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As mulheres e as viagens – Histórias incríveis

Toda sociedade é marcada pelas viagens, seja como modo de descobrir o outro, seja o modo de descobrir o eu. A viagem destina a ultrapassar fronteiras, a marcar as diferenças e as semelhanças entre as pessoas. E quem viaja larga muita coisa ao longo da estrada. Larga a partida, larga convicções, larga o seu passado. Nisso, abre-se para esse novo que surge a cada passo nesta estrada. É o desconhecido que faz com que as pessoas se encontrem, desfazendo de vícios, hábitos, certezas. Viajar é liberdade. Para o Dia Internacional da Mulher nada como histórias de mulheres que ousaram percorrer essa estrada, libertando-se, e libertando outras mulheres.

Hoje, trouxemos algumas histórias afim de inspirar mais mulheres viajantes a sair pelo mundo. Porque a gente sabe, o mundo é delas!

Isabel Barreto

Isabel Barreto foi uma navegadora do século XVI. É considerada a primeira almirante da história espanhola. Acompanhou o marido, Álvaro de Mendaña, em sua segunda viagem às Ilhas Salomão. Contudo, durante essa viagem, Mendaña de Neira faleceu de malária, e delegou sua autoridade à esposa, também conhecida por “Adelantada”. Isabel Barreto navegou resolutamente até Manila, nas Filipinas, em 1596. Foi conhecida como a única “Almirante do Mar Oceano” que alguma vez comandou na marinha espanhola.

Isabella Bird

Isabella Bird é a primeira mulher a fazer parte da Royal Geographic Society em Londres, depois de percorrer o mundo três vezes. Ela tinha uma saúde considerada frágil desde a infância, e por conta disso, foi a recomendada atividade ao ar livre. Uma boa desculpa para viajar.

Ela tinha uma extrema curiosidade quanto ao mundo exterior, embora sua família fosse conservadora e fechada. Devido ao seu estado de saúde, os médicos pediram que fizesse uma viagem marítima, em 1854, a sua vida começou ali, quando surgiu a oportunidade de ela navegar para os EUA, partindo de sua terra natal, a Inglaterra.

Em 1872, colocou os pés na estrada, viajando para a Austrália e depois para o Havaí, onde escalou o Mauna Kea (4.207) e Mauna Loa (4.69 m). A partir dali, resolveu permanecer no Novo Mundo.

Vestida com calças e cavalgando não de lado, mas de frente como os homens faziam, Bird percorreu mais de 2.000 km nas Montanhas Rochosas, em 1873.

Ida Pfiffer

Ida Pfiffer foi uma austríaca que sonhava em viajar, e veio realizar esse sonho aos 45 anos, quando conseguiu criar seus filhos. Ela vendeu sua casa e seu piano, e com esse dinheiro, começou suas viagens de exploração do mundo. Foram duas grandes viagens ao redor do mundo, com muitas aventuras e relatos.

Ela publicou as experiências de sua viagem, as quais fizeram muito sucesso em toda a Europa. Conforme foi sendo mais conhecida, conseguia passagens gratuitas em navios estadunidenses e alemães.

Foi a primeira mulher a ser aceita como membro honorário nas sociedades geográficas de Berlim e Paris.

Nellie Bly

Elizabeth Jane Cochrame, mais conhecida como Nellie Bly, foi uma jornalista investigativa e escritora americana, que decidiu recriar a viagem fictícia escrita por Júlio Verne em “Volta ao mundo em oitenta dias” (1888). Uma viagem que nenhum homem ou mulher havia conseguido. Esse era o desafio.

Em 1889, ela consegue, após muitas brigas com os editores do jornal que trabalhava, viajar pelo mundo. Desta vez, seria a “Volta ao mundo em setenta e dois dias”.

Em primeiro momento, ela pediu a um costureiro um vestido versátil para vários climas e muniu-se de uma mala de mão pequena. Contudo, viu que não precisaria de nada disso, pois encontrou pelo mundo afora, estruturas ideais para sua viagem.

Saiu de Nova York e seguiu para Londres, Amiens (França, onde ela mudou o roteiro para conhecer Julio Verne), Brindisi, o canal de Suez, Colombo, Penang, Cingapura, Hong Kong, Japão, São Francisco e de volta a Nova York. Foram 72 dias, 6 horas, 11 minutos e 14 segundos para cruzar mais de 40 mil quilômetros, usando basicamente trens, navios e a sua escrita.

Com tantas histórias, que tal compartilhar com a gente a sua experiência de viagem?

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