um conjunto de artefatos que remetem à época de seu funcionamento. O valor do ingresso é de R$ 8*. Após o mergulho histórico, vale um mergulho pela Praia do Forte, que se difere da Jurerê, sendo mais rústica e calma. Um tempinho gostoso para por as ideias no lugar. *sempre consulte valores atualizados

Seguindo o itinerário, a próxima parada é em Santo Antônio de Lisboa, para respirar uma atmosfera bucólica e mais tradicional. Foi um dos primeiros povoados açorianos de Floripa e carrega um teor artístico, percebido na Casa Açoriana e na Tramóias Ilhôas. O ponto alto da região é comer ostras apreciando o pôr do sol.

2° dia – Praia Mole + Praia Joaquina + Lagoa da Conceição

Começar o dia na praia é o sonho da maioria dos mortais, ainda mais se for na Praia Mole. Próxima ao centro, é um achado que difere do aspecto urbano. Uma grande vantagem para quem curte mesmo uma praia no estilo selvagem. A vista fica por conta dos morros verdes e o mar, que aliás, sempre está para ondas. O surfe atrai uma galera jovem. E tem para todos os gostos: no morro direito tem um rampa para prática de voo livre, enquanto no lado esquerdo, as barracas LGBT tomam contam. Diversidade é que se fala!

CURIOSIDADE: A Praia da Galheta é destina àquelas pessoas que preferem ficar bem mais à vontade. Ela fica dentro de uma área de proteção ambiental e seu acesso se dá por duas trilhas, inclusive uma que sai da Praia Mole. Um banho nu em meio a natureza não faz mal a ninguém.

Aproveite para almoçar na Praia Mole e migre para a Praia da Jaoquina. Lá você encontra boas ondas, tanto para quem quer ficar na água quanto para quem pretende encarar as dunas. Em meio a um dos cartões-postais da cidade, experimente a adrenalina do sandboard.

Depois de acelerar o seu compasso, que tal aproveitar um ritmo mais sereno? A rota segue à Lagoa da Conceição, um ponto que não pode faltar em seu itinerário. Ande pela Avenida das Rendeiras e se envolva nos pontos das rendas de bilro – são tramas passadas de geração em geração que encantam aos olhos com desenhos e formas. A hora é agora de levar aquela lembrancinha bem bacana. Aproveite para contemplar o pôr do sol, acompanhado dos bons drinks e pratos à base de peixe e da paisagem jovial reproduzida pelas práticas de kate e windsurfe nas águas da lagoa.

3 ° dia: Praias no Sul – Praia e Ilha do Campeche + passeio de barco + Praia Armação e Matadeiro + Ribeirão da Ilha

O sentido agora é para o sul. A Praia do Campeche fica próxima à Joaquina, tanto que pode-se ir a pé até lá. É daí que seguimos até a Ilha que compartilha do mesmo nome da praia. Porém, há uma observação: o passeio só acontece no verão! São 15 minutos de viagem de bote inflável para conhecer um visual estilo Caribe. As águas calmas são um convite para um tchibum, tem que aproveitar. A Ilha possui trilhas que levam a um sítio arqueológico com inscrições rupestres esculpidos nas pedras. As trilhas são feitas monitoradas.

A Praia da Armação ganhou esse nome devido a prática da caça às baleia trazida pelos imigrantes açorianos. Ainda é um vilarejo de pescadores, simples e pé na areia. De lá, também saem barquinhos para a Ilha de Campeche. A Praia Matadeiro segue essa pegada mais roots e é bem quista pelos surfistas.  Se o seu negócio é desbravar trilhas, você está em seu dia de sorte, pois há uma trilha de 3 horas que leva até Lagoinha do Leste.

O dia está praticamente acabando mas há um caminho para se percorrer. É o caminho das Ostras em Ribeirão da Ilha. Um lugar todo charmoso com igrejinhas e construções, e o principal, um píer com vários restaurantes. O prato principal e essencial são as ostras!  Bom apetite!

4° dia: Lagoinha do Leste + Pântano do Sul

O dia sempre começa cedo para quem curte aproveitar os primeiros raios de sol. Que tal neste quarto dia visitarmos a Lagoinha Leste, considerada por muitos, a praia mais bonita da ilha? O seu acesso requer um pouco de preparação, já adianto de antemão que é necessário andar um bucado, porém é totalmente recompensador. As trilhas são feitas a partir da Praia Matadeiro, durante duas horinhas de caminhada. A vista, nem se fala! Serão duas horas que passarão voando, pode acreditar. Curta a praia mas lembre-se de voltar antes do entardecer.

DICA: É importante levar um lanche, além de água para passar o dia.

Hoje é um dia de trilhas, a próxima tem como destino Pântano do Sul. Bem mais rápida e íngreme que a anterior, porém nada que tirará sua paz, pode ter certeza. Já nas areias de Pântano do Sul, muita música acústica, cerveja gelada e anchovas assadas no Bar do Arantes. Ah, não se esqueça de deixar um bilhetinho pendurado em seu teto, uma tradição que se iniciou na década de 70.

5 ° dia: Centro Histórico

Conhecer a história do lugar é entender melhor sobre o presente. A nossa proposta de roteiro para o quinto e último dia começa pelo Mercado Municipal, com a desculpa de provar várias delícias, principalmente o pastel do Box 32, e experimentar rótulos de cervejas artesanais. Abastecido, coloque as perninhas para andar. A segunda parada é pela Casa da Alfândega, recheada de itens de artesanatos.

Passe a tarde pelo Palácio Cruz e Souza, uma construção colonial que sofreu modificações no final do século XIX, ganhando ares mais republicanos. Vale ressaltar que Santa Catarina foi um reduto de resistência à república e que apoiavam fortemente a monarquia – por esse motivo, houve intensas transformações para fortalecer a imagem da nova política, incluindo transformações de prédios públicos. Também é conhecido como Museu Histórico de Santa Catarina.

Florianópolis é uma ilha particular que atrai diversos visitantes em busca de seus encantos. Vai por mim, é uma escolha completa que une o cultural, histórico e a praia. O que está faltando para você já preparar as suas malas? Confira nossos hotéis parceiros em Florianópolis, conte com o atendimento da RDC Viagens para adquirir suas passagens aéreas  e outros serviços que você precisar, e boa viagem!

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Silvia Marra Barbosa

Muito obrigada pela atenção e informação.

24 de fevereiro de 2019 | Responder
    Redação RDC

    Conte com a gente! 🙂

    25 de fevereiro de 2019 | Responder
ALINe Brito

Fui em Florianópolis no réveillon, é realmente mágico o lugar, fiquei em um hotel associado RDC, o intercity, nos agradou muito pois era bem no centro próximo a ponte Hercílio luz, e nos dava acesso fácil e todas as praias.

2 de abril de 2019 | Responder
    Redação RDC

    Que bacana, Aline! Agradecemos o comentário! 🙂

    4 de abril de 2019 | Responder

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