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Um roteiro para conhecer a Avenida Paulista

O logradouro mais famoso da cidade de São Paulo nasceu no dia 8 de dezembro de 1891, e soma em seus 128 anos, marcos que o fazem ser a artéria central da cidade e a tradução de ser paulistano. A Avenida Paulista é uma atração por si só, e se apresenta como um espetáculo a céu aberto, em seus menos de 3 quilômetros de extensão. Brotam de seu calçamento tipos inusitados, museus, cinemas, parques, restaurantes, bares, lojas, empresas, monumentos, trânsitos, expressões, idiomas e uma grandeza que assusta à primeira vista.

Assusta de início quem desbrava pela primeira vez seu asfalto. É um misto de sensações que levam alguns segundos para serem descodificados. Mas logo esse sentimento se dissipa e dá lugar a admiração. É um vai-e-vem de pernas de todas as cores, de línguas, imagens e sons que se sobrepõem em um cenário de cartão-postal. Estar ali é ter a certeza de que vai passar um dia cheio de coisas para se fazer e descobrir. Claro, sentir!  Sejam bem-vindos à avenida que nunca dorme! Bem-vindos ao epicentro da cidade!

 

Como ir?

Para conhecer a Avenida Paulista, esqueça o carro. É importante seguir a pé os seus quase 3 km ou 3818 passos. Se for de carro, deixe-o em algum estacionamento. O transporte público é uma solução interessante também. Praticamente, todos os caminhos levam até a Avenida Paulista, e não é para menos. Ela fica na parte mais alta da cidade e conta com 3 estações de metrô: Estação Brigadeiro, Trianon-Masp e Consolação. Atenção para não se confundir e acabar parando em outro lugar: a Estação Paulista não fica na Avenida Paulista, muito menos a Estação Consolação fica na Avenida da Consolação. Coisas de São Paulo, meu.

Outra dica que ajuda bastante no quesito mobilidade é usar algum carro de aplicativo ou, para quem for adepto às duas rodas,  aluguel de bicicleta. Tem uma ciclovia bem no meio da avenida que permite um bom trânsito.

DICA: Para alugar bicicletas, vá à Praça do Ciclista, na esquina com a Consolação aos domingos.

 

Quando ir?

Todo dia é dia de Paulista. Aliás, é um lugar que em qualquer horário haverá movimento. Porém, o calendário de programações é tão grandioso como ela, por isso, vale dar aquela conferida antes. Tradicionalmente, algumas datas já têm a sua passagem por lá, como a Parada do Orgulho Gay, a Virada Paulista, o Réveillon e a São Silvestre.

Todos os domingos a avenida está fechada para carros e livre para que todos possam curtir esse espaço da melhor maneira. Tem um pouco de tudo, o conselho é encontrar o que mais combina com você e curtir. Uma sugestão é seguir apreciando os vários artistas de rua que fazem apresentações de qualidade. Cada parada, um ritmo novo.

DICA: Ao longo de seu trajeto, você encontrará várias barraquinhas de artesanato, arte, brechó e etc. Tem muita coisa bacana! Aos domingos também ocorre a feira de antiguidade no vão do MASP, para quem gosta de história e de curiosidade, vale a passada.

 

Onde ficar?

A RDC é um Clube de Férias que oferece a seus Associados reservas de diárias em hotéis em todo Brasil e em algumas cidades pelo mundo, além de vários outros benefícios. Em São Paulo, há diversas opções espalhados pela cidade, como também na própria Avenida Paulista. Acesse nosso site para saber mais sobre os hotéis em São Paulo. Ou confira opções de Pacotes completos na agência do Clube, a RDC Viagens.

 

O que fazer por lá?

A Avenida Paulista é um verdadeiro monstro com uma quantidade infinita de coisas e lugares para se visitar e ser feliz. Tem cultura, entretenimento, gastronomia, compras e muito mais. O interessante é eleger os tipos de passeios que tenha mais a ver com você e bora bater perna.

Aqui, trazemos um roteiro mais amplo que contempla muitos dos pontos turísticos e curiosos da avenida. Fique à vontade para pensar numa rota que se adeque mais a o seu estilo e tempo. Vamos nessa?

Optamos por começar pela Avenida da Consolação, e a primeira parada é para os amantes da sétima arte. O Caixa Belas Artes é um ícone do paulistano e resistência de quem aprecia arte. O lugar sempre foi destinado à exibição de filmes, desde os idos de 1956. Como o Cine Belas Artes, iniciou a sua jornada em 1967, sempre projetando obras fora do circuito comercial e títulos nacionais. Teve um tempo que suas portas se fecharam, mas depois de um grande apelo do público, renasceu como Caixa Belas Artes. Um bom lugar para assistir a um bom filme!

Antes de avançar pela Avenida Paulista, temos que contar que existe um lugar praticamente escondido na esquina da Consolação com a Avenida Paulista. É a Passagem Literária Consolação, que não diz nada logo de cara, mas que oferece um novo olhar entre livros, sebos, músicas, grafites e exposições. Alguns desaviados, acabam por descobri-la assim no susto. Aqui, você tem essa dica para fazer um passeio diferentão que quase ninguém conhece.

Seguindo em frente, agora já na Paulista, o Instituto Moreira Salles é uma parada obrigatória. É um centro cultural mas também guardião e testemunha da história da fotografia do século XIX, XX e XXI. Além disso, tem música, tem cinema, tem visitas mediadas, tem cursos e oficinas. E o melhor, a entrada é gratuita para as exposições e centro cultural.

Sabe-se que as famosas padocas são tão pertencentes à cidade, quanto a interjeição “meu” e a gíria “mano do céu”. Uma média com pão na chapa é de lei, ainda mais se for degustado na Bella Paulista, na Haddock Lobo. Vale a visita e a paciência na fila.

O Conjunto Nacional é um parênteses na via conturbada. É uma construção que une escritórios, residências, lojas, cinema, teatro e lazer. A sua loja mais conhecida é a Livraria Cultura, com seu fóssil de dinossauro pendurado no teto, um mar de livros e a liberdade de sentir o cheiro das folhas novinhas, sentado em bancos ou no carpete. O público geek  se realiza com o outro braço da livraria que contempla todo esse universo de super-heróis, magia e adrenalina.

Ao total são 4 shopping ao decorrer da Paulista e, o mais próximo do Conjunto Nacional é o Shopping Center 3, cuja entrada sempre tem um artista de rua fazendo alguma apresentação. São grupos que montam seu palco na calçada e fazem com que a pressa pare um pouquinho para admirar um bom som. Celulares a postos gravam esse momento e ajudam naquele incentivo.

DICA: Aos domingos rola a Feira Como Assim no Shopping Center 3. Tem muita coisa diferente, como roupas, decoração e a valorização do artesão.

Na rua Padre João Manuel, coladinho ao Conjunto Nacional, você poderá provar um sorvete sabor gengibre ou tomar um café acompanhado de um pastel de Belém.

O palacete Franco de Mello pode parecer um fantasma entre os prédios mais novos, contudo, ele é mais que uma lembrança, e sim um enigma para quem todos os dias passa por ele. Construído em 1905,  o imóvel é tombado pela esfera estadual, possui 35 cômodos e poucos moradores. Além do mais, trava uma briga judicial com o governo quanto a decisão de transformar o casarão no Museu da Diversidade. Enquanto o veredicto não sai dos fóruns, os seus portões às vezes se abrem para feiras de doações, bazares e até mesmo festas. Há também alguns grafites que dão um toque moderno e expressa bem a cara de São Paulo.

Não só de asfalto vive uma cidade, e o Parque Prefeito Mario Covas é a prova disso. Genuinamente, o local foi residência de um intelectual que ajudou a cunhar a história da cultura paulistana, sendo palco de grandes nomes como Anita Malfatti, Mario de Andrade, entre outros modernistas. O seu nome era René Thiollier, o local chamava “Villa Fortunata”, o qual foi residência até a sua morte, em 1968. Possuía uma área verde que por imposição de seus herdeiros, feito por uma escritura pública, não permitiu que o cinza do concreto invadisse aquele território, promovendo evolução no aspecto urbano. O verde é um legado de preservação, além de um presente para a cidade. E seu também!

Logo à frente, outro parque com jacarandás, jatobás e cambucis oferece um segundo oásis. Tão antigo quanto a própria avenida, foi inaugurado no ano de 1892. Sua concepção atendia à estética da época, com a mescla do estilo inglês e das espécies de árvores e flores nativas. É uma área de 48600 metros cercada por um portão todo trabalhado em ferro. Há uma ponte que atravessa a Alameda Santos e que faz parte da Trilha de Fauno, um de seus moradores, que é uma espécie de guardião, juntamente com outra figura mitológica, a Aretuza. Os monumentos também dão às boas-vindas a quem procura por se transportar para a calmaria de seu lar, conversando em histórias e significados.

Atravessando a avenida, o Museu de Arte de São Paulo, mas conhecido como MASP está de portas abertas desde 1968. O seu prédio foi elaborado pela Lina Bo Bardi e tem esse aspecto peculiar que garante uma vista bem valorizada. O vão do MASP também é uma atração, o habitueiro ponto de encontro de manifestações também abriga feira de antiguidades, apresentações e encontro com a galera. Adentrando ao prédio, são cerca de 10 mil peças que abrangem desde a Antiguidade até o século XXI, expostos de um modo pensado pela própria Lina, o qual faz com que o visitante possa ter a sua própria interpretação e atribuição de valor à obra apresentada. Além de seu acervo permanente, há exposições itinerantes conceituadas em seu subsolo. No ano de 2019, a temática será voltada às mulheres, com exposição marcada em abril da Tarsila do Amaral. O valor do ingresso é de R$ 40 a inteira e de R$ 20 a meia-entrada. Às terças-feiras a entrada é grátis, tendo que retirar o ingresso na bilheteria, sem agendamento de horário. *vale sempre conferir os valores atualizados do ingressos junto à instituição.

Quer uma vista privilegiada? Vá atrás do MAPS, no Mirante 9 de Julho que de esquecido, virou inesquecível. Também acontece alguns eventos interessantes no local, e para saber, acesse o seu site aqui.

DICA: O antigo Hospital Matarazzo é um espaço destinado à arte com exposições. Não fica essencialmente na Avenida Paulista, mas na Alameda Itapevi, e vale a passada. Sabe porquê? A sua essência não é cuidar da saúde do corpo, porém da alma, com o oferecimento de intervenções artísticas em suas antigas instalações. Dizem que possui uma energia muito boa, porque afinal, nasceram cerca de 500 mil pessoas sob seu teto. Muitas vidas, não é mesmo?

Na Alameda Rio Claro com a Avenida Paulista, em frente à FIESP, há uma feirinha com várias opções de comidas para todos os gostos. Tem cerveja artesanal, tem comidinhas veganas, tem crepes, tem sabores nordestinos e muito mais. O legal do local é a acessibilidade, aliada ao bom preço e ao espaço charmoso.

O Centro Cultural FIESP também marca presença na Paulista. É um espaço com teatro, galarias de arte, livraria, jardim e um café para uma pausa. Aos domingos, aproveitando a Paulista fechada,  há shows gratuitos. A entrada é gratuita.

Os jardins são um alívio na paisagem, aliás, muitas vezes ele pode até parecer impossível. É assim com o jardim suspenso do Citi Bank, que abriga mais 80 espécies de plantas da Mata Atlântica ameaçadas de extinção. Bom, repare também no monumento vermelho logo em frente. Ele foi criado pela artista Tomie Ohtake.

Dizem que o prédio da Gazeta é mal-assombrado por espíritos de índios mortos no primórdio da cidade. Tirando essa lenda macabra, o espaço oferece outro espírito, o da arte. A Reserva Cultural é lugar ideal para quem quer curtir aqueles filmes fora da rota comercial ou uma peça de teatro.

Para lá da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, o Centro Cultural do Itaú é um espaço importante, com exposições e apresentações de teatro, com a entrada free. Do ladinho, o Sesc Paulista é um prédio imponente, com inúmeras atividades que trabalham muito bem nas questões socioculturais, apresentadas com viés educacional. Aos finais de semana, uma fila enorme se forma para acessar à sua cobertura e o café. Atenção àqueles que têm medo de altura: é super segura, contudo pode causar um certo mal-estar pelas suas muretas serem de acrílico transparente. Lá do alto do SESC, você terá visão panorâmica da avenida e de uma imensa obra do artista Kobra – são 52 metros de altura e 16 metros de largura retratando outro brasileiro conhecido mundialmente, Oscar Niemeyer, e várias referências geométricas ao Copan, Museu Oscar Niemeyer e Palácio do Planalto. Aproveite para tirar uma foto.

 

É seu dia de sorte, pois nesse mesmo quarteirão há ainda a Casa das Rosas. É uma construção que remete à época do café e das figuras ilustres que circulavam pela Paulista. Funcionou como residência até 1980, quando foi transformada em um centro cultural, em 1991. Em meio a tanta expressão de arte, sempre com o cunho político-social, as rosas são um parêntese. A visitação é grátis e mergulha na casa com 30 cômodos e na sala do poeta concretista Haroldo de Campos, com algumas poesias em suas paredes. Dessa forma, alguns cursos voltados para literatura e para quem quer se tornar escritor abrem-se como oportunidades. Ah, não deixe de tomar um vinho, café ou uma água no restaurante situado em seu quintal.

Atravessando a avenida, a Japan House também é outra parada que não custa nada para conferir. Para conhecê-la é importante pensá-la além de um centro cultural, é um intercâmbio entre Brasil e Japão. São Paulo possui um bairro ícone para a cultura nipônica e a maior população japonesa fora do Japão. A casa é uma iniciativa do Governo Japonês para a divulgação do Japão moderno, o qual promove os seus pilares: cultura, educação, tecnologia e negócios. São Paulo foi a primeira cidade a sediar esse projeto, que conta com outras duas, em Los Angeles e em Londres. Pontos que chamam atenção: a arquitetura bem impactante, as exposições e um restaurante japonês dos bem bons.

Dica: O Hospital Santa Catarina possui um mural bem interessante que vale parar para absorver as suas obras, ou que tal entrar um pouco em seu jardim?

 

Depois de andar tanto pela Avenida Paulista já é hora de descansar para o próximo dia, não é mesmo? Deixe seu comentário e sugestão de pontos para conhecer na avenida mais famosa do Brasil!


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