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Manaus, turismo urbano e de selva

A capital do maior estado brasileiro oferece opções turísticas para ficar em contato com a natureza e para conhecer a história da Belle Époque Amazonense.

Tucumã, tucupi, açaí, cupuaçu, guaraná que não é refrigerante, boto cor-de-rosa, igarapés e população com traços indígenas são características que remetem a uma brasilidade típica da região amazônica. Mas engana-se quem pensa que o Amazonas é só floresta. Manaus, a capital do maior estado brasileiro é a dicotomia em forma de cidade, de um lado um polo urbano agitado em decorrência da Zona Franca de Manaus, de outro, a calmaria da bucólica Floresta Amazônica.

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E como não poderia ser diferente, as atrações turísticas são de cidade e selva. No Centro Histórico, as construções do final do século 19 refletem o período de apogeu econômico do Ciclo da Borracha, conhecido como Belle Époque. Prédios como o suntuoso Teatro Amazonas evidenciam bem esse período. O Teatro está localizado na Praça de São Sebastião, que guarda outros prédios históricos tão imponentes quanto esse. O calçadão da Praça também é famoso, à primeira vista lembra o de Copacabana-RJ, a semelhança é fato, mas, na verdade, remete ao símbolo máximo do Amazonas: o Encontro das águas dos rios Negro e Solimões.

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Ainda no centro, outros pontos turísticos podem ser avistados, como o Mercado Adolpho Lisboa, o Palácio Rio Negro e o Palacete Provincial, antiga sede da polícia, que atualmente abriga cinco museus estaduais: Pinacoteca, Museu da Imagem e do Som, Museu de Numismática Bernardo Ramos, Museu de Arqueologia e o Museu Tiradentes.

Apesar da cultura riquíssima, o ponto alto do turismo amazonense são os mistérios e encantos da natureza. Com a maior floresta tropical e a maior bacia hidrográfica do mundo, não dá para visitar o local sem ver a confluência entre os rios Negro e Solimões, de onde é possível ver a coloração diferente das águas se encontrando. Às margens do Rio Negro, a praia fluvial Ponta Negra reúne bares, restaurantes e calçadão arborizado, que faz a visita valer a pena.

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Observação de pássaros, passeios para alimentar botos cor-de-rosa, volta de canoa pelos igarapés e pesca esportiva do peixe carro-chefe do local, o tucunaré, são algumas outras possibilidades para ficar em contato com a natureza. Se for pescar, é necessário emitir uma licença no IPAAM – Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas. O formulário está disponível no site.

Falando em peixe, a riqueza do ecossistema de Manaus é refletida na culinária regional: Caldeirada de Tucunaré, Costela de Tambaqui na brasa e Sanduíche de Tucumã, o famoso X-Caboquinho, que leva o fruto de uma palmeira amazônica, queijo coalho e banana, são ótimas pedidas para saborear o gostinho amazônico.

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Sobre a melhor época para ir visitar, alguns recomendam entre julho e setembro, mas os manauaras, como são chamados os nascidos na cidade, sugerem a visitação no inverno e no verão, pois proporcionam experiências diferentes. De qualquer maneira, Manaus é calor o ano inteiro, o que vai variar é se é período que chove mais ou menos, porque impacta no nível dos rios. Quanto à hospedagem, você pode ficar em hotéis de selva ou na cidade. Se preferir ficar em contato direto com a natureza, é recomendável tomar vacina contra febre amarela dez dias antes do embarque.

Conheça a maior riqueza natural do Brasil, entre em contato com a Central de Reservas RDC e se programe para conhecer Manaus.

Texto publicado na Revista Férias&Lazer – Ed. 52.

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