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Roteiro Musical pelo mundo: qual é o seu som?

Imagina você com 16 anos acompanhando bandas de rock de peso em turnê afora? Bandas como Led Zeppling, The Who e afins. Parece um filme – de certa forma é – mas, é a vida de Cameron Crowe. Ele fazia amizade com as bandas e de quebra escrevia para a famosa revista Rolling Stones pelos idos de 1970. Para um simples garoto foi um sonho que se tornou realidade pelas estradas e pela bela trilha sonora do bom e velho rock in roll.

Se a vida é a inspiração para arte, essa história da memória de adolescente de Cameron foi parar nos cinemas, ganhando Oscar e outros prêmios pelo roteiro original. O filme “Quase Famosos” (2000) mistura as experiências vividas pelo roteirista mais novo e de algumas bandas que teve contato durante suas viagens. Vale a pena assistir. Aliás, vale a pena ouvir as referências musicais que o filme traz.

Para amantes de música, a trilha sonora de uma viagem é tão importante quanto a própria viagem. É o momento de traduzir em notas musicais toda a experiência do que é viajar, do destino. Para outros viajantes, não basta apenas uma playlist dedicada para o momento, conhecer lugares referências no mundo da música é a verdadeira intenção. Afinal, o que seria dos Beatles sem Liverpool ou do Elvis sem Memphis? Ou do Rio de Janeiro sem a boemia e o samba da Lapa ou de Buenos Aires sem as bandas de tango? Em cada lugar um estilo, mas o que move a todos que buscam por esses roteiros, é o encontro do melhor dos dois mundos: a música e as viagens.

Você é o nosso convidado para embarcar pelos ritmos, melodias e acordes dessa grande viagem que é a música. O mundo é grande e nosso repertório também. Aumente o som e vem com a gente porque vai ser show!

Liverpool

Nada como começar nossa tour por uma cidade inglesa. Liverpool é o destino, e você já deve saber de quem estamos falando, não é? São eles, os Beatles. Que após tantos anos arrastam fãs pelas ruas da cidade que viu nascer esse ícone. E bem sabemos que ícones nunca desaparecem, pelo contrário, deixam marcas na estrutura da sociedade. De meninos certinhos a astros do rock com pegada de psicodelia, uma carreira meteórica que explodiu pelo mundo todo. Há quem diga que eram os anos loucos dos 60 e 70, mas temos aqui verdadeira música.

Para uma cidade com 450 mil habitantes, receber quase o dobro de turista por ano em busca dos Beatles é um feito e tanto. Mas, o que ela tem de tão atrativo assim? Solta a Penny Lane que é a nossa primeira parada. É uma rua em que John Lenon e Paul McCartney passavam todos os dias a caminho da escola. Lá, os fãs da fab Four deixam mensagens para os Beatles – e tentar levar como souvenir a própria placa. Penny Lane fala muito sobre a nossa cidade-destino e é tocada por toda Liverpool.

Tem vários tour pela cidade, como o “Magical Mystery Tour” que levam os beatlesmaníacos em um ônibus amarelo por meio de um enredo biográfico dos artistas. Passa-se pelas casas onde nasceram, as ruas que percorreram (como Penny Lane), o portão vermelho de um antigo orfanato Strawberry Field, lugares onde fizeram seus últimos shows.

Agora, um tour mais emocionante, pode ficar por conta do Beatles’ Childhood Homes Tour. Você irá entrar na casa onde Lenon cresceu, imaginando Paul chegando para ensaiar um som. O que vale aqui são as histórias contadas com detalhes que para quem é fã, é uma verdadeira realização.

Em sua viagem por Liverpool não pode faltar o museu dedicado à banda, Beatles Story, e a Cavern Club, e se inspirar naquela vibe que só os Beatles podem proporcionar.

Memphis – EUA

Três palavras: Blues, churrasco e Elvis Presley. A cidade do Tennessee tem a hospitalidade do sul dos EUA bem aflorada, em qualquer lugar que for será tratado como parte da família. Para quem gosta de ser bem recebido, aqui é seu lugar. Agora, se você é fã de blues e rock, realmente acertou o destino, pois grandes nomes saíram de lá, como B.B. King, Johnny Cash e, claro, o Rei do Rock, Elvis. Que para alguns, ainda está vivo.

Blues, rock e direitos civis são uma mistura que deu muito certo sim por essas bandas, e claro, outra proposta de atrativos. Uma história entrelaçada, revelada através do passeio pela Graceland, a residência de Elvis, ou também pelo museu o Museu Nacional dos Direitos Civis, situado no mesmo local em que o reverendo Luther Martin King foi assassinado. Muitos nomes e muitos fatos históricos são embalados pela música. E que música. Sabe aquela que toca a alma? Quer arranca sentimentos tão natos e enterrados dentro dos corações?

CURIOSIDADE: A Graceland é a antiga residência de Elvis Presley e a segunda casa mais visitada nos EUA, perdendo apenas para Casa Branca. Atualmente, ela é um museu destinado ao astro rei.

Agora, dando palco a essa potência, a Beale Street é o seu ponto principal. É conhecida como a “Casa do Blues”, um verdadeiro patrimônio imaterial. Para o seu roteiro ficar completo, é preciso passar na Rum Boogie e na B.B.King’s Blues Club. Outro lugar que você tem que ir é o Museu do Rock e Soul de Memphis, que tem a curadoria de nada mais nada menos que o The Smithsonian Institution, o Sun Studio, o mesmo que onde Elvis e Jhonny Cash começaram as suas carreiras. Se há história para ser encontrada, com certeza, é ali.

Paris

Paris é uma festa! E toda boa festa tem música. Bem, em Paris – o lugar em que tudo se potencializa em charme –  há um dia dedicado totalmente a essa arte. A Fête de la Musique (a Festa da Música) acontece no dia mais longo do ano, no solstício de verão, que beira a uma combinação quase mística. Durante esse dia, só se respira notas musicais e se vê apresentações em jardins, ruas, praças e todo palco e pseudopalco que se tem direito. É verão, faz sol, estamos em Paris, cercados de música e ainda é de graça.

Por horas você vai poder esparrar em diversos estilos musicais tocando a plenos pulmões por muitos pontos da cidade. Um prato cheio para quem já sabe que flanar é o verbo destinado à Cidade Luz, ainda mais quando as Musas sopram em nossos ouvidos canções para trazer alento aos dias. Flanar, tomar um bom vinho e encher os ouvidos de música. Assim, Paris aproveita o dia 21 de junho.

Buenos Aires

Ah, Buenos Aires! A capital mundial do Tango, esse ritmo que envolve e conta uma história de sedução. É lá que nasceu o Tango, ali, do lado do Rio da Prata, no final do século XIX. Era uma dança encenada nos prostíbulos da cidade, dançada por homens. Sim, bem diferente, né. Ao passo que foi ganhando fama e o gosto popular – principalmente da elite – ela foi ganhando território. Mulheres e homens, agora, bailam história de amor e traição, com passos duros e leves, ao som da flauta, violino, violão e bandoneón, uma espécie de sanfona.

Agora, para uma experiência bem turística, é indicado ir ver uma apresentação nas famosas Casas de Tango. Tem para todos os gostos: dos com grandes cenários e palcos imensos como os com uma iluminação mais intimistas e espaço reduzido. Você deve escolhe qual experiência vai querer.

Geralmente, essas casas oferecem também o jantar para acompanhar a apresentação, e é uma boa pedida. Ainda mais pelo fato do posicionamento das mesas, que dão uma melhor vista do espetáculo. Señor Tango é considerada a melhor, e também a mais cara. Há também o Madero Tango, Tango Porteño, El viejo Almacén, Piazzolla Tango. Venga, vamos bailar.

Rio de Janeiro

Agora chegou a vez do samba dar as caras por aqui. Aliás, difícil falar do Rio de Janeiro sem falar dele, o Samba. Aqui, vamos falar um pouquinho das famosas rodas de samba que acontecem nos mais diversos redutos da cidade. Você já sabe, o sambe corre pelas veias do Rio.

Para aqueles que gostam de ter esse gostinho de carnaval no céu da boca, a solução são as rodas de samba. Hoje em dia, elas se espalham pelos centros culturais e na Lapa, onde várias pessoas se reúnem entorno dos músicos e curtem um sambinha. É uma estrutura mais familiar, com proximidade, com suor e cerveja.

Pois é, segunda-feira também é dia de samba, ou melhor, roda de samba. O Samba do Trabalhador, no Clube Renascença, acontece todas as segundas-feiras, das 17h às 23h. O Samba da Pedra de Sal, aos pés do Morro da Conceição, conta com a potência das vozes que se unem para cantar os famosos sambas de raiz, após às 19h nas segundonas.

Mas o samba é democrático, tem o Samba do Ouvidor, que ocorre na esquina da rua Ouvidor com a Rua do Mercado, dois sábados por mês. Também tem o Samba das Pulgas, no bairro de Santa Teresa, bem animado, enh! Já a Roda de Samba Cacique de Ramos não pode faltar em seu roteiro. Ela é realizada todos os domingos, a partir das 15h. Aliás, foi de lá que saíram grandes nomes como Zeca Pagodinho e Jorge Aragão. É um lugar que há mais de 50 anos encanta com boa música e sendo um Patrimônio imaterial do Rio de Janeiro.

No filme “Quase Famosos”, o adolescente jornalista pergunta ao membro da banda fictícia o que era música para ele. Para nós, a música é uma bela viagem por roteiros incríveis, como esse.

Bom Planejamento!

 

 

 

 

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