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México muito além de Cancún: Oaxaca, Taxco e Mérida

O ano 2012 ficou conhecido pelo famoso fim do mundo maia, que deixou todos preocupados com desdobramento do futuro. Um bug do milênio com efeitos especiais: terremotos, tsunamis, erupções e tudo que Hollywood pode proporcionar. No entanto, o fim foi de uma era ou de um calendário para esse povo, enquanto a vida continuou. E aqui estamos em 2018, para falar sobre o México, precisamente, as cidades de Oaxaca, Taxco e Mérida.

O México ( pronunciado como o x fosse r) foi berço de várias civilizações chamadas mesoamericanas: maias, astecas, zapotecas, dentre outras. Também foi a casa de Frida Khalo, do chocolate e da guaca mole. As paletas mexicanas não são como no Brasil, a tequila se bebe sem hesitar e o país é muito mais interessante que os melodramas que passam na TV e as belezas vão muito além de Cancún. Há muita coisa para se descobrir!

Algumas delas são as cidades coloniais que estão fora do itinerário habitual. Sair dessa rota é um ás na manga e uma experiência muy rica! A primeiro momento pode até causar uma sensação de reconhecimento, visto que há muita semelhança com as principais cidades brasileiras. Ruas com paralelepípedos, arquitetura com ar europeu e igrejas exuberantes. Porém, não se engane: existe um tesouro histórico-cultural incrível, pronto para ser conquistado.

Para começar, você encontrará neste texto um pouco de prata, pirâmides e gastronomia, além de vestígios históricos, lendas e vida. Vamos lá!

Oaxaca – Melhor tour gastronômico do México e juegos de pelota

Ao sul, há um lugar que pode ser chamado de mágico. Como se fosse um portal, você é transportado para um outro México, aquele do imaginário dos sombreiros, maricas e um centro histórico, com sítios arqueológicos munidos de museus e um complexo de pirâmides que continuam observando a cidade desde sempre de cima do Monte Albán.

Aliás, é neste complexo que foi a capital do povo zapoteca ( 250 – 950 d.C), localizada estrategicamente próximo às montanhas e o Rio Atoyac. Compartilhavam a adoração pela deusa da chuva, comiam basicamente milho e jogavam o famoso juego de pelota.

O melhor de tudo é que é possível visitar o local onde a vida acontecia naquela época. Entre um edifício e outro, você encontra uma plaza, onde ocorriam as cerimônias, avista-se um dos palácios em que as personalidades importantes habitavam e um acervo bem conservado no Museu Monte Albán. Contudo, você irá se encantar com o local de um jogo curioso e de cunho religioso: o juego de pelota. É, sem dúvidas, o lugar mais curioso do sítio e merece uma atenção especial.

Curiosidade: Essa modalidade de jogo de bola, não era exclusivo do povo zapoteca, mas de todos que habitavam a mesoamérica. Originalmente, chama-se “pok-ta-pok” e se resume basicamente em arremessar uma bola feita de borracha utilizando os braços, coxas e quadril em arcos, fixados na vertical a cerca de 2 metros de altura. A bola tinha que acertar o alvo. Ao time perdedor, era destinado à morte.  

A cidade de Oaxaca é também conhecida como Oaxaca de Juarez, e é praticamente duas: a arqueológica e a colonial. É interessante passar pelas duas e entender que o tempo é o senhor de tudo e como podemos aprender com ele.

Passeie pelo centro histórico, com as construções barrocas como o Templo San Domingo, as praças Zóacalo, com suas apresentações típicas, Benedito Juarez e 20 de Noviembre. Vá ao Mercado de Artesanato, à fábrica de Mezcal (bebida irmã da tequila), que é imperdível, a Água El Hierve , um conjunto de piscinas naturais que dão a ilusão de estar congeladas, e conheça a árvore mais larga do mundo.

DICA: Se você procura por um México cultural, visite Oaxaca no período em que se celebra o Día de Muertos, que é conhecida como uma das experiências mais imersivas do país.

O ponto alto da visita à Oaxaca é a gastronomia. Esqueça o que sabe como culinária mexicana e mergulhe em um novo conceito. A cozinha oaxaqueña pode se parecer com o resto do país, com milho, feijão e pimenta. Contudo, as influências de povos indígenas e geográficas fizeram as tlayudas, memelas, tamales e chilaquiles serem coisas divinas e devem ser provadas.

Para uma viagem inebriante entre sabores e aromas, recomenda-se dar uma volta no mercado de la comida. Barraquinhas com café de ola, pan de yema e tortillas são encontradas por lá. Agora, se quer conhecer uma refeição mais refinada, há sortidos restaurantes que irão deixá-lo com água na boca.

Taxco – a cidade da Prata do mundo

Taxco é uma cidade colonial, semelhante às cidades mineiras brasileiras. Igrejas, exploração de minério e altitude. Disso, espera-se um clima ameno, construções encantadoras e muita prata.

Considerado polo da prata mundial, o que você vai encontrar de sobra por Taxco são lojas especializadas neste minério. Aliás, um ótimo lugar para se fazer compras, sendo que várias pessoas são atraídas devido a qualidade de suas peças. Contudo, a cidade é muito mais que prata, ela tem muito a que se mostrar.

Você pode contemplar a cidade sentado em alguma praça ou por meio do teleférico, com percurso de 170 metros de altura que passa pela cidade inteira. Um vista e tanto!

Uma cidade antiga, fundada pelos espanhóis em 1529, revela-se com suas construções do período barroco, como a Igreja de San Prisca. O ponto máximo da cidade é a Praça Borda com o Museu da Prata e a Casa Borda. Outros pontos importantes para turistar são: A Igreja da Santíssima Trindade, a Casa Humboldt, o Museu Guillermo Spratling e a Casa de Juan Ruiz de Alarcón.

Se em Oaxaca a gastronomia é fundamental para se entender o México, em Taxco é para se conhecer um outro lado, um tanto curioso, diga-se de passagem. Isso porque a culinária tradicional utiliza um ingrediente inusitado: os jumiles, insetos que moram em troncos das árvores de encinos. Para os fortes, é recomendado experimentá-los ainda vivos. Mas, calma, dizem que têm sabor de canela e é muito bem quisto na região.

Atenção à vista das casinhas brancas com telhados avermelhados, emergindo sobre a montanha ao dar espaço ao espetáculo natural que é o pôr-do-sol. Na maior saga heroica do mito maia da criação, o sol e a lua se revezam entre o céu e o subsolo. Se é noite na superfície, é sol no submundo. Talvez um convite para conhecer o que há debaixo da cidade. Isso mesmo, há um novo mundo ali: as grutas do Parque Nacional Grutas de Cacahuamilpa, com 90 ambientes abertos ao público. Não dá para perder!

Mérida – A cidade cultural do México

Fundada em 1542, Mérida figura entre as cidades mais antigas do México, além de ser conhecida como a capital da cultural do estado de Yucatán. Ela oferece aos seus visitantes museus, passeios e ruínas maias. Quer mais o quê?

Mérida é aquela cidade que tem uma atmosfera histórica. Por lá se respira o passar dos séculos através dos casarões, monumentos, prédios públicos, museus e sítios arqueológicos. Dá até para tirar uma selfie junto dos letreiros da cidade.

Dê uma volta pelo Paseo Montejo em uma calandria, que é um tipo de carruagem. Conheça o Palácio Cantón, o monumento La Patria e o Palácio Casa de Montejo. Continue pela Igreja San Idefonso e o Museo Macay, que reúne vários artefatos maias até arte digital.

O passado é algo levado a sério, e aos fim de semanas, rodas de contação de histórias são formadas pelas praças da cidade. A tradição oral é repartida e encenada pelos moradores mais antigos. Entre uma guayaberas – vestuários da época dos colonizadores – e lojinhas no centro histórico, você pode provar o xtabentún, uma bebida dos tempos dos maias. Mais cultural impossível.

Como é de se esperar, Mérida também tem seu lado B: locais em suas proximidades que são obrigatórios, os quais são como joias para o turista!

Explorando os arredores, temos Izamal e Uxmal

Há cidades do mundo que são únicas pelas suas cores, uma delas é Izamal, que é uma parada obrigatória de quem vai à Mérida. A cidade é amarela e não há uma hipótese para explicar este fato. Uns dizem que foi para receber o Papa João Paulo II, outros para celebrar a cultura maia ou simplesmente para se parecer com a cor do sol. Ninguém sabe.

E o sol se faz presente na vida desse povoado, aliás da cultura maia de modo geral.  O astro rei era adorado por esse povo e tem uma antiga pirâmide Kinich Kakmó em Izamal. Passe no Convento San Antonio de Padua, construído sob a ruína de uma pirâmide maia e entre as antigas ruazinhas, cheias de lojinhas de artesanatos. E, jamais, saia de lá sem comer a chochinita pibil ou horchata natural.

A Uxmal  é um sítio arqueológico com grandes pirâmides, sendo a que mais se destaca é a Pirâmide do Adivinho.  A grande sacada dessa localidade é a possibilidade da contemplação: deitar na grama e viajar no tempo. Coisa impossível em Chichén Itzá. Há outras construção que merecem ser visitadas: Casa das Tartarugas, Plataforma dos Jaguares, Casas das Pombas e, lógico, as quadras onde se jogavam o Juego de Pelota.

A cerca de 120 km de Mérida, outro centro arqueológico, é uma opção. É o Chichén Itzá ou uma das Sete Maravilhas do Mundo. Da terra nascem pirâmides como a Kukulcán, que durante os equinócios de outono e primavera, as luzes e sombras formam uma serpente subindo e descendo do edifício. É também durante essas datas que o fluxo de turistas e religiosos é intenso.

Curiosidade: Jogar bola era mais que uma simples partida de entretenimento, valia a própria vida. Pois bem, você também encontra a maior quadra de juego de pelota das Américas em Chichén Itzá, com 168 metros de comprimento e 70 de largura.

Estando lá, conheça o Templo dos Guerreiros, as Mil Colunas, El Castillo, a plataforma dos Crânios, o observatório Caracol, o conjunto Las Monjas, La Iglesia e o Cenote Sagrado.

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