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Parabéns, Recife de Portugal, da Holanda, do Brasil

Você sabia que Recife e Olinda celebram aniversário juntas, em 12 de março? Olinda completa 481 anos e Recife 479. São cidades irmãs pela proximidade, apenas seis quilômetros as separam, e pelas histórias e belezas que compartilham. Histórias que se confundem, iniciadas com a chegada das Capitânias Hereditárias à Pernambuco, em 1534. Vamos viajar no tempo?

A colina onde hoje localiza-se Olinda surpreendeu os primeiros visitantes portugueses pelas suas características naturais, uma colina alta, o que para a época era perfeito para a segurança, e localização. O pessoal da primeira Capitania Hereditária de Pernambuco não resistiu e fixou ali a sua sede, – marzão à frente, protegida por porto natural formado pelos arrecifes, terras férteis para a cultura da cana-de-açúcar, tudo de bom. Próspera, tornou-se em pouco tempo capital de Pernambuco.

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Recife era uma extensão de Olinda, um porto natural, cercado ao oeste pelo rio Capibaribe e ao leste por uma barreira de recifes de coral, que o protegia do oceano Atlântico. Ficou conhecida como Povo dos Arrecifes. Depois, Recife.

Do porto de Recife eram embarcadas as produções de açúcar que chegava pelo rio Capibaribe e ficava armazenada ali enquanto não era embarcada para a Europa.

E se Olinda foi a grande escolha dos portugueses, no século seguinte, em 1630, Recife foi a cartada estratégica dos holandeses para controlar a produção e a comercialização do açúcar para a Europa.

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Recife abrigou a Cidade Maurícia quando o conde holandês Mauricio de Nassau assumiu o governo e fez uma verdadeira revolução estética, cultural e de infraestrutura na cidade. Planejou uma Recife ao estilo europeu. Trouxe consigo arquitetos, engenheiros, médicos, naturalistas, astrônomos, poetas e pintores. Urbanizou Recife, criou o primeiro Jardim Botânico do Brasil, o Museu Natural e o Zoológico, com grande número de animais da África e de regiões do Brasil.

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Vale a pena conhecer um pouco dessa história andando pelas ruas de Recife que possui trinta e três edifícios, entre casarios e igrejas tombados pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Maurício de Nassau começou sua Mauriceia pela Ilha Antônio Vaz, hoje bairro de Santo Antônio. A atual Praça da República “brotou” do antigo jardim do Palácio de Friburgo ou Palácio das Torres, local que Nassau usava como sede do governo, para despachar. O palácio foi demolido no século 18. A praça é a primeira área verde planejada de Recife, com 23 mil metros quadrados, projetada pelo naturalista francês Emile Bérenger e remodelado por Burle Marx em 1936.

Na área da Praça da República encontram-se hoje o Palácio do Campo das Princesas (palácio do governo), de 1841, o Teatro Santa Isabel, de 1850, construído pelo engenheiro e político francês Louis-Léger Vauthier e o Palácio da Justiça, exatamente no local do Palácio de Friburgo, edificado em estilo renascentista, projetado pelo arquiteto italiano Giácomo Palumbo, inaugurado em 1930.

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A atual Ponte Maurício de Nassau está no local onde foi construída a primeira ponte da América Latina, inaugurada por Nassau em 28 de fevereiro de 1644 para ligar a Cidade Maurícia na Ilha de Antônio Vaz ao Bairro do Recife.

Em homenagem à Nassau, não deixe de ir ao atual Jardim Botânico do Recife, construído em uma área preservada de 10,7 hectares. No local há trilhas ecológicas, jardins para orquídeas, jardim sensorial e um criador de abelhas nativas sem ferrão, além de expositores de cactos e bromélias, e três jardins, os de plantas medicinais, o de palmeiras e o de flores tropicais.

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O primeiro Jardim Botânico do Brasil foi construído por Nassau nos jardins do Palácio de Friburgo. Mesclava os estilos do renascimento italiano ao francês e elementos dos jardins medievais, e era composto por cerca de 2000 coqueiros, pomares e hortas, plantas medicinais e aromáticas. Mas quando Nassau partiu, levou consigo todo esse tesouro e estudos preciosos da expedição zoobotânica que promoveu e cujas espécies nativas coletadas foram incorporadas aos jardins do Palácio e seus resultados publicados no Historia Naturalis Brasiliae, em 1648.

O Museu da Cidade de Recife está instalado no Forte de São Tiago das Cinco Pontas, construído pelos holandeses em 1630. O Museu conta a história social e urbana da cidade por meio de 150 imagens e de peças provenientes de antigas residências e da igreja do Senhor Bom Jesus dos Martírios.

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Se você gostou da história, mas não pode dar parabéns pessoalmente à Recife, consulte as opções da rede de hotéis parceiros RDC e se programe para descobrir tesouros em terra e mar deixados por portugueses, holandeses e brasileiros que formam a cultura de Pernambuco.  Consulte a nossa Central de Reservas.

Maria luiza pinheiro de araujo

Excelente forma de divulgação ṕara o associado.
parabéns pela idéia.

28 de março de 2016 | Responder
    Redação RDC

    Olá, Maria Luiza! Ficamos felizes que você gostou do conteúdo sobre a nossa Veneza brasileira, Recife! Nosso objetivo no blog Meu Roteiro RDC é ajudar viajantes, como você, a planejar sua próxima viagem com dicas sobre os destinos no Brasil e mundo afora!

    29 de março de 2016 | Responder

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