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Você sabe o que é: chocolate da Ilha de Combu?

O chocolate é bem mais antigo do se pensa. Alguns registros marcam seu nascimento na América, ele era cultivado e servido como bebida aos deuses pelo povo maia e até mesmo como moeda de troca pelos astecas. Quando os conquistadores espanhóis chegaram às terras astecas, pelos idos de 1500, foram confundidos com os deuses relacionados ao cacau e, claro, ao chocolate.

A bebida divina tinha um nome bem próximo com os dias atuais. O cacauhatl (água de cacau) ou xocoatl (água amarga) não conquistou de pronto o paladar europeu, mas foi utilizado para dominar com mais facilidade os astecas, principalmente pela importância que seu fruto tinha para aquele povo.

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O cacau e o chocolate atravessaram o Atlântico e ganharam o mundo. Foi modificado, transformado em barra e consumido amplamente. Contudo, o cacau, a grande estrela e o principal fator do chocolate, esmiúça outra história interessante que também é bem mais antiga do se pensa.

Diferenciando do senso comum que atribui o cacau à centro-américa, o fruto é originário da Bacia Amazônica e consumido muito antes do que os maias e os astecas. Pesquisas apontam que há 5 500 anos já era socializado e de alguma forma levado à América Central.

Embora o cacau seja um produto do solo brasileiro, seu cultivo se deu posteriormente, no século XVII, e se espalhou por outros estados, como o sul da Bahia. Mas, é no Pará, próximo à Belém, escondida em um igarapé do rio Guamá, que a Ilha de Combu traz consigo um novo olhar sobre o chocolate genuinamente amazônico.

O chocolate da Ilha de Combu não tem nada a ver com os chocolates industrializados, ele é essencialmente artesanal e essa é a sua graça,  além,  é claro, de sua concepção que se entrelaça com a história de dona Nena e sua responsabilidade em sustentar a sua família, como acontece com outras tantas pelo Brasil.

Na Ilha de Combu, assim como o açaí, o cacau é nativo e base do sustento de inúmeras famílias ribeirinhas. Dona Nena trabalhava desde sempre com esse fruto e o vendia praticamente bruto para as fábricas de chocolates do mundo todo, no entanto, em 2006 a produção sofreu uma transformação. Se antes o trabalho era simples, manufaturado, de apenas quebrar o fruto e preparar as sementes para a distribuição no sudeste, sem saber que guardava um tesouro; hoje, a receita de família ganhou as papilas gustativas do alto escalão gastronômico que se rendeu aos sabores da Amazônia.  Dona Nena descasca as sementes e as passa em um moedor que produz uma massa densa e cheirosa. Essa massa é 100% cacau que é embrulhada na própria folha da árvore.

O processo de fabricação do chocolate do Combu é um grande xeque mate. Um produto único, com o terroir paraense, sem nenhum tipo de ingrediente que não seja o próprio cacau.

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