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Do mar ao sol

Pouco mais de 650 km separam Fortaleza, no Ceará, de João Pessoa, na Paraíba. Conhecidas por suas belas praias, as duas capitais guardam inúmeros segredos — assim como o caminho que liga a Terra de Iracema ao ponto mais oriental do Brasil. Há de tudo um pouco: o maior parque aquático da América Latina, falésias gigantes, faixas de extensas e reservas naturais. Se o caminho pode ser uma das melhores partes da viagem, esse roteiro, que percorre três estados, é a prova de que essa frase nunca foi tão verdadeira.

Por Juliana Deodoro

 

PARTIDA

Rota: BR-116

Fortaleza (CE)

Skyline Fortaleza.

Passear pela avenida Beira-Mar, da Ponte dos Ingleses, até Mucuripe, pegar um sol nas praias de Iracema ou do Futuro, para terminar o dia tomando uma caipirinha de caju no Varjota. Estar em Fortaleza é certeza de uma viagem ao mesmo tempo relaxante e animada, ainda mais se levar em conta a receptividade do povo cearense. Não deixe de explorar o Dragão do Mar, complexo cultural com salas de exposições, teatro e cinema, nem de ir ao Mercado Central — encontram-se ali as melhores lembrancinhas da viagem.

 

 

 

>No restaurante O Mar Menino, os frutos do mar, abundantes em todas as mesas da cidade, ganham uma abordagem um pouco mais sofisticada, com pratos individuais e bela apresentação.

@Omarmenino

 

 

 

 

 

 

 

Aquiraz (CE) – 26 km

Porto das Dunas abriga uma das melhores atrações do Ceará, o Beach Park. Com mais de 20 mil metros quadrados, o parque aquático agrada não só as crianças, mas visitantes de todas as idades. Há desde toboáguas, com queda livre de 41 metros de altura, a rio de correnteza e playground aquático para os pequenos. E, se cansar dos brinquedos, não tem problema: as praias ao redor são ótimas para descansar.

beachpark.com.br

 

Canoa Quebrada (CE) –  163 km BR-304

 

Falésias alaranjadas a mais de 30 metros de altura que ostentam o símbolo de uma lua e uma estrela. A praia de Canoa Quebrada, que um dia já foi um reduto hippie, faz jus à fama que apresenta. É possível explorar a peculiar formação rochosa de todas as formas: por terra, em passeios de bugue, ou por ar, em voos de parapente. O cenário é lindo de todos os pontos de vista.

 

Galinhos (RN) – 407 km – BR – 406

Uma península cujo mar varia do azul claro ao verde esmeralda, marcada por um farol vermelho e branco e circundada por uma pequena vila, onde charretes passeiam em ruas de paralelepípedo. Pequena e extremamente charmosa, Galinhos compensa o pequeno desvio no caminho para ver o pôr do sol no mar.

 

Natal (RN) – 571 km – BR-101

Cercada de areia por todos os lados, a capital do Rio Grande do Norte é mais bem explorada de bugue — com ou sem emoção — e passeios de barco. Há roteiros para ver as dunas, que se movem ao sabor dos ventos, e também para conhecer as piscinas naturais, chamadas localmente de parrachos. As de Pirangi estão mais próximas, as de Maracajaú são ricas em vida marinha, e as de Perobas encantam pela cor da água, azul como no Caribe.

 

> Sendo ou não um fã do sabor azedo do caju, uma vez em Natal, não deixe de visitar o maior cajueiro do mundo. A árvore cobre uma área de 8.500 metros quadrados e produz quase 80 mil frutos a cada safra.

 

 

 

 

 

 

Pipa (RN) – 651 km – BR-101

Praia do Amor

Se você acha que nesse ponto da viagem já estará cansado de praia, muito se engana. Até porque Pipa oferece muito mais que uma bela faixa de areia. De dia, há falésias, dunas, matas e piscinas naturais para explorar; e de noite, o burburinho de restaurantes e lojas na Baía dos Golfinhos.

 

 

Barra de Camaratuba (PB) – 722 km – BR-101

 

Quase na divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba, Barra de Camaratuba é o local mais desconhecido dessa viagem. Próxima ao Parque Ecológico do Caranguejo-Uçá, a praia tem uma pegada mais selvagem, próxima a mangues, ao rio Camaratuba e a uma reserva indígena potiguara. Aqui também é um point para a prática de surf e kitesurf.

CHEGADA

João Pessoa (PB)- 836 km

Com apenas 24 km de litoral, João Pessoa é a cidade que vê o sol nascer antes de qualquer outra no país. Você pode aproveitá-lo nas praias urbanas, como Bessa, Manaíra e Tambaú, ou nos arredores da capital, como Conde e a ilha de Areia Vermelha. A história também tem lugar por ali: tombado pelo Iphan, o Centro tem mais de 500 construções, que vão do barroco ao art déco. A culinária paraibana também ganha destaque, em pratos como o Rubacão, uma variação do baião de dois, com arroz, feijão verde, queijo coalho, charque e nata (ou leite).

 

 

> Para aproveitar a luz paraibana (literalmente) até o fim, não deixe de ir até Cabedelo, a 10 km da capital. Ali, todos os dias, o músico Jurandy toca o Bolero de Ravel e a Ave Maria, no sax, durante o pôr do sol.

 

 

 

 

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