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Riviera Maya: o paraíso no Mar do Caribe

Azul-turquesa, azul-leitoso ou um verde intenso e cristalino. A natureza escolheu as cores mais fascinantes ao pincelar o mar do Caribe nos 130 quilômetros da Riviera Maya, um pedaço paradisíaco da península de Yucatan, na costa mexicana. Como se não bastasse a vastidão oceânica, há cavernas subaquáticas, florestas, praias e, ao mesmo tempo, agito noturno e centros comerciais. Na terra onde os maias imperaram há séculos é possível fazer de tudo um pouco sem percorrer grandes distâncias.

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A sugestão é começar pelo sítio arqueológico de Tulum (a cerca de duas horas de Cancún), um local de tirar o fôlego, com mais de 60 ruínas no topo de uma colina monumental debruçada sobre o mar. Você pode contratar um guia capaz de detalhar cada uma das estruturas: eles costumam recriar, com altas doses de realidade, a vida desta civilização antiga, que fervilhou entre as muralhas.

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Uma longa escadaria conduz à praia: encare e desça. O paredão de pedra, o mar e as ruínas serão lembranças inesquecíveis. Seguindo mais algumas centenas de metros você chega na Playa Paraíso, rasinha, de águas mansas, com coqueiros debruçados na areia.

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Já a cidade de Tulum é pequena, mas o Batey Mojito Guarapa Bar merece uma parada. São 12 sabores poderosos de mojitos e o local tem música ao vivo. Turistas de todo o mundo calibram ali o humor antes de partir para o El Camello Jr. Simples, um restaurante que está sempre lotado de gringos e locais. O motivo: preparam os melhores ceviches da cidade (dizem que de toda a região) e pratos de peixe e frutos do mar em porções generosas, capazes de servir três ou quatro pessoas, a preços baixíssimos!

Inclua no roteiro o Xel-Ha, que significa “lugar onde a água nasce”. Este parque aquático, pertinho de Tulum, é um dos aquários naturais mais bonitos do mundo – correntes de água doce, rios subterrâneos e o mar se misturam, criando um ecossistema extraordinário. Dá para nadar com golfinhos e arraias e, mesmo que você jamais tenha usado uma máscara ou um tanque é possível mergulhar superficialmente ou ‘caminhar’ sob a água. Não é mágica: em Xel-Ha já existem os aparelhos para praticar Snuba e Sea Trek, que permitem estas aventuras aquáticas e estão inclusas nos passeios das agências locais. São duas experiências que você precisa vivenciar para contar pós-viagem.

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Xel-Ha tem ainda um projeto de preservação de toda a vegetação e da fauna e existem passeios para quem tem fôlego e disposição. Mas, imperdível mesmo é conhecer o cenote local (e, de quebra, fazer a lista dos outros cenotes, como o LabnaHa, aberto somente para pequenos grupos com guias). Cenotes são buracos/cavernas naturais que nos transportam para piscinas subterrâneas de águas doces. O cenário é magnífico, com estalactites e estalagmites por toda a parte. Para os maias, os cenotes eram sagrados: além de fonte de água em épocas de seca eles acreditavam que esses poços eram um portal para falar com os deuses. Aproveite e faça um desejo!

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Hora de reencontrar a civilização em meio ao paraíso: Playa del Carmen, distante 50 quilômetros de Tulum. Esse destino é o mais procurado pelos europeus e começa a ser descoberto pelos mais descolados. A temperatura da água chega a 25º, um nirvana para mergulhadores por causa da diversidade da vida marinha. Guardadas as devidas proporções, Playa del Carmen é a Miami da península porque reúne em sua rua mais famosa – La Quinta Avenida – uma agitadíssima vida noturna, além de lojas luxuosas, bares, cafés, restaurantes para todos os gostos (e bolsos), joalherias e lojas de artesanato local.

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Se for às compras, deixe a vergonha de lado e regateie: você consegue preços muito melhores em tudo. E, atenção: lá também há uma indústria de falsificações – você pode pensar que está trazendo na bagagem a mais genuína arte mexicana… feita no Brasil (!) ou joias que brilham para descascar logo adiante!

À noite, quando tudo ferve, anote: Blue Parrot! Funciona como bar durante o dia e é balada pé na areia quando o sol cai. Djs internacionais garantem o som. Deseo, um lounge a céu aberto, com cortinas flutuando na brisa, tem uma atmosfera mais caribenha. Para quem gosta de house music, a dica é o Om Lounge, point da geração mais jovem. E o Frida Bar, além do decor com fotos de Frida Khalo, foca no romance, com velas iluminando palmeiras e uma romântica ponte cruzando as águas. Bom lembrar que, mesmo na balada, o estilo é casual: não vista nada muito elaborado.

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Agora, se o que você procura é desbravar todas as belezas naturais da área, precisa passar por Akumal, entre Playa del Carmen e Tulum. Akumal significa “lugar das tartarugas”, em maia. Grandes, esverdeadas, dá para vê-las a metros da praia ou botando ovos na areia. Razão mais que suficiente para a instalação de um Centro Ecológico que educa tanto a população local quanto visitantes sobre a vida desses bichinhos. A baía, de águas transparentes e areia branquinha, protegida por recifes, é outro destino para mergulhadores de todo o mundo.

Grupos profissionais de mergulho ajudam a encontrar points onde a fauna marinha está mais presente. Enjoou do mar aberto? A menos de cinco quilômetros de Akumal está Aktun Chén, uma gruta com três galerias cheias de formações cenográficas e um cenote de águas frescas. Vá para as profundezas de águas frescas e azuladas.

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Dica para iniciantes nas belezas da Riviera Maya: vocês podem fazer roteiros de bicicleta, mas escolham bem a empresa e vejam o estado da magrela antes de partir. Em muitas, passaporte na mão é requisito para alugar. Mas, só vá se estiver com bom condicionamento físico: aventurar-se sobre duas rodas por quilômetros é para os fortes!

Buen viaje!

*Texto publicado na revista RDC Férias&Lazer, edição 49

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