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Sergipe – História, cultura e praias

Como uma verdadeira jóia do Nordeste brasileiro, o estado de Sergipe reflete o brilho de suas belezas naturais e seduz turistas com sua riqueza cultural, tranquilidade e a facilidade de acesso a diferentes destinos do litoral ao agreste.

O xodozinho do Nordeste! É assim que quem visita Sergipe e seus 22 mil km2 de terras cobertas de praias, manguezais, lagoas, rios, serras, caverna e cânions, enriquecidos de muita história e cultura percebe o menor estado do Brasil.

Praia-Ponta-do-Saco-

Com ruas e avenidas limpas e arborizadas, Aracaju, a capital do estado foi projetada com vias direcionadas às margens do Rio Sergipe, a fim de organizar o crescimento na região. O visitante locomove-se facilmente para qualquer canto para curtir uma infinidade de atividades de ecoturismo e aventura, antes de partir para o interior e descobrir as paisagens paradisíacas da caatinga brasileira, às margens do Rio São Francisco.

Ruas-arborizadas

Roteiro de Sol e mar na cidade dos cajus

Surpreenda-se com a infraestrutura da Orla da Praia do Atalaia, a apenas 9 km do centro de Aracaju. São quiosques à beira-mar, ciclovias, quadras de tênis e poliesportivas, pistas de skate e de cooper, campo de futebol, lagos artificiais, fontes luminosas, um kartódromo, um Centro de Arte e Artesanato e até mesmo um Oceanário, em formato de tartaruga gigante, com 20 aquários que deixam à mostra as diversificadas floras e fauna marítimas fluviais.

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Na hora do almoço, vale a pena conferir os bares e restaurantes da badalada Passarela do Caranguejo – famosa também por sua movimentação noturna – que servem os famosos pratos típicos sergipanos, como o pitu e o caranguejo, além de saborosos pratos com marisco, ao som de um autêntico forró. Localizada à beira do Rio Vaza-Barris, a Orla do Pôr-do-Sol oferece aos visitantes uma belíssima vista nos finais de tarde, além de servir como ponto de partida para passeios de barcos, lanchas e catamarãs sentido à Crôa do Goré, uma pequena ilha de areia branca entre os municípios de Aracaju, São Cristóvão e Itaporanga d´Ajuda, que surge com o movimento das marés nas águas do Vaza-Barris.

orla-por-do-sol

Um pouco de história e cultura

No Centro Histórico e Comercial de Aracaju, cercado de antigos prédios e casarões do século 19, praças com construções majestosas e um clima genuinamente interiorano, você vai mergulhar na história. Fundada em 1855, a cidade de Aracaju hoje abriga preciosidades como o Museu da Gente Sergipana que conta histórias do povo sergipano por meio de recursos interativos e de multimídia.

Museu-da-Gente-Sergipana

Os mercados centrais, com suas misturas de sabores e cores, são paradas obrigatórias. Ficam bem próximos uns dos outros e são belos cenários para fotos. Se você quiser esticar o passeio até o horário do almoço, vale a pena conhecer o Restaurante Caçarola, localizado no terraço do Mercado Antônio Franco, de frente para o Rio Sergipe.

Após o passeio pelos mercados, você pode dar uma passada na Orla do Bairro Industrial com bares, restaurante, parque infantil, quadra de esportes, centro de artesanato, ciclovia e um píer com vista para o Rio Sergipe. Outro passeio imperdível é à Colina de Santo Antônio, onde o visitante pode apreciar uma vista panorâmica de toda Aracaju, do estuário do Rio Sergipe e da Ilha de Santa Luzia.

São Cristóvão e Laranjeiras – Um mergulho no passado

Não deixe de conhecer as cidades históricas de São Cristóvão – a primeira capital do estado – e Laranjeiras – um museu a céu aberto, ambas tombadas pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.

A cidade de São Cristóvão, a 27 km de Aracaju, é a quarta mais antiga do Brasil e guarda relíquias arquitetônicas, culturais, religiosas e gastronômicas – como a única queijada produzida com coco. Na Praça do Carmo, por exemplo, o visitante encontra a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, construídas pelos jesuítas no século XVIII, para ser o centro dos festejos de tradição africana e que ainda hoje serve como palco de manifestações populares de herança afro, como a Taieira e a Chegança.

Igreja-N.Sra-dos-Homens-Pretos

Já na cidade de Laranjeiras, localizada a 23 km de Aracaju e considerada como o berço da cultura negra de Sergipe estão reunidos o maior número de manifestações folclóricas do estado. A cidade, que formou sua economia na cana-de-açúcar e no comércio de escravos, tem como construções mais procuradas as igrejas construídas durante a passagem dos jesuítas pela região, como a Matriz Sagrado Coração de Jesus, a Casa do Engenho Retiro e Capela de Santo Antônio – construída no fim do século XVII, às margens do Rio São Pedro.

Rumo ao Xingó

Chegou a hora de explorar o interior de Sergipe. A primeira parada, saindo de Aracaju pela BR-235, é a Serra de Itabaiana, um dos pontos mais altos do estado, localizado a cerca de 50 km da capital. A cidade conta com um Parque Nacional, com uma área de aproximadamente 8 mil hectares, onde é possível realizar trilhas – são mais de 12, com cenários diversos, que incluem cachoeiras, poços, riachos e penhascos – e praticar rapel ou trekking.

Seguindo viagem por mais 157 km para o extremo oeste de Sergipe, na divisa com os estados de Alagoas e Bahia, encontram-se as mais incríveis aventuras no sertão, às margens do Rio São Francisco. Inicie seus passeios desbravando a Trilha do Vale dos Mestres, próximo ao povoado de Curituba, a 30 km da sede do município de Canindé de São Francisco. A caminhada em meio à vegetação da caatinga dura cerca de duas horas, tempo suficiente para observar pinturas rupestres de mais de 3 mil anos nos paredões de arenito rochoso.

Cânion-de-Xingó

No final, a recompensa vem com a belíssima vista das águas do Cânion do São Francisco, onde é possível renovar as energias com um delicioso banho no Lago Xingó, em um cenário repleto de deslumbrantes cachoeiras.

E por falar em Cânion, o do São Francisco, formado a partir da construção da Usina Hidrelétrica de Xingó, possui 65 km de extensão, 170 metros de profundidade e largura que varia de 50 a 300 metros. Em suas águas cristalinas é possível fazer passeios de catamarã, lancha ou escuna para apreciar a vegetação do local, as diferentes espécies de aves e répteis da caatinga e, ainda, fazer uma pausa no trecho do Riacho do Paraíso do Telhado, considerado um dos mais lindos do Cânion.

Rio-S.-Francisco

Há uma infinidade de opções de passeios a serem explorados na região. No Sítio Arqueológico da Fazenda Mundo Novo, percorrendo trilhas temáticas, encontramos os esconderijos de Lampião e seu bando e, pinturas rupestres que datam de 9 mil anos. Embarque em um catamarã no Rio São Francisco e vá até a Grota de Angico conhecer o local onde Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros foram mortos, em 1938. No caminho, aproveite para curtir o visual das formações rochosas, ilhas e praias fluviais. À noite o agito toma conta da Orla do Atalaia. Os bares com música ao vivo ou que simplesmente oferecem um delicioso caranguejo.

Na rota do artesanato sergipano, cerâmicas, rendas, bordados, palha, bonecas de pano…

rendas-sergipanas
Tal qual as suas paisagens, Sergipe surpreende pela diversidade e beleza do seu artesanato. Em Divina Pastora, lindíssimas rendas irlandesas saem das mãos treinadas e pacientes artesãs. As rendas de bilro são a especialidade das idosas do município de Poço Redondo e o bordado tipo richelieu das bordadeiras de Tobias Barreto. Em Santana do São Francisco, 70% da população se dedica à produção de cerâmica. Em Simão Dias e Itabaianinha o destaque é a cerâmica rústica, com peças utilitárias inspiradas na cultura indígena. A palha dos coqueirais é trabalhada artesanalmente nos municípios de Brejo Grande, Pacatuba e Pirambu,, enquanto um grupo de idosas em Nossa Senhora das Dores criam coloridas bonecas de pano em homenagem a personagens do cotidiano do agreste sergipano como Lampião e Maria Bonita.

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*Texto publicado na revista RDC Férias & Lazer – Fevereiro 2013. Edição 45

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