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Passaporte de vacina e o futuro das viagens pelo mundo

Em um futuro não muito distante, para viajar será necessária uma espécie de credencial, o passaporte de vacinação. Este é um assunto debatido entre governos do mundo inteiro e a indústria de turismo.

Neste último ano, assistimos as reviravoltas da pandemia. Hoje, com a chegada da tão sonhada vacina, estamos prestes a sermos imunizados, contudo, até lá, toda cautela é mais que essencial para podermos controlar esse vírus. Aliás, todo cuidado é pouco quando falamos em saúde, seja pela preocupação com a pandemia, seja com outros tipos de doenças. Mediante a isso, alguns governos vêm articulando o chamado passaporte de vacinação, para averiguar quem está apto a cruzar as fronteiras mundo afora.

Esse é um assunto de interesse geral, sendo pauta não somente dos governos, mas também do setor de  turismo, que foi fortemente impactado no ano de 2020. A Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA) aposta nesta iniciativa como de “ harmonia e facilidade, tornando mais fácil para as pessoas viajarem entre países sem ter que retirar papéis diferentes para países diferentes e documentos diferentes em pontos de controle diferentes”, segundo Nick Careen, vice-presidente sênior de aeroportos, passageiros, cargas e segurança da IATA, em entrevista para o New York Times.

Ainda não se sabe como esses dados serão armazenados, mas aqui vamos esclarecer algumas dúvidas sobre esse novo documento que promete ser imprescindível para  viajantes, nesse marco pós-pandemia.

O que é o passaporte de vacinação?

Passaporte é um documento de identificação do viajante e que concede permissão de viajar para outros países de forma legal, com segurança e com direito ao retorno. Desta forma, o passaporte de vacinação será um documento que provará que você está imunizado contra a COVID-19 e, carregará como histórico, os resultados dos testes negativos para o vírus. Essa iniciativa visa padronizar e otimizar as permissões de viagens.

O porquê de precisar de um passaporte de vacinação?

Com a vacinação em alguns países a pleno funcionamento, já é hora da abertura do comércio e viagens já era prevista. Com isso, alguns países, por exemplo, só aceitaram viajantes que testaram negativo para o vírus. Com mais pessoas vacinadas, a comprovação da vacinação será utilizada para a retomada das atividades turísticas, tal como acesso livre aos viajantes, sem a necessidade de quarentena.

Segundo, Nick Careen, essa é uma “tentativa de digitalizar o que já acontece”, o que também representa mais segurança.

Quais são os próximos passos?

Ainda é cedo para bater o martelo sobre a eficiência desse novo passaporte de vacinação. Faltam muitas respostas a serem respondidas, como aplicar um único documento no mundo todo, que, ao mesmo tempo, proteja a privacidade de seu usuário e seja acessível. Outro ponto para se levar em consideração é a burocratização, em um mundo em que inúmeras pessoas não possuem documentos e não tem acesso a eles.

Outra preocupação dos pesquisadores sobre o passaporte de vacinação é a padronização dos comprovantes de papel para quem ainda não possui smartphone. Para ser usual, esse tipo de tecnologia deve ser acessível a todos. Mesmo aqueles que estão longe das tecnologias.

Enquanto ainda há muitas questões, poucas respostas e muito debate sobre a eficácia dessa comprovação de vacinação, estão em testes em fases mais avançadas alguns protótipos, como IATA Travel Pass, Health Protect e Digital Health Pass. Devemos ressaltar que enquanto não existir uma certeza imunológica das primeiras vacinas às variantes do vírus, ainda é prematuro decidir por um documento universal. Mas, as iniciativas estão brotando para que possamos voltar a viajar com segurança e explorar o mundo como sempre fizemos.

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