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O que você precisa saber antes de ir para Amsterdã

Uma viagem pela liberdade em Amsterdã

“Um belo país que não tem igual sob o céu”. Essa frase provavelmente foi proferida pelo governador de origem alemã ao desembarcar em terras brasileiras pela primeira vez em 1637. Ele estava a serviço da Holanda, e veio marcar território e saudades no nordeste. Seu nome era Maurício de Nassau e, com certeza, alguma vez na vida, você já se deparou com esse personagem.

Mesmo que remota, existe uma mistura Brasil e Holanda, deixada por esse breve tempo de administração de Nassau e da Companhia das Índias Ocidentais, que reivindicava posses da colônia, principalmente por uma velha rixa com os espanhóis e interesses pela cana-de-açúcar. Sim, houve uma época que a Espanha também dominou o Brasil. Confusões históricas que nos levam a essa época, no mínimo intrigante.

Para o Brasil, especificamente, para Recife, o período em que holandeses circulavam por lá, foi sinônimo de progresso. Construíram a modernidade com a urbanização da cidade, até mesmo a primeira ponte da América Latina.

Contudo, o que mais se herdou da Holanda não tem a ver com canais e muito menos moinhos de ventos, mas sim a tolerância religiosa. Era permitido qualquer tipo de culto religioso naquela época, além de um comércio bem movimentado o qual permitiu que Pernambuco se abrisse para o mundo. Pessoas de todas as partes chegavam em busca de realizar negócios. Tudo foi tão intenso, que a  cidade virou por pouco tempo um centro cosmopolita. A liberdade era grande, entretanto, a liberdade do dinheiro era maior que as demais. Os bons ventos duraram pouco, mas ainda é possível respirar dessa memória que nos faz querer conhecer essa tal liberdade holandesa, principalmente em Amsterdã.

Amsterdã

Se há uma palavra que define Amsterdã é liberdade. Ela é famosa pelas bandeiras que levantou e levanta. Foi pioneira em vários quesitos, como direitos individuais e tolerância religiosa, destacando-se em várias lutas e pelo seu pensamento moderninho que sempre é confundido com libertinagem. Provavelmente, quando se diz que viajará para essas bandas, sorrisinhos maliciosos podem estampar os rostos de seus interlocutores ou ouvintes, associando-o a passadinhas pelos coffe shop e às festas intermináveis. Contudo não se assuste, ela é muito mais politicamente correta que a sua fama mundo afora. Pragmática e vanguardista são definições que mais se enquadram em seu perfil, além, claro, de um lugar inesquecível para se viajar. Embora a sua vida noturna seja eleita como uma das melhores do mundo, a vida diurna é tão boa quanto, e é isso que iremos mostrar neste texto: a suas muitas facetas.

Amsterdã tem várias rotas: para àqueles que querem desconstruir dragões nos moinhos de vento; para àqueles que querem admirar os campos de tulipas, e, para àqueles que querem se sucumbir às artes, experimentando cada incrível museu. Tudo isso utilizando o transporte nacional favorito, a bicicleta. Aliás, as duas rodas fazem parte da paisagem urbana da cidade, assim como os edifícios do século XVII e os canais, tombados pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.

 

Quando ir

Melhor período para visitar Amsterdã é entre a primavera e o verão, que tem como vantagem um clima mais estável e maiores horas de sol, com o amanhecer entre às 5 e 6 da manhã e o anoitecer depois das 22 horas.  Vale dizer que é raro presenciar um tempo bom por muito tempo, independente da estação, sempre haverá uma chuvinha. O seu clima é predominantemente úmido e frio, mas nada que estrague sua estadia.

DICA: Um dos períodos mais amados pelos brasileiros na Holanda é durante o funcionamento do parque de tulipas Keukenhof, logo depois da Páscoa até meados de maio.

 

Conhecendo a cidade

Mesmo que o vento e a chuvinha esteja batendo na janela do hotel, desbravar todos os cantos de Amsterdã é preciso. Coloque seu casaco impermeável e vá à rua para aproveitar o que a cidade tem a oferecer – mas tome cuidado, é um pouco complicado saber quando se está na calçada ou no meio da rua. Por ser compacta e plana, ela é ideal para caminhadas ou voltas de bicicleta. Os canais também são importantíssimo quando se trata de city-tour, super tradicionais para qualquer turista. Mas, como estamos em Amsterdã, você é livre para optar por qualquer tipo de passeio, como flanar, pedalar ou navegar pelas suas vias, sem se esquecer de respirar essa tal liberdade.

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Tour pelos bairros mais conhecidos

Jordaan – um dos bairros mais famosos de Amsterdã, de estilo burguês e boêmio,  está situado na área dos canais. Ele possui várias ruas estreitas e pontos turísticos, como o Brouwersgracht e a área das Nove Ruas, que é uma boa opção para se fazer compras.

De Pijp – se é animação que você procura, vai encontrar neste bairro, principalmente pelo fato do maior mercado a céu aberto da Europa estar ali, o Albert Cuypstraat, além da maior concentração de restaurantes e cafés da Holanda. Pratos e copos cheios sempre.

Centro da cidade – vários pontos turísticos se convergem nesta região: Palácio Real, Museu de Amsterdam, os monumentos Beurs van Berlage e a Praça Dam.

Distrito Luz Vermelha – próximo ao centro, esse bairro é ícone pelas famosas vitrines e libertinagem.

Spiegelkwartier –conhecido como bairros dos espelhos, é um ponto para quem ama arte e lojinhas de antiguidades.

Bairros dos Judeus – ali, o turista poderá visitar o Museu Histórico Judaico, Hollandsche Schouwburg e a Sinagoga Portuguesa.

 

O que fazer em  Amsterdã?

Todos são bem-vindos à Amsterdã e recomendamos começar pelo passeio tradicional em seus canais para reviver às suas origens. A cidade nasceu como represa do rio Amstel e de uma vila de pescadores em meados do século XII. Ela foi crescendo e sendo construída sobre pilares de madeiras, atraindo milhares de pessoas em busca de progresso e liberdade. No século XVII, houve um replanejamento de Amsterdã e o surgimento dos canais, como rios que fluem pela urbe. Como já dizia o ditado “Deus criou o mundo, mas foram os holandeses que criaram a Holanda”, boiar por Amsterdã é uma experiência riquíssima por seus 160 canais e mais de 100 pontes.

O passeio básico tem duração de uma hora e percorre os principais pontos turísticos da cidade. Uma oportunidade de conhecer o lugar sob um nova ótica e sentir o que é estar abaixo do nível do mar.

Em terra firme, caminhar pela cidade é conhecer os cantinhos especiais com vários cenários para tirar inúmeras fotografias. Agora, se não quer largar a magrela nem em uma viagem internacional, tem um lugarzinho para você. Não importa como, o importante é ter esse contato com a história do lugar, como o Begijnhof, um conjunto de casas históricas construídas em torno de um pátio medieval, e a Praça Dam que congrega diversos monumentos e edifícios com muita coisa para contar para gente, homenageando a memória dos soldados que lutaram pela liberdade na Segunda Guerra Mundial.

Inclusive, a memória é muito viva por suas ruas, mesmo quando é algo que se quer esquecer, como o que aconteceu durante a Segunda Guerra. Na rua Prinsengracht, uma lembrança dessa época de escuridão foi imortalizada por uma menina, Anne Frank. Por anos, esse foi o endereço do esconderijo da família da garota, que resistiu até serem levados ao campo de concentração. Hoje, como Museu Anne Frank, o local está preservado e nos serve como lembrete de como é viver sem liberdade.

Ainda no embalo das memórias, pegue o bonde número 2 até outro lugar que traz muitas histórias em sua bagagem, não tão tristes como a anterior. Estamos indo para o  Rijksmuseum, o museu mais famoso da cidade que foi palco dos anos dourados holandês. Pode-se dizer que também é um museu de autorretratos, a casa de Rembrantd e de sua obra ícone, “A Ronda Noturna”. Fora do museu, outra beleza: o Museumplein, uma praça imperdível com essa atmosfera tão inspiratória.

Ainda nessa pegada artística, o Museu Van Gogh é parada obrigatória para qualquer turista que queira desbravar um dos personagens mais conhecido e conflitoso do país. As pinceladas marcantes, foram tão iguais como a sua vida. São fortes, ousadas e sentimentais. Foram incompreendida naquela época e, hoje, são elementos pop transvestidos nas obras “The Bedroom” e “Almodom Blossom”.

DICA: Há outros muitos museus como o Museu-barco, o Museu do Sexo e Museu Kröller-Müller para serem explorados.

Agora, sem flores também não há Amsterdã. Para quem é apaixonado por elas, o Mercado das Flores flutuantes, conhecido como Bloemenmarkt, é seu lugar. Independente do tempo, os vendedores de flores sempre estarão lá, pode conferir.  Bom, se quer mais contato com as flores, que tal um passeio pelo Keukenhof, o maior parque de flores do mundo, nas redondezas da cidade? Aproveite o clima romântico da primavera e renda-se aos vários tipos de tulipas coloridas e 7 milhões de bulbos plantados. Esse ano, o tema é “Power Flower”, remetendo aos anos 60.  Não tem como, elas são mesmo poderosas.

A natureza se expressa em qualquer lugar, seja pelas flores, seja pelos parques, como o Voldepark. Nele, você pode relaxar e contemplar esse microcosmo de pessoas em seus momentos de lazer. Aqui, não se acanhe em praticar o voyeurismo turístico e observar a vida passar.

Como um bom viajante, explorar é a primazia de qualquer viagem. Nada melhor que um mercado a céu aberto para aguçar os instintos exploratórios de qualquer um. Os holandeses são famosos pela liberdade e também pelo seu passado em ser comerciantes bem-sucedidos. A exemplo desse último ato, está o Albert Cuypstraat, que é uma mistura de um tudo e um pouco mais. Uma feira livre de roupas, utensílios diversos e comida, porque ninguém é de ferro.

Falar de comida já dá até água na boca, imagina quando falamos do stroopwafel, um wafel típico da Holanda, com uma calda de caramelo morna de cobertura, e o sanduíche de arenque cru? Para acompanhar, cerveja. A Holanda é um dos maiores fabricantes e exportadores de cerveja do mundo, não seria natural não provar essa bebida em Amsterdã. Inclusive, você pode conferir o Heineken Experience, um tour pela primeira cervejaria da marca. Mas, se prefere se aprofundar nos mistérios dessa bebida, vá bruin café, como o De Twee Zwaantjes, o Arendsnest e o Café Nol. Cerveja e genever não vão faltar em sua viagem.

O que seria de Amserdã sem seus moinhos? Zaanse Schans fica próximo à cidade e é um museu a céu aberto com os autênticos moinhos e casinhas antigas, que curiosamente foram transportados até o local para compor esse cenário onírico.

 

Amsterdã diferentona para conhecer a sua liberdade

Amsterdã é quase uma meca das viagens. Levas de viajantes se encontram por suas vias e canais, mas não necessariamente precisa tirar uma foto no letreiro “I’m Amsterdam”- inclusive, a prefeitura o retirou por um período indeterminado para diminuir o fluxo de pessoas no local – e encarar as filas dos museus. Você pode se deliciar com um grafite do brasileiro Kobra no bairro NDSM, o de Anne Frank; encantar-se no Museu de Arte de Rua e observar o pôr-do-sol em algum bar da região ou do observatório do A’DAM Toren .

Outra opção é conhecer Amsterdã de norte a sul, como um local, provando slow food, tudo em seu tempo, tudo bem devagar para poder terminar a sua aventura, dizendo em neerlandês “ Dank u wel” ou muito obrigado!


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