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Se você ainda não viajou de cruzeiro, agora pode ser a hora de experimentar algo novo

Com diversas opções de navios, o jeito mais antigo de viajar pode surpreender e ser uma experiência agradável junto ao mar

Há tantos tipos de turistas quanto a diversidade de experiências que se pode viver em uma viagem. Tem gente que tende a pensar que o hotel é um mero acessório da viagem, que basta cama e chuveiro para haver felicidade, pois a viagem mesmo é o lugar aonde se vai. Outros pensam que mais vale a experiência no hotel do que a cidade em si. E muitas pessoas são levadas a acreditar que viagens de cruzeiro não são para elas por uma série de ideias preconcebidas, que vão desde a noção de “estar preso” em alto mar ou até de que não é possível viajar assim porque é muito caro. A verdade é que não se pode tirar da experiência dos outros, algo que você não viveu. É preciso viver, experimentar, ter novas sensações que vão culminar em novos padrões mentais. Nessa toada, fazer um cruzeiro pode ser uma experiência totalmente diferente das viagens que você já fez ao longo da vida.

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Primeiro que é um outro tipo de contemplação. A visão panorâmica do mar. A imensidão de azuis que se misturam. O sentimento de paz e acalento que a água traz. De certo modo, navegar é um jeito de remontar nossa ancestralidade, pois navegação é o tipo de viagem mais antigo que existe. Antes mesmo de inventarem os carros e aviões, as caravelas, canoas, veleiros e afins já estavam lá transportando pessoas dispostas a desbravar. É certo que, depois de todo esse tempo, os navios evoluíram muito e nem de longe parecem ser o que eram antes. A começar pela qualidade da hospedagem. Se você é do tipo que nem liga se a cama é king size ou de casal, quando viajar de cruzeiro é bom repensar isso aí, porque o tempo que você vai passar no quarto pode ser um pouco maior do que em outros tipos de viagem. Como a vivência será intensa, é bom investir em cabines bacanas, as com varanda podem agradar mais do que as internas, mas tudo vai depender da vista que se quer ter. E não importa se o cruzeiro será em águas brasileiras ou estrangeiras, se vai durar quatro dias ou duas semanas, os navios proporcionam uma maneira única de viajar e você precisa viver isso pelo menos uma vez na vida. Até para saber se você gosta ou não.

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Conhecer diversos lugares em uma única viagem é uma das principais vantagens, é claro que tem gente que vai dizer que conhece, mas superficialmente porque o tempo de parada é pequeno. Mas calma lá! Cada experiência é de um jeito. Nessa você não vai ter tempo de andar sem rumo até se cansar porque, como o nome diz, não é uma viagem terrestre. Você vai é ter tempo para se divertir nas dezenas de atividades que um cruzeiro oferece, como recreação para todas as idades, apresentações artísticas, jantar de gala ou temático, academia, piscina e todas as refeições inclusas para você se esbaldar. Vale checar se o pacote específico conta com bebidas alcoólicas, pois, em geral, é pago à parte porque nem todas as pessoas bebem, e álcool é um item que encarece os pacotes.

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São vários tipos de cruzeiros, dos mais básicos, se é que se pode chamar algum desses navios de básico, até os temáticos, como o do Roberto Carlos, por exemplo. Há também uma grande variedade de operadoras, como Pullmantur, MSC Cruzeiros, Royal Caribbean, Costa, Iberostar e outras, cada uma com suas características específicas. Os cruzeiros fora do Brasil têm o ‘plus’ de oferecer a possibilidade que você interaja com estrangeiros, se você é do tipo que gosta de fazer amizades em viagens, navio é o lugar certo. E convenhamos que conversar com pessoas de outros lugares sempre traz ampliação de horizontes. Caso a viagem seja na costa brasileira, a possibilidade de interação também é grande, pois a forma de contato é diferente, você fica mais exposto a compartilhar, uma vez que estão participando das atividades no mesmo ambiente.

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No mais, é uma questão de se abrir para viver isso, pois a desculpa de dizer que dá enjoo pode ser resolvida com um remédio, e sem contar que os navios de hoje cada vez balançam menos. Quanto à ideia de ser caro, pode ser um pré-julgamento, pois reunir a bordo toda essa mordomia tem um preço, que pode muito bem ser parcelado, não é? Os possíveis gastos lá dentro, que são em dólar, você só vai ter se quiser coisas à parte, como jogar cassino ou usar a lavanderia. Dependendo da época, às vezes é bastante vantajoso se comparado a uma viagem terrestre, que envolve os custos de transporte, hospedagem e alimentação separadamente. O custo-benefício de uma viagem marítima completa pode valer a pena, é uma questão de avaliar quando chegar a hora de planejar suas férias.

Na costa brasileira, os navios operam de novembro a abril, no entanto, o período de abertura das vendas para a temporada varia um pouco de uma operadora para outra, por isso é importante checar essa informação com a agência RDC Viagens. Fora do Brasil, é possível encontrar bons navios durante o ano, mas também é preciso verificar se o que você se interessa opera no período que você vai viajar. Por fim, vale experimentar essa viagem e tentar descobrir o fascínio que o mar exerce sobre algumas (muitas) pessoas.

Texto Publicado na Revista Férias&Lazer – Ed. 55

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