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Jericoacoara depois de 1987

Jericoacoara ou simplesmente Jeri é um vilarejo a 300 km de Fortaleza que ganhou visibilidade depois de um artigo do jornal americano The Washington Post, em março de 1987. Era um conto sobre o encontro de um amor no pitoresco vilarejo, juntamente com dois outros textos sobre outras praias pelo mundo. A chamada, no entanto, foi taxativa: “As melhores praias do mundo acenam”. Apenas essa afirmação já foi o suficiente para transformar a história de Jericoacoara, colocando-a sob holofotes e mudando os cursos de seu destino.

Sua história
Se antes só se dormia em redes em casas de pescadores, sem hotéis e resistindo em caráter e resistência às mudanças do tempo, o lugar escondido começou a evoluir com o boom da propaganda gringa, sobretudo entre os próprios brasileiros. Ninguém sabia que ao longos dos muitos quilômetros de litoral brasileiro, havia um lugar que poderia ganhar – mesmo que por um equivoco – a menção de melhor praia do mundo. Seis anos antes de 1987, para chegar à vila era preciso mais que um ônibus e carros tração 4 x4, barcos e o lombo de mulas eram usados como baldeação para poder sentir o toque íntimo da natureza rústica e de comungar peixe e pão com a cultura local, entre o som da sanfona e conversas nas varandas das casas. Hoje, o cenário é bem diferente.

Depois de mais de 30 anos da reportagem, o tempo continua passando diferente por ali. Ainda bem! A Duna Pôr do Sol permanece a mesma observando o oceano, o mar calmo ainda se mantém com seus barquinhos e o sol brilhando da mesma maneira. O que mudou, no entanto, foi a quantidade de pessoas que vão à Jeri, os seus desejos de aproveitar a terra e como o vilarejo as recebe. Virou negócio promissor e de sucesso.

Uma nova realidade
Em julho de 2018, com a recente inauguração do aeroporto em Cruz (a cerca de 40km da vila), Jericoacoara recebeu cerca de 120 mil turistas, número 40 vezes maior que o número de moradores da vila. Com essa demanda, chegaram algumas comodidades, mas os preços também subiram de forma surpreendente, acompanhando a divulgação do local, com diferentes e peculiares meios de hospedagem onde as estruturas corroboram para um destino que privilegia sobretudo a rusticidade local e a natureza.

Outra perspectiva acerca da popularidade de Jeri é ser parte do Roteiro das Emoções que percorre três estados: Piauí, Maranhão e Ceará. Nesse trajeto, o viajante encanta-se com os Lençóis Maranhenses, com Jeri e o Delta do Parnaíba, o maior delta em mar aberto das Américas. Um show da natureza e de destinos.

Jeri pela RDC
A RDC Férias e a RDC Viagens dispõem de diferentes alternativas no destino. Contudo, para oferecer esse destino aos nossos Associados, sem comprometer com a habitual qualidade, nossas melhores alternativas na praça operam com taxas extras para fazer frente aos custos de diárias. Vale também ressaltar que em épocas de alta temporada, como o famoso réveillon, os preços também tendem a subir. Para consultar os valores adicionais, conte com o atendimento da nossa Central de Reservas, por meio do chat disponível na área restrita em nosso site, ou por meio dos nossos telefones (11) 4096-0250 | 2172-0250, de Segunda a sexta-feira das 8h às 20h30. E não se esqueça, se preferir você também pode consultar opções de pacotes com a RDC Viagens pelo e-mail agencia@rdcviagens.com.br.

Dica: Confira na série “Play na Dica” mais informações sobre valores extras de hospedagem 😉

 

Reunimos aqui algumas dicas para deixar sua experiência de viagem completa e seus dias em Jeri inesquecível. Vamos lá?

Quando ir?
Para fugir das chuvas, recomenda-se os meses entre julho e dezembro. De janeiro a julho, cai uma chuvinha e de fevereiro a abril, cai muita água do céu. Os ventos estão favoráveis entre agosto e dezembro, bom para quem precisa dele! O frio passa longe dali. No verão a temperatura fica entorno de 35° C e no inverno são registrados a média de 22° C.

Leia também:
– Calendário de estações de Jeri
– Jericoacoara e toda sua magia

Como chegar ?
Chegar à Jeri não era uma tarefa fácil. Antes a opção disponível era apenas terrestre, mas desde abril deste ano, a Gol e a Azul operam voos para o destino. Ambas guardam os seus encantos e as duas valem à chegada a Jeri!

De carro, o estado do Ceará é cercado por um parque de dunas o que faz a viagem mais intensa, porém que vale muito a pena. Saindo de Fortaleza, contabilize 300 km, que dão 4 horas de 4 x 4 ou um pouco mais de 7 horas de ônibus por uma estrada em linha reta e asfaltada até a cidade de Jijoca, que fica a 20 km do destino final. De lá para Jeri, recomenda-se não fazer a travessia com um carro comum, pelo trecho ser de areia e dunas. Há opções de traslado até o vilarejo.

A outra opção que facilitou e muito a vida de todos os viajantes foi o aeroporto na cidade de Jijoca, que atende voos operados pela Gol e pela Azul, com saídas às quartas e quintas, ou aos sábados, domingos e quintas, respectivamente.

Dica: Conte com a RDC Viagens, agência preferencial do associado RDC Férias, para mais informações sobre voos, traslados e pacotes.

Taxas de Turismo
Desde o segundo semestre de 2017, foi instituído pela prefeitura de Jijoca de Jericoacoara, a cidade a qual Jeri é anexada, a cobrança de uma taxa de turismo. O valor é de R$ 5 por pessoa e por dia, que pode ser paga na chegada à vila ou pela Internet. Crianças de até 12 anos e idosos com mais de 60 anos são isentos da cobrança.

Enfim, bem-vindo a Jeri!
Aos que conheceram Jeri antes dos anos 90, um sentimento de saudade do ambiente selvagem, das ruas sem calçamento e energia elétrica convencional volta à mente. Hoje, a história é outra, graças a evolução da estrutura do vilarejo. Mas sem carros em suas ruas de terra e areia e com a rede elétrica subterrânea, que alimenta toda a vila sem deixar à vista os postes.

Dica: Vale já de antemão um conselho: leve chinelos e sandálias rasteiras, apenas esses serão usados.
Outro conselho é levar dinheiro em espécie, mesmo que em vários lugares aceitem cartão. Não há caixas-eletrônicos na cidade, somente o Bradesco.

O sotaque cearense é ouvido, embora se misture às outras línguas. Vários estrangeiros fazem a peregrinação como à Meca para Jeri, outros simplesmente resolveram ficar pelas suas praias para sempre. Os gostos, portanto, são do mundo inteiro, com restaurante internacionais e bem glamorosos.

Se é possível alguma comparação, Jeri é como Búzios, Trancoso ou Morro de São Paulo para seus turistas. Obviamente, com sua peculiaridade que grava na memória como tatuagem. Não tem conversa, ver a paisagem é nunca mais esquecê-la.

O céu azul-intenso e o branco das dunas são apenas o começo da sua trajetória. Redes na Lagoa do Paraíso ou a despedida do sol na Duna do Pôr do Sol, não importa, porque tudo é indispensável pelos 8800 hectares de área preservada.

As atrações são para todos. Democraticamente tem para quem gosta de praia, para quem gosta de aventura, para quem gosta de esportes náuticos e aquáticos, para quem gosta de festas e para que gosta de sossego.

O que fazer?
Três é um bom número de dias para experimentar uma pequena parte de Jericoacoara. Nesses dias pode-se passear de bugue até a Pedra Furada e outro para visitar as lagoas. Mas, uma coisa é certa, dá para subir na famosa Duna para observar o sol.

As praias levam todos para sentir o calor do astro rei, principalmente àqueles que não dispensam os bons ventos para praticar wind e kitesurf. Aliás, na Praia da Vila, o mar raso e inofensivo é ótimo para praticar SUP surf ou deixar a criançada brincar com o sal do mar. Uma estrutura bem completa é encontrada na praia do Canto Direito. Já na Praia do Preá, os ventos fazem que os kitesurfistas tenham um espaço só seu. Agora, se quer uma praia mais isolada, a Malhada é a sua.

Agora uma revelação que causará ainda mais vontade de ir para Jericoacoara. Sabe as famosas fotos do local? São piscinas de água doce. E, sabe de mais uma coisa? Por mais que tenham nomes distintos, é a mesma lagoa. O fluxo de água depende também da quantidade de chuvas no primeiro semestre, se choveu bem, haverá lagoa no verão. A Lagoa Azul e a Lagoa Paraíso possuem estruturas e saídas para outros passeios.

Os passeios de bugues somam diversas paradas entre lagoas, dunas e a Árvore da Preguiça. Há também travessia por um rio, mangue seco e dunas com lagoas que o farão se sentir nos próprios Lençóis Maranhenses.

O pôr do sol é só possível na Duna do Pôr do Sol – mesmo que pareça aos ouvidos um pouco redundante – sempre se iniciando a partir das 17 h. Até às 18h, o sol vai indo embora até ser devorado pelo oceano. É um momento popular, que faz o contrapeso ao cartão-postal de Jeri: a Pedra Furada. Em julho, o sol diz adeus dentro da pedra. Para chegar até ela, vale sair pelo Canto Direito e caminhar na beira-mar, se a maré estiver baixa.

E, engana-se quem pensa que a vida se movimenta apenas nas horas do dia, pelo contrário. É durante as horas noturnas que outra Jeri nasce e também é boa. Tem  brasilidade, tem forró, tem MPB, tem samba, tem reggae, tem eletrônica. Além dos bares, restaurantes e barraquinhas. O agito na praia principal é institucionalizado até a madrugada. Burburinho mesclado com o som das ondas. Dizem que as festas atraem gente bonita, em busca de sentir o que o lugar tem a oferecer: alegria, sossego ou encontrar um amor.

Jericoacoara é boa em qualquer época do ano, para qualquer gosto e para qualquer turista. Já está se imaginando lá? Então acesse RDC Férias/Jericoacoara ou RDC Viagens e bom planejamento 😉

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