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Praticar esportes é a sua praia?

Surfar, mergulhar, remar, voar de kitesurf ou simplesmente deslizar de  skimboard num espelho d’água são atividades esportivas que potencializam experiências de viagens à beira-mar

Você já foi a uma praia com piscinas naturais maravilhosas e não foi ao encontro de peixinhos coloridos porque não sabia flutuar na superfície da água com snorkel? Alguma vez você sentiu que não aproveitou o passeio de barco porque não teve coragem de mergulhar no marzão azul e se divertir como todo mundo? Ou deu vontade de usufruir das delícias do vento, das ondas ou até da areia, mas permaneceu sentado debaixo do sol fazendo nada com nada só porque não sabia velejar, surfar ou até cavalgar para explorar o entorno em trekking e caminhadas ecológicas? Pois é, nada mais frustrante, especialmente agora quando praia é sinônimo de saúde e qualidade de vida.

Não é à toa que a praia passou a ser a sala de aula de muitas escolas de esportes náuticos e frequentar aulas durante as férias um prazer incluído no planejamento da viagem. Conhecer as regras do lugar para a prática de esportes náuticos ou nas areias da praia fundamental para a segurança e para a  boa convivência entre esportistas e banhistas.  No Guarujá, São Paulo, por exemplo, a prefeitura determina que esportes como surf, windsurf, SUP etc. devem ser praticados a 150 metros da arrebentação e coletivos, como o futebol de areia, por exemplo, têm horários fixos, pela manhã e no final da tarde.

Graças aos ventos fortes constantes e ao seu espetacular cenário, Jericoacoara é considerado um dos melhores destinos do mundo para a prática de kitesurf e de windsurf. Para não correr riscos, os iniciantes que desejam aprender com segurança a usar o vento, começam a praticar kitesurf nas lagoas de Jeri acompanhados de instrutores qualificados. Na praia do Preá, por exemplo, além de escolinhas que ensinam a modalidade, também é possível alugar pranchas de SUP e até dar uma voltinha de veleiro. Surf, sandboard, capoeira, cavalgada são algumas atividades perfeitas para aproveitar as praias e os cenários cinematográficos de Jericoacoara.

Uma experiência única de Stand Up Padle (SUP) sobre o mar de águas cor de esmeralda para ver cenários sob ângulos totalmente novos, e até encontrar golfinhos pelo caminho, pode ser vivida na Praia do Madeiro, em Tibau do Sul, no Rio Grande Norte, onde também há escolinhas que ensinam a aproveitar as delícias desse esporte, além de outros como surf, caiaquekitesurf e windsurf.

Quem nunca mergulhou pode contar com escolas que dão as instruções teóricas básicas e fazem o “batismo de mergulho” ali mesmo na praia. É pá-pum – você entra na água, faz a adaptação na superfície e em seguida mergulha para observar a fauna e a flora aquática do lugar, os tais peixinhos coloridos, corais, tartarugas e cavalos-marinhos, como na Praia da Sepultura, em Bombinhas, Santa Catarina, perfeita para iniciantes. Já na Ilha do Arvoredo, localizada na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, é permitido praticar mergulho autônomo com toque de aventura – observar naufrágios e canhões de antigas embarcações.

O arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco, é o paraíso dos mergulhadores experientes e também iniciantes. Além do cenário, águas mornas e cristalinas para uma visibilidade de até 50 metros, dezesseis pontos de mergulho. Para o “batismo”, verifique com a agência as condições exigidas para fazer o passeio, como idade e questões de saúde.

Praias calmas pedem agito, então procure pedalar uma bikeboat, a bicicleta aquática que pode ser usada em água doce ou salgada porque é toda feita de alumínio. Na Praia de Tambaú, em João Pessoa, o esporte é bastante praticado por pessoas de qualquer idade.

Remar em conjunto é uma boa prática esportiva que fortalece os laços de amizade no melhor estilo “um por todos, todos por um”. Então que tal viver essa experiência em mar aberto, em Paraty, a bordo de uma Canoa Havaiana? Além de belíssima esteticamente, a embarcação também é conhecida como canoa Polinésia ou Va’a. Possui de 14 metros de comprimento e capacidade para seis pessoas. O único requisito para isso é todos saberem nadar.

O Skimboard, ou Sonrisal como é chamado devido ao formato da prancha, lembra o surfe, mas é praticado quase junto à praia. Consiste em correr, lançar a prancha redonda no espelho d’água e deslizar em direção à arrebentação. É um esporte para todos e pode ser praticado na Praia da Sununga, em Ubatuba, São Paulo.

Quem gosta de velejar, deve seguir para a maior ilha marítima do Brasil, Ilhabela, litoral norte de São Paulo, considerada a “Capital Nacional da Vela”. As montanhas de São Sebastião com as de Ilhabela formam um corredor de ventos constantes, condição perfeita para prática de esportes náuticos. Devido à localização, as praias de Perequê e Armação foram escolhidas para aulas de vela e também de mergulho, windsurf, wakeboard e kitesurf.

Surfar em praia de água doce, em ondas de até 3,5 metros de altura, velocidade de 20 km e com tempo suficiente para apreciar a paisagem surfando (40 minutos), só mesmo na Amazônia. Essa experiência acontece na pororoca do Rio Capim, no Pará, em São Domingos do Capim, Capital Nacional da Pororoca, a 150 km de Belém. Os melhores meses para aproveitar esse fenômeno são março, abril e setembro. Quem é iniciante nesse esporte, pode começar surfando a Pororoca do Rio Araguari, em Macapá, com ondas duradouras e menos violentas.

Entre isoladas e urbanas, o Brasil possui mais de 2 mil praias, segundo dados do Ministério do Turismo, e centenas de rios, lagos e lagoas navegáveis, ideais para a prática de diferentes tipos de esportes.  Portanto não faltam opções.

Texto Publicado na Revista Férias&Lazer – Ed. 57

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