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Liberdade, liberdade! A Ouro Preto que conta histórias

Antes de se tornar cidade, Ouro Preto foi Vila Rica e também a primeira capital da Província de Minas Gerais durante o auge da mineração do ouro, nos séculos 17 e 18. Mas, antes de tudo isso, foi a cor da riqueza do Brasil. O ouro foi descoberto no final do século 17, escondido debaixo das pedrinhas escuras, cobertas por camadas de óxido de ferro, que vinham à tona nas águas do córrego Tripuí, na região do Pico do Itacolomi, em Mariana. Depois, virou história que pode ser vista e contada ali mesmo, onde tudo aconteceu, Ouro Preto, localizada a 104 quilômetros de Belo Horizonte.

Tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1980, Ouro Preto deve ser conhecida caminhando pelas ruas, becos e ladeiras de pedras do Centro. Pare para admirar os casarios coloniais, as dezenas de chafarizes  de influência portuguesa,  as edificações barrocas como a Casa dos Contos, construída em 1784, em estilo barroco mineiro, com mobiliário dos séculos 18 e 19. Dentre outras funções, a casa serviu de prisão especial de Inconfidentes e hoje guarda a história econômico-fiscal do Ciclo do Ouro.

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Além de magnífico mirante do Centro Histórico de Ouro Preto e dos arredores, o Museu da Inconfidência é uma forma de estar mais perto dos fatos e dos personagens que atuaram no movimento da Inconfidência Mineira, ocorrida em 1789. São 16 salas temáticas que apresentam documentações, peças de arte sacra dos séculos 18 e 19, réplicas de obras dos artistas Aleijadinho e Mestre Athaíde. No Panteão da Inconfidência estão guardados os restos mortais de alguns inconfidentes. O museu está  instalado na antiga Casa de Câmara e Cadeia de Vila Rica, uma edificação de 1780, estilo colonial do barroco tardio, com traços do neoclassicismo.

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O marco histórico de Ouro Preto é a Praça Tiradentes, inaugurada em 1894, construída no ponto onde foi exposta a cabeça do mártir da independência, após a sua execução em 1792. O local era conhecido como Morro de Santa Quitéria.

Em frente ao Largo de Coimbra, a história do Brasil e a história da arte do Brasil se encontram na igreja de São Francisco de Assis, obra prima da escultura arquitetônica de Aleijadinho e das irreverentes pinturas nas esculturas e nos afrescos de Mestre Athaíde , especialmente a do teto da igreja, que levou dez anos para ser concluída. A construção da igreja, reconhecida como a maior representante da singular arte barroca mineira, iniciada em 1766, foi considerada uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo.

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Reserve um tempo maior para admirar a ornamentação da portada, especialmente o medalhão triunfal de São Francisco de Assis. No interior da igreja, levante os olhos para o teto e “entre” na pintura tridimensional do afresco com anjos músicos mulatos e a Virgem igualmente mulata subindo aos céus. Encante-se com os detalhes das artes de Aleijadinho e de Mestre Athaíde na capela-mor com abóbada de madeira, a urna entalhada do altar, as pinturas imitando azulejos portugueses com vermelho coral que jamais existiu e, na saída,  o lavabo da Sacristia, detalhadamente esculpido em pedra sabão.

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Conhecer as capelas de Ouro Preto é reviver a história a partir da origem e construção de cada uma delas.  Ouro Preto é resultado da união, em 1711, de vários arraiais e de suas respectivas capelas, que se formaram nos arredores para a exploração de ouro na região.  A Capela de São João Batista, localizada no Morro São João, nos arredores de Ouro Preto, foi construída em pedra de canga (refugo de mineração) pelos primeiros moradores que participaram da bandeira de Antônio Dias e pertenceu ao arraial de Ouro Fino. É a edificação religiosa mais antiga da região, datada de 1698.

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Invista na paisagem a bordo de um trem a vapor, a Maria Fumaça do Trem da Vale. Dois apitos longos seguidos do bater do sino marcam o início da viagem. A vinte quilômetros por hora, percorra o caminho entre Ouro Preto e Mariana e contextualize todas as histórias ocorridas nesse cenário. São seis carros de passageiros, sendo um panorâmico, para garantir uma visão ampla das paisagens belíssimas que se desenrolam em 18 quilômetros da viagem que dura uma hora.

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Para curtir a natureza e se envolver de perto com a história, o Parque do Itacolomi, área de preservação ambiental, abriga o Pico do Itacolomi, de 1.772 metros de altitude, que atuou como farol para os bandeirantes, sinalizando a região onde se encontrava o ouro preto.   . No Parque, além de infraestrutura completa, é possível percorrer  trilhas de baixa e alta dificuldades numa vegetação que mistura a diversidade da floresta atlântica e do cerrado.

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Celebre a sua viagem ali mesmo, no Centro Histórico, em  restaurantes instalados em casarões do século 18, como  o “Contos de Réis”, onde a tradicional comida mineira é servida em panelas de pedra e os doces caseiros em tachos de cobre, acompanhados de queijo fresco. Não deixe de provar na cidade o legítimo pão de queijo mineiro, original de Ouro Preto; os caldinhos típicos, como o de feijão; o delicioso bambá de couve, a linguiça de porco bem frita e o torresmo a pururuca. Uma boa cachaça mineira arremata a degustação.

Dica: Confira dicas da culinária mineira na edição 52 da revista Férias&Lazer!

Se a sua próxima experiência de viagem inclui arte, cultura, história, natureza e gastronomia, então considere Ouro Preto como destino. Confira as opções de hospedagem dos parceiros RDC na cidade e região.  Conte com a nossa Central de Reservas.

Yasmim Ribeiro Meirelles

Boa tarde, gostaria de saber se a foto da Praça de tiradentes é de autoria de vocês, para poder dar os devidos créditos.

26 de junho de 2018 | Responder
    Redação RDC

    Olá, Yasmim! Não, as imagens são todas de um banco de imagens. Permanecemos à disposição. Obrigado.

    27 de junho de 2018 | Responder

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