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São Luís do boi-bumbá, do reggae e de casarões seculares

Mas pode chamar de Ilha do Amor. Localizada na Região Nordeste, São Luís, capital do Maranhão, tem muita história pra contar. Começa pela origem. É a única cidade brasileira fundada pelos franceses, em 1612, invadida pelos holandeses e colonizada pelos portugueses a partir do século 18. Foram os portugueses que deixaram marcas mais fortes na arquitetura belíssima de São Luís. Sobrados e casarões com fachadas de azulejos azuis que contrastam com cafuas de escravos. O som da cidade é uma mistura de danças de origem africana, indígena, de brincadeiras de boi-bumbá e de radiolas que transformam o reggae jamaicano em típico ritmo maranhense.

Conheça a herança portuguesa caminhando sobre as ruas calçadas de pedras do Centro Histórico. Entre as vias e as praças do bairro de Praia Grande desfilam mais de três mil casarões e sobrados construídos nos séculos 18 e 19. Boa parte deles foi tombada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e representam o maior conjunto da arquitetura civil portuguesa no Brasil. Além das fachadas decoradas com os azulejos vindos de Portugal, fique de olho também nos ladrilhos de origem francesa, belga e alemã.

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Muitos desses casarões foram transformados em museus, como a Casa de Nhozinho, instalada num prédio colonial de quatro andares, um dos mais belos do Centro Histórico. Nhozinho foi um conhecido artesão maranhense, famoso por utilizar o buriti para confeccionar brinquedos e figuras do folclore local. Aproveite a visita guiada para conhecer a cultura maranhense através do seu artesanato e de exposições de artefatos do cotidiano da região, como pilões, carro de boi, utensílios de pesca e peças do artesanato indígena.

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Continue no Centro Histórico para conhecer como viviam os barões da cidade nos séculos 18 e 19. Visite o Museu Histórico e Artístico do Maranhão, que ocupa o preservado Solar Gomes de Sousa construído em 1836. O museu, inaugurado em 1973, expõe mais de 10 mil objetos e peças como mobiliários, porcelanas, vidros e cristais, e reconstitui os ricos ambientes do período áureo da colonização portuguesa. Exposições temporárias acontecem no jardim do solar. Aproveite a vista espetacular do Mirante para contemplar as embarcações na Baía de São Marcos e os telhados coloniais que marcam São Luís.

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O lado mais sombrio da história de São Luís é contado num pequeno sobrado no Centro Histórico, onde funcionava o depósito de escravos que chegavam à cidade para serem comercializados. O local foi transformado em Museu Cafua das Mercês, ou Museu do Negro, com exposições permanentes de peças de arte africana de grupos culturais como: Bambara, Dogon, Senufo, além de objetos da cultura afro-maranhense, como roupas e instrumentos musicais utilizados em rituais religiosos.

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Entre no espírito maranhense na Casa do Maranhão. Instalada no Centro Histórico, no antigo Prédio da Alfândega, de 1873, utiliza recursos multimídia para levar o visitante a sobrevoar São Luís em uma tela touch screen ou a conhecer a cidade sob o olhar de um fotógrafo. A casa reúne textos, vídeos, softwares e experiências para o visitante, como um passeio sonoro pelo reggae maranhense, o som das Caixeiras, Tambor de Crioula, Tambor de Mina e ainda dá para sentir o gostinho das festas e danças tradicionais do Maranhão.

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Dicas: O tradicional Bumba-meu-boi é uma festa popular que mistura dança, música e teatro. O folguedo sai da periferia em direção ao centro de São Luís e é a grande atração turística da cidade nos meses de junho e julho.

Aproveite sua passagem pelo Centro Histórico para um happy hour diferente, ao som do tambor-de-crioula, que acontece nos finais de semana, ao anoitecer, a partir da sexta-feira. A dança de origem africana, em louvor a São Benedito, é uma das mais tradicionais do estado.

São Luís é uma capital-ilha, assim como Florianópolis, em Santa Catarina e Vitória, no Espírito Santo. Portanto, rodeada de águas. São 32 quilômetros de um litoral de vento soprando, larga faixa de areia, mangues, dunas, vegetação rasteira, orlas urbanizadas, com dezenas opções de bares, quiosques e até restaurantes, que formam o cenário perfeito para a prática de esportes náuticos como surfe, kitesurf, windsurf e voos de ultraleve.

Atenção: Em qualquer praia, antes de entrar no mar, verifique se a água está própria para o banho. E informe-se sobre as marés. É que a diferença de níveis é enorme entre as marés baixa e alta, chegando a 8 metros de altura. Então, evite ficar ilhado de repente.

Para uma vista panorâmica do Centro Histórico, aposte na localização da deserta Praia da Guia, a apenas 2,5 km do centro de São Luís, na parte oeste da ilha. A beleza natural da praia envolve larga faixa de areia, mangues, dunas e vegetação rasteira.

Para curtir a culinária e o reggae maranhense, desfile pela orla da Praia Ponta d’Areia ao encontro dos clubes de reggae e dos restaurantes distribuídos ao longo do percurso. A praia é a mais próxima do centro de São Luís, apenas 4 quilômetros, mas vale pelos atrativos de cenário e infraestrutura, pois os banhos de mar não são indicados.

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Preferida dos jovens atraídos pela animação diurna e noturna, São Marcos (ou Marcela) também é a praia dos surfistas, com mar de ondas fortes, areias finas e amarelas e um cenário que inclui dunas cobertas de vegetação e as ruínas do Forte São Marcos, do século 18, tombado pelo IPHAN, desde 1974.

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Para se exercitar, prefira a Praia do Calhau, de águas calmas, dunas, areias finas e amareladas. Com grande movimento nos finais de semana e infraestrutura de quiosques padronizados, é perfeita para a prática de ciclismo e atividades esportivas. Restaurantes sobre palafitas dão um toque especial ao cenário, ao mesmo tempo em que sinalizam até que ponto os vaivéns das marés chegam por ali.

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Cercada por dunas e morros, com visual rústico, mas urbanizada e cheia de quiosques, a Praia de Olho d’Água tem mar calmo nos primeiros seis meses do ano e com ondas fortes de julho a dezembro. No verão, o pessoal costuma aproveitar os ventos para andar de windcar e velejar. Também os viajantes que gostam de pescar de molinete costumam procurar a praia.

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Não saia de São Luís sem experimentar o arroz de cuxá, um molho feito à base de uma folha nutritiva chamada vinagreira, com gengibre, camarão seco, farinha de mandioca seca e pimenta de cheiro socados no pilão. A vinagreira foi trazida e cultivada pelos africanos e que deixa o prato com a cor verde. De sobremesa, experimente doces de frutas da região como bacuri, buriti, juçara (que é a cara do açaí) e cupuaçu.

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Gostou do sabor das comidinhas? Então vá até a Casa das Tulhas, ou Feira da praia Grande, no Centro Histórico. Uma construção aberta do século 19, um dos mercados mais tradicionais de São Luís. Lá você encontra uma variedade de especiarias, como o famoso camarão seco, a farinha d’água, a tal vinagreira e outras especiarias que deixam os pratos mais saborosos e com aquele gosto do tempero maranhense. Não deixe de provar a forte tiquira, cachaça feita a partir da sacarificação e fermentação da mandioca.

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