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Sabores do Pará

A cozinha paraense tem chamado a atenção de turistas nacionais e internacionais graças a sua capacidade de acentuar as características da flora e da fauna amazônica de forma bastante peculiar.

A exótica culinária paraense, fortemente influenciada pela cultura indígena, com algumas pitadas europeias, africanas e asiáticas, é considerada por muitos especialistas e historiadores como a mais original e genuína da cozinha brasileira, por contar quase que exclusivamente com ingredientes nativos, exaltados mundo afora por renomados chefs internacionais. Para mostrar um pouco dessa que é a razão do orgulho dos paraenses, preparamos um roteiro que vai de Belém à Ilha do Marajó e que vai fazer você ficar com água na boca.

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Belém, do vinho de açaí ao tacacá

Quem nunca se deliciou com uma tigela de açaí, acompanhada de frutas picadas e uma porção generosa de granola, para se refrescar em um dia de calor? Pois saiba que na capital paraense, essa iguaria é tradicionalmente saboreada acompanhada de peixe frito, camarão ou carne salgada, um punhado de farinha de mandioca ou de tapioca e algumas gotas de tucupi – molho amarelo de gosto forte, à base de mandioca brava – com pimenta-de-cheiro.

Pode parecer estranha a combinação, mas essa e outras variações doces e salgadas do “vinho” do açaí, como é popularmente chamado o seu suco, são bastante apreciadas e estão presentes nas mesas de todas as famílias paraenses, como complemento ou prato principal, sendo facilmente encontradas nos restaurantes de Belém.

Sob as tendas disputadíssimas do tradicional Mercado Ver-o-Peso, às margens da Baía do Guajará, deguste o pato no tucupi, que também leva alho, folhas de chicória (tempero verde típico da Amazônia, diferente da verdura conhecida no Sul e Sudeste), alfavaca e o jambu – uma erva que provoca um leve amortecimento dos lábios.

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Outro recordista de pedidos é o tacacá, um caldo que leva tucupi, goma de mandioca, camarões secos e folhas de jambu. Tudo misturado na hora e degustado como faziam nossos ancestrais amazônicos, em cuias.

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Há uma “tacacazeira” em cada esquina das principais ruas de Belém, que se organizam para servir o caldinho bem quente, acompanhado de pimenta ou não, todos os finais de tarde.

Maniçoba é o nome da típica “feijoada” paraense. Não leva feijão, é preparada com folhas moídas de mandioca – maniva – charque, lombo defumado, paio, linguiça, bucho, costela e orelha de porco e saboreada com farinha grossa de mandioca.

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Na hora do jantar, vale a pena visitar o renomado restaurante Lá em Casa, instalado na Estação das Docas – ponto de encontro da capital – e provar a Caldeirada de Filhote, um peixe que, apesar do nome, chega a pesar mais de 20 kg. Acompanhado de pirão, camarões, cebolas, tomates, pimentões, alhos, batatas e ovos, a Caldeirada é sucesso na certa!

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A Estação das Docas, às margens do Rio Guajará, foi inaugurada no ano de 2000 e reúne uma variedade de restaurantes e lojas de artesanato, além de servir de palco para eventos artísticos e culturais.

Filé mignon de búfalo e degustação de queijo do Marajó

A viagem de Belém até o arquipélago do Marajó é demorada – cerca de três horas e meia via lancha – mas vale cada segundo. Logo ao desembarcar na maior ilha fluviomarinha do mundo, na fronteira entre a Amazônia e o Oceano Atlântico, somos presenteados com uma vista maravilhosa, afinal, a Ilha de Marajó é considerada um dos recantos mais lindos do país.

Em suas terras está abrigada a maior manada de búfalos do Brasil, cuja carne e leite são fontes dos pratos mais saborosos – e famosos – servidos na região, como o “frito do vaqueiro”, uma especialidade que consiste em cortes de carne de búfalo fritos e misturados com farinha, e o “filé marajoara”, um bife grosso de filé mignon de búfalo, coberto com queijo do Marajó. O queijo é produzido por dezenas de pequenos produtores e, dependendo da época, chega a ser produzido com 100% de leite de búfala, rico em minerais e proteínas e baixo índice de colesterol.

Na Fazenda do Mironga, localizada a poucos quilômetros do centro de Soure, considerada a capital da ilha, você pode acompanhar a produção dos queijos, fazer degustação, comprar e, se gostar de adrenalina, pode até mesmo fazer um passeio de búfalo.

Pertinho dali, na Fazenda São Jerônimo, aproveite para provar a salada de feijão fradinho com carne de caranguejo e o peixe com caju- preciosidades marajoaras.

O estranho turú, um molusco que pode chegar a um metro de comprimento – de alto teor nutritivo, é encontrado nos troncos das árvores dos mangues e consumido cru pelos catadores de caranguejo, às vezes acompanhado apenas de um pouco de limão e sal. Ele pode ser provado na sopa de turú, considerada afrodisíaca.

Sobremesas exóticas, frutas idem: cupuaçu, jenipapo, pupunha, buriti, bacuri, inajá, tacumã, sapoti, jambo rosa, taperebá, biribá, cacauí, capuri, entre outras.

O melhor período para visitar a Ilha do Marajó é no segundo semestre, depois do período das chuvas – que vai de janeiro a junho – quando é possível observar melhor os animais e a vegetação.

Fique sabendo:
Caranguejo-Uçá – Tirado direto dos mangues, cujas águas são uma mistura de rio e mar, o caranguejo-uçá é servido em diferentes formas: cozido, ou somente as unhas cozidas refogado, em sopa, e a popular casquinha de caranguejo. Mas atenção: nos meses de janeiro, fevereiro e março acontece o defeso do crustáceo, fase de proteção à reprodução da espécie, quando só poderão ser comercializados os caranguejos capturados antes do início do defeso cujos estoques foram declarados ao Ibama ou à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, dependendo da região.

Confira em nosso site os hotéis parceiros no Pará e pesquise por opções em Belém e na Ilha do Marajó em Salvaterra e Soure, e agende a sua próxima viagem em nossa Central de Reservas.

Endereços:
Mercado Ver-o-Peso – 
Avenida Boulevard Castilhos França, s/n. Campina – Belém/PA
Lá em Casa – Estação – Av. Boulevard Castilho França, Estação das Docas, Galpão 2, Loja 4. Campina – Belém/PA

Estação das Docas – Boulevard Castilhos França. Campina – Belém/PA
Remanso do Peixe – Travessa Barão do Triunfo, 2590 – casa 64. Marco – Belém/PA. Horário: 12h/15h e 19h/22h (dom. e feriados só almoço; fechado na segunda)
Fazenda Mironga – Rodovia Soure – Pesqueiro Km 4 – Tucumanduba. Soure (Ilha do Marajó) – PA
Fazenda São Jerônimo – Rodovia Soure – Pesqueiro Km 3 – Tucumanduba. Soure (Ilha do Marajó) – PA
Paraíso Verde – Travessa 17, 2135 – Umirizal. Soure (Ilha do Marajó) – PA

* Revista RDC Férias & Lazer – Fevereiro 2013. Edição 45

Rita

melhores sabores do brasil com certeza no pará.
PARABÉNS rdc ferias por nos PROPORCIONAR tudo de bom.

20 de novembro de 2015 | Responder
    Redação RDC

    Olá, Rita! O Pará possui uma gastronomia inconfundível, não é? Ficamos felizes em saber que a RDC se tornou uma grande companheira em suas viagens. Nossa missão é manter a qualidade em nosso atendimento, sempre!

    23 de novembro de 2015 | Responder

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