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O que o interior de São Paulo tem de interessante em 6 destinos

O passado do interior de São Paulo confunde-se muito com as histórias que construíram a nação. Nesse território estão inseridos 645 municípios com 45 milhões de habitantes que descendem de diversas partes do Brasil e do mundo. Por ali se tem vários modos de falar, desde o mano do céu da capital, o “r” retroflexo característico de Piracicaba ou a expressão ‘ché’ em Guaratinguetá. É um caldeirão cultural de histórias, tradições e, por que não, de turismo.

Viajar para o interior de São Paulo é ter um arsenal de possibilidades. A princípio, percebe-se o latente modo de viver caipira, que ainda resiste nas festas de quermesses, na vida pacata e na experiência de conhecer um pouco de uma história que praticamente se perdeu. É chegar em uma rua e assistir a vizinhança trocando um dedo de prosa, é deixar um gole da bebida para o santo, é ter contato com o maracatu, festa junina, jongo, congada, samba de coco. É viajar poucos quilômetros e ter serra, cerrado ou centros urbanos. É conhecer destinos interessantes. E este texto irá expor alguns lugares para viajar no Interior de São Paulo que valem muito a pena. Vamos nessa?

Antes de partir, é importante alertar aos nossos viajantes, que não importa o seu gosto para viagens, no interior de São Paulo haverá alguma opção que irá deixá-lo muito feliz com a escolha, seja lá qual for. A proposta é seguir por experiências em experiências até encontrar um local que lhe agrade e ofereça a viagem tão sonhada.

 

PETAR – no interior de uma caverna

Seguindo ao sul do estado de São Paulo, entre as cidades de Apiá e Iporanga, o Parque Estadual Turístico do Alto do Ribeira – PETAR está cravado no meio da Mata Atlântica e é um guardião de 350 cavernas, dezenas de cachoeiras, trilhas, sítios arqueológicos e paleontológicos, comunidades tradicionais e quilombolas. Praticamente um universo a parte em 35 mil hectares de natureza preservada e aberta à visitação.

É a maior área de preservação da mata Atlântica do Brasil e considerado um patrimônio da humanidade pela UNESCO. Tantos títulos pedem que haja regras para a visitação, mas nada que tire a beleza e a diversão de conhecer as suas atrações. O parque é dividido em 4 núcleos de visitação com níveis diferentes de dificuldades, separado sequencialmente, Santana, Ouro Grosso, Caboclos e Casa de Pedra, sendo essa última muito pouco visitada.

Por questões de preservação e também de segurança, apenas 12 cavernas estão à disposição dos viajantes: Cavernas de Santana, Água Suja, Morro Preto, Couto, Cafezal, Alambari de Baixo e Ouro Grosso. Cada uma delas apresentam graus de dificuldades diferentes, do mais fácil ao mais difícil. Para todos os perfis.

ATENÇÃO: As visitas às cavernas são permitidas com a presença obrigatória de monitores do parque.

Os esportes radicais são um carro-chefe dentro do parque, o qual apresenta várias atividades, listados segundo o site da instituição em: rapel em alturas de 130 metros, tirolesas, boia cross, acqua ride, duck, rafting, bike, trekking, escaladas e mergulhos dentro de cavernas (apenas para pesquisadores, com as devidas autorizações), cascading, canyonig, corrida de aventura e espeleo.

 

Águas de Lindoia – pelo caminho das águas

A 180 km da capital paulista, Águas de Lindoia integra o chamado Circuito das Águas. É um destino para quem busca natureza e ter contato com as famosas águas termais. Ah, vale dizer que o estresse fica para fora da cidade, aqui é um lugar para relaxar e curtir esse momento de calmaria no interior de São Paulo. Encha os pulmões de ar puro e sinta o frescor da cidade.

Desde o momento da chegada na cidade, as atrações começam. O portal de entrada é um cartão postal de boas-vindas e um indicativo do que irá encontrar por lá. Com certeza, a vontade de querer conhecer o Balneário Municipal é grande, mas saiba que tudo por lá se modernizou e não apenas oferecem banhos terapêuticos, como também outros tipos de repertório focados na beleza. Ah, além de SPA tem piscinas de água mineral com toboágua.

No interior de São Paulo, muitas cidades são cercadas por montanhas, e em Águas de Lindoia não é diferente. Avistar a cidade de cima é um dos passeios, inclusive se for ao Morro Pelado, a 1400 metros de altitude. Dali, o céu é o limite, experimentado literalmente com a prática de voo livre.

Um dia na roça é bem-vindo: ordenhar vacas, andar a cavalo e tomar um café da tarde daqueles reforçado que só na roça tem. Para finalizar, junte todos da família e vá à Praça Adhermar de Barros para conferir os jardins projetados pelo Burle Marx e dar um rolê de pedalinho .

 

São Roque – tin tin para quem gosta de vinho e outras cositas más!

Praticamente coladinho à capital, São Roque é um refúgio paulistano para escapar do fluxo desgastante da metrópole e para quem procura vinho na mesa, história e natureza.

Muitos visitam à cidade para percorrer a Estrada do Vinho, cujo seus 10 km são forrados por vinícolas e deliciosos restaurantes. Porém, existe outras cositas más para se fazer e viver em São Roque. A proposta é chegar bem cedo para aproveitar o dia. E que tal começar pelo Brasital, uma antiga tecelagem de algodão, que hoje em dia, é um complexo cultural da cidade – um ótimo local para tirar algumas fotos. Você também pode subir o Morro do Saboó e contemplar a vista de um lugar privilegiado. Bom, antes de se entregar às alegrias de Dionísio, que tal conhecer o lado histórico de São Roque? Passe pela Igreja Matriz e o Sítio Santo Antônio para entender mais sobre o passado do lugar que tem vocação para alegrar diversos passeios. Inclusive, passeios com mais adrenalina do que a sua expectativa presumiria, como o Ski Mountain Park. São atividades que completam um dia inteiro: esqui, arborismo, patinação, arco e flecha, passeio a cavalo, escalada, passeio de teleférico, paintball – ufa, ninguém pode reclamar que não haverá nada para se fazer em São Roque.

Comer e beber é sem dúvidas uma das melhores coisas da vida. Em São Roque você monta um combo fantástico. São 34 atrações que formam esse cenário. Algumas opções de vinícolas para quem não dispensa um bom tinto ou branco: Vinícola Bella Aurora, Vinícola Canguera e a Vinícola Góes. Além de poder levar algumas garrafas para casa, você pode provar várias taças. Mas, atenção: quem dirige não bebe, enh!

 

Ribeirão Preto – Uma cidade moderna no interior que gosta de cerveja

Dizem que Ribeirão Preto é um lugar em que as temperaturas são altas, mas isso não é um problema para dispensar seu par de botas, chapéu e a cerveja artesanal na mão. A 315 km da capital, a cidade reúne um repertório que rompe com o imaginário que todos têm do interior. Lá é agitado, com cara de cidade grande, mas sem perder aquele ar do agronegócio. O sertanejo não sai da boca do povo e faz vários grandes festivais.

O primeiro local que se tem obrigação de conhecer é o famoso Pinguim, bem no centro da cidade, na frente do calçadão – dizem que é o melhor chopp do Brasil. Bom, agora se seu caso de amor é com uma boa cerveja artesanal, saiba que a cidade possui um polo bem estruturado que investe em pesquisa e na qualidade no preparo de sabores únicos da bebida. A Cervejarium-Colorado conta com 150 rótulos de cervejas artesanais e a mais conhecida Colorado, produzida hoje em larga escala pela Ambev. Na Cervejaria Invicta, você pode acompanhar o processo de produção bem de perto, além de prová-la, claro.

Cultura também não falta: Teatro Dom Pedro II, com apresentações de concertos e peças de teatro; o Museu Casa Portinari, numa cidade próxima, chamada Brodowski, que foi morada do grande artista Candido Portinari e possui várias obras do modernista, e para remeter mesmo à história paulista, o Museu Café Francisco Schimdt.

Área verde tem sim senhor, para poder suportar as temperaturas de mais de 40 °C: Parque Doutor Luiz Carlos Raya e o Bosque Zoo Fábio Barreto. Agora, se você ainda acha que o caipira de hoje não sabe o que é vida noturna, é preciso se jogar na noite ribeirão-pretana. Além de ficar muito satisfeito, com alguns exemplos, como a Vila Dionísio, a Villa Mix ou a Penélope Disco, você irá estar na tendência do sertanejo universitário.

 

Lins – diversão com na água e nos esportes

A cidade de Lins nasceu entre o cruzamento de uma trilha indígena com a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. São 432 km de distância da capital e um repertório que abrange as práticas de esporte para os mais e menos corajosos, ordenados pela beleza da natureza de suas matas e rios. Ah, não se pode esquecer de suas águas termais, que é um outro delicioso motivo para ir à Lins e se hospedar com a RDC no Blue Tree Park Lins, que aliás é um Resort e Parque Aquático no mesmo lugar. Melhor impossível, enh!

O Rio Campestre corta a cidade e oferece subsídios a muitas atividades para experimentar. O Porto Turístico é uma prainha no meio do estado de São Paulo que oferece a prática de esportes náuticos, como mergulho e passeios de caiaque e barcos. Para os amantes de trilhas e aventuras, a Trilha Ecológica do Barbozinha conserva 3 km de mata nativa, cortada por cascatas, cachoeiras e nascentes. Para adoçar o paladar, nada melhor que o sorvete da Fazenda Tropical.

 

Atibaia – para conquistar a Pedra Grande e momentos de paz

Uma hora é o tempo que se leva para chegar de São Paulo à Atibaia. Tão próxima e tão acolhedora. Uma alternativa para quem quer ter um final de semana mais relaxante, sem cair no tédio. Desplugar é importante, mas sem deixar de lado um pouco da emoção e da sofisticação do Resort Bourbon Atibaia.

No centro da cidade, você irá encontrar o Lago do Major cercado com pista de corrida, quadras de esportes e ar puro. Estando ali, um passeio de teleférico não faz mal a ninguém, e de quebra ainda tem a chance de encontrar uma vista privilegiada do alto da cidade, do Parque das Águas e da Pedra Grande, no Parque Estadual.

A Serra do Itapetinga é a casa da Pedra Grande, além de ser o point para quem quer conquistar as nuvens em seus 1.418 metros de altitude. Saem de lá voos livres e também paraglider, os quais proporcionam a mesma sensação que os pássaros vivenciam. Para quem prefere manter os pés bem presos ao chão, também tem trilhas, rapel e passeios de jipe. Vale dizer que a meta é chega ao topo, principalmente na hora do pôr do sol.

Na mesma serra há o Parque Municipal Grota Funda, que é o lar de várias espécies de aves e mamíferos, alguns ameaçados de extinção, outros só podem existir ali. Bom, para ter essa experiência, recomenda-se percorrer a Trilha do Lajeado, trilha histórica e Trilha da Grota Funda. São diversos níveis e devem ser agendadas previamente.

O interior de São Paulo é um território interessante para quem procura por lugares diferentes, além de ser uma boa oportunidade para mudar as rotas e poder descobrir um novo mundo, cheio de opções bem bacanas para passar um fim de semana, feriado prolongado ou as suas férias. Lembre-se sempre de contar com a RDC para reservar as suas diárias e ser feliz!

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francisco barbieri

Em Atibaia não é lago maior, é lago do major

27 de março de 2019 | Responder
    Redação RDC

    Oi, Francisco. Foi um equívoco nosso e já consertamos! Agradecemos pelo seu comentário! 🙂

    27 de março de 2019 | Responder

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